INSÔNIA PODE AUMENTAR RISCO DE AVC NOS MAIS JOVENS

outubro 29, 2021 by Fabio
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O risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral) pode ser muito maior em pessoas com insônia em comparação com aqueles que não têm problemas para dormir, de acordo com uma pesquisa publicada na revista Stroke, da American Heart Association.

O risco também parece ser muito maior quando a insônia ocorre em pessoas com menos de 40 anos do que os que já passaram dessa idade, disseram os pesquisadores. Eles descobriram que:

A insônia aumentou a probabilidade de internação por AVC em 54% ao longo de quatro anos. A incidência de acidente vascular cerebral foi oito vezes maior entre aqueles diagnosticados com insônia entre 18-34 anos de idade. Após os 35 anos, o risco diminuiu continuamente.

O estudo foi baseado nos registros de saúde selecionados aleatoriamente de mais de 21.000 pessoas com insônia e 64.000 não insones. Os pesquisadores dividiram os participantes – nenhum dos quais tinha um diagnóstico prévio de apoplexia ou apneia do sono – em diferentes tipos de insônia.

Em geral, a insônia incluiu a dificuldade em iniciar ou manter o sono; insônia crônica ou persistente durou de um a seis meses; insônia de recaída foi um retorno de insônia após ser diagnosticado livre de doença por mais de seis meses em qualquer ponto de avaliação durante o estudo de quatro anos; e remissão foi uma mudança de um diagnóstico de insônia para não-insônia no momento posterior.

A insônia pode afetar a saúde cardiovascular por meio de inflamação, aumento da pressão arterial

O mecanismo que liga a insônia ao AVC ainda não é totalmente compreendido, mas evidências mostram que a insônia pode alterar a saúde cardiovascular por meio de inflamação sistêmica, intolerância à glicose, aumento da pressão arterial ou hiperatividade. Alguns fatores comportamentais (por exemplo, atividade física, dieta, uso de álcool e tabagismo) e fatores psicológicos, como o estresse, podem afetar a relação observada.

Como reduzir as chances de sofrer um AVC

1 – Estabeleça horário para dormir e acordar: Ter um horário predeterminado para deitar e acordar é essencial para o funcionamento do ritmo circadiano (relógio biológico) do organismo. É dessa maneira que o corpo começa a ter uma regularidade, reconhecendo o comprimento do dia e, consequentemente, a hora de dormir.

2 – Transforme seu quarto em um santuário do sono: Pessoas insones têm um estado de hiperalerta. Isso significa que dormir do lado de uma rua barulhenta ou em um quarto cheio de estímulos pode prejudicar ainda mais o hábito de dormir. O ideal é fazer do quarto o lugar ideal para o momento de descanso. Vale desde lençóis e cama confortáveis a cortinas blackout ou isolantes de barulho.

3 – Alimente-se corretamente: Ingerir alimentos com cafeína e álcool poucas horas antes de dormir prejudicam a qualidade do sono. É ideal ainda que se evite alimentos de difícil digestão ou em grandes quantidades, porque o processo digestivo pode causar pequenas interrupções no sono. Mas dormir em jejum também é proibido. O hábito pode levar à hipoglicemia no meio da noite, o que interfere na manutenção do sono.

4 – Deixe os ambientes bem iluminados com luz natural: Abrir janelas, iluminar a casa com a luz do dia ou sair à rua ajuda a estimular o centro de alerta do cérebro. Assim, o corpo consegue diferenciar dia e noite – horário de ficar acordado do de dormir. É importante lembrar que apenas uma luz chamada bright light pode ser usada como substituta. A luz artificial, de luminárias e lâmpadas tradicionais, não tem o mesmo efeito.

5 – Medicamentos, só com orientação médica: O uso eventual de remédios para dormir é indicado, mas deve ser feito apenas sob acompanhamento médico. Existe hoje no mercado drogas que são direcionadas para esse uso e que não criam dependência.