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24/nov/2018

Cientistas brasileiros conseguiram identificar possíveis causas do autismo e trabalham em um tratamento que poderá eliminar seus sintomas.

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que aparece nos primeiros anos de vida da criança, e que pode se manifestar em vários tipos de graus (mais leve ou mais severo).  Como consequência, traz dificuldade de comunicação e interação social.

Apesar de se saber que o autismo está ligado a uma alteração genética, não se sabe ao certo a sua causa. O autismo tem sido objeto de estudo há muitos anos e, no Brasil, não tem sido diferente. Tanto que um grupo de cientistas brasileiros ligados à USP conseguiu dar mais um passo importante no tratamento do autismo.

Ao realizar pesquisas com dentes de leite de crianças (com e sem autismo) doados para uma ONG que tem um projeto chamado A Fada do Dente, do qual os pacientes fazem parte, conseguiram gerar em laboratório uma espécie de ‘minicérebros’.

E são nestes ‘minicérebros’ que são realizados estudos sobre o autismo, bem como os remédios que podem ajudar a melhorar a função das células dos cérebros autistas.

No meio de tantos estudos, os cientistas descobriram que no cérebro dos autistas, uma célula chamada astrócitos (que existe em grande número em nosso cérebro) são inflamadas e produzem uma certa substância em excesso, o que causa danos aos neurônios.

Logo surgiu a hipótese de que, ao encontrar uma droga que fosse capaz de bloquear essa substância e recuperar a forma e a função dos neurônios, seria possível melhorar as condições celulares e alguns sintomas do autismo.

E foi o que os cientistas brasileiros fizeram nos ‘minicérebros’ criados em laboratório, obtendo sucesso em seus testes preliminares.

Com este avanço nas pesquisas fica evidenciado que, no futuro, será possível tratar o autismo em si, e não apenas os seus sintomas.

Os testes ainda estão sendo feitos apenas em laboratórios, já que continuam estudando os efeitos colaterais que este tratamento poderá causar, mas agora há a esperança para que, em poucos anos, seja possível realizar testes em humanos.

O sucesso dos testes e o avanço do tratamento não significa, necessariamente, a cura para o autismo. Mas poderá amenizar ou até eliminar alguns sintomas, como irritabilidade e dificuldade de interação social. O tratamento, nesse caso, deverá ser feito por toda a vida.


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17/jul/2018

Saiba como a hiperatividade e o autismo podem ser confundidos e entenda a importância de um diagnóstico assertivo entre TDAH e TEA.

Ainda é grande o número de pessoas que vivem na dúvida de como identificar e, também, diferenciar o autismo e o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) – e já adiantamos que são, sim, dois transtornos diferentes.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento comum e diagnosticado mais frequentemente em crianças. Ele é caracterizado pela falta de atenção, por hiperatividade e impulsividade. A idade para o diagnóstico de TDAH geralmente é em torno dos 7 anos. É muito comum também que, no estágio inicial, o TDAH e o TEA (Transtorno do Espectro Autista) sejam confundidos um com o outro.

Isto ocorre porque os sintomas são muito parecidos: problemas para se comunicar e se concentrar, além de ambos afetarem o comportamento, o aprendizado e a socialização. E muitas vezes pode ser realmente difícil enxergar a diferença entre os dois.

O transtorno do espectro autista (TEA) pode variar em gravidade e sintoma. E é bem comum encontrar sinais de TDAH na maior parte das pessoas com TEA. O fato é que apesar de serem parecidos são transtornos distintos.

Qual a diferença entre TDAH e TEA?

Entre as principais diferenças entre a hiperatividade e o autismo, podemos destacar as seguintes:

TEA (Autismo)

1) Problemas de comunicação e interação social

2) Comportamentos restritos e repetitivos

3) Dificuldade de processar e interagir com o mundo (comunicar, formar relacionamentos, explorar, brincar e aprender)

DAH (Hiperatividade)

1) Desatenção

2) Hiperatividade e impulsividade

3) Dificuldade de acompanhar e manter um foco (prestar atenção aos detalhes, organizar tarefas, manter-se quieto e imóvel)

Uma das causas de confusão entre esses transtornos é que os sintomas de TDAH e TEA podem ocorrer ao mesmo tempo. E às vezes o médico pode apontar para apenas um dos distúrbios na criança. Nestes casos, estudos apontam como causa genética a mesma pessoa ter os dois distúrbios. Ainda há estudos e pesquisas sobre o tema para entender a complexidade e a conexão entre o TDAH e o TEA.

Até alguns anos atrás não era possível diagnosticar o TEA em uma criança com TDAH ou vice-versa, mas as pesquisas mais recentes estão mostrando que cada vez mais crianças estão apresentando ambos os distúrbios e que podem compartilhar o mesmo gene raro, sugerindo que médicos testem crianças com TEA para TDAH no momento do primeiro diagnóstico, e vice-versa.

Diagnóstico assertivo

O primeiro passo para ajudar a criança é, sem dúvida, o tratamento adequado de acordo com um diagnóstico correto. Quanto mais cedo a criança iniciar o tratamento adequado, melhores as chances de resposta ao tratamento – além de os resultados ocorrerem em um espaço menor de tempo, também. Nos casos em que a criança recebe um diagnóstico atrasado, ela pode ter sérios transtornos ao longo da vida.

Para um diagnóstico mais assertivo é necessário procurar um especialista em transtorno de comportamento infantil. Outros médicos podem não ter o treinamento adequado para entender completamente os sintomas, deixando escapar alguma informação que pode complicar posteriormente o tratamento.

O gerenciamento e a aplicação das técnicas comportamentais do TDAH ajudarão a criança também a controlar os sintomas do TEA, por isso, o diagnóstico adequado é fundamental. Crianças menores de 6 anos costumam receber tratamento para o TDAH por meio de terapia comportamental. As medicações são prescritas somente as crianças maiores de 6 anos de idade. E nestes casos o médico pode experimentar vários tratamentos antes de encontrar um que de resultado.

Não existe cura para o TDAH ou para o TEA, mas, com o tratamento adequado, muitos dos sintomas podem ser controlados e a criança passa a ter uma melhor qualidade de vida.


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10/jul/2018

Entenda como a tecnologia pode ser uma aliada imprescindível na inclusão de crianças autistas ou hiperativas no convívio social.

Alguns estudos realizados pela Universidade de Bloomington, nos EUA, mostraram que cerca de 20-30% das crianças que nascem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) serão incapazes de comunicarem verbalmente seus pensamentos, vontades e necessidades.

Isso significa que milhares de crianças viverão em um mundo isolado e ‘não-verbal’. Quando os indivíduos apresentam deficiências graves de fala e linguagem, as estratégias de comunicação aumentativa e alternativa (CAA) podem proporcionar-lhes a oportunidade de se expressar e terem uma ‘voz’. A incapacidade de se comunicar tem um impacto significativo na qualidade de vida, no acesso educacional e no desenvolvimento de habilidades e relacionamentos sociais. A frustração de não conseguir se comunicar também pode levar ao desenvolvimento de comportamentos negativos.

Analisando esse contexto, é imperativo que as entidades de ensino assegurem a participação e a compreensão de todos os alunos. Para isso as escolas, os coordenadores pedagógicos e os professores precisam rever o seu papel na gestão escolar, utilizando metodologias que proporcionem uma melhor aprendizagem às crianças com autismo e hiperatividade. Somente dessa forma a inserção dessas crianças na sociedade torna-se possível. E uma das opções é o uso de tecnologias específicas.

A proliferação de tecnologias móveis de baixo custo mudou drasticamente a forma como educadores interagem com crianças autistas. De smartphones a tablets (utilizando telas sensíveis ao toque), os dispositivos de computação móvel nunca foram tão amigáveis, baratos e acessíveis.

O uso desta tecnologia, junto com as ferramentas certas, é perfeito para estimular o aprendizado e incluir as crianças autistas e hiperativas no ambiente escolar, além de auxiliar no desenvolvimento de sua capacidade de comunicação.

Como usar a tecnologia para a inclusão social?

O ideal é promover a interação de crianças autistas ou com TDAH de forma lúdica, com atividades que auxiliem no aprimoramento de atenção, foco, paciência e tomada de decisões.

Vale usar teclado alternativo, livros digitais e publicações em áudio, planilhas eletrônicas, sublinhadores e organizadores gráficos, aplicativos para reconhecimento de fala, leitores de tela, sintetizadores de voz e a mesa digital.

Socializando com robôs

Uma abordagem promissora envolve os robôs interativos, que ajudam as crianças com autismo a lidarem com situações sociais. Pesquisas em várias universidades mostraram que crianças autistas acham mais fácil se relacionar com robôs do que com outras pessoas (cujos sinais de comunicação são mais sutis e difíceis de interpretar).

Robôs humanóides, semelhantes a um brinquedo, mas com uma inteligência artificial avançada, conseguem detectar e analisar as ações das crianças, respondendo de formas que reforcem o aprendizado social.

Esses robôs interagem socialmente com as crianças de uma forma segura, colocando em prática suas habilidades sociais. Crianças que se sentem relutantes em entrar em uma atividade social podem se sentir mais confortáveis interagindo com um robô, que é mais previsível e não as julga.

Teclados alternativos

São teclados programáveis e com funções especiais que permitem personalizar a aparência e as funcionalidades de um teclado padrão.

Crianças autistas ou hiperativas, que possuem distúrbios de aprendizado ou dificuldades para digitar, podem se beneficiar dessa personalização que permite reunir as teclas por cor ou adicionar cores para facilitar o seu manuseio.

Livros e publicações em áudio

São ideais para quem tem dificuldade de concentração ou algum tipo de deficiência visual. Funciona como uma biblioteca em áudio. Com eles é possível ouvir textos em tocadores de MP3, CDs ou qualquer outra plataforma de som. Tablets com aplicativos que simulam esses dispositivos também podem ajudar muito no aprendizado e inclusão social de crianças autistas.

Sublinhadores e organizadores gráficos

Este software permite organizar e, também, destacar ideias ainda não estruturadas.

Planilhas eletrônicas

Com essas planilhas é possível organizar e alinhar informações na tela do computador. São muito utilizadas para solucionar problemas matemáticos, principalmente para quem não consegue fazer os cálculos utilizando lápis e papel.

Software para reconhecimento de fala

É utilizado principalmente com crianças e adolescentes que possuem dificuldades motoras mais severas. Com ele o aluno dita e o software escreve.

Auxilia para elaborar redação ou respostas dissertativas além de, é claro, aumentar a autoestima.

Leitores de tela e sintetizadores de voz

Com eles é possível tanto a leitura dos materiais quanto a checagem do que o estudante com autismo ou TDAH está escrevendo.

Mesa digital

A mesa digital (ou play table) é uma ferramenta ludopedagógica que auxilia no desenvolvimento cognitivo e motor da criança. Ela pode ser utilizada tanto de modo compartilhado com outras crianças ou em um trabalho específico. E ainda há diversos aplicativos capazes de ajudar neste processo de inclusão. Alguns deles são:

Livox: É um aplicativo que permite que pessoas com qualquer tipo de deficiência que impeça ou dificulte o processo da fala (como autismo ou paralisia cerebral) consiga se comunicar.

É considerado um dos melhores aplicativos de inclusão do mundo.

CPqD Alcance: Ele facilita a navegação de cegos ou pessoas com baixa visão. Ele utiliza o som para guiar os portadores de deficiência a usar o celular.

Web Para Todos (WPT): É uma iniciativa com o intuito de deixar acessível as informações em sites e na internet de um modo geral. O projeto conta com a parceria de entidades, empresas, universidades e diversas pessoas que defendem uma Internet mais acessível.

Promover a educação inclusiva é criar possibilidades de novas formas de aprendizado e desenvolvimento para que crianças com distúrbios e dificuldades de interação social tenham um melhor desempenho e, ainda, possam se relacionar melhor com outras pessoas.

 


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03/jul/2018

Conviver com crianças autistas ou que apresentam TDAH pode ser exaustivo e frustrante. Mas o amor e a paciência são as chaves para o sucesso da convivência de uma família nesse processo.

O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e o autismo são distúrbios que afetam a interação social, a comunicação e o comportamento das crianças. Consequentemente, esses distúrbios acabam afetando também a vida familiar e, é claro, o desempenho escolar/acadêmico.

Criar uma criança com autismo ou TDAH pode ser um desafio para os pais, especialmente quando outras pessoas não entendem os problemas vividos por eles. São crianças que vivem e experimentam o mundo de forma diferente das demais pessoas. Possuem dificuldades de se expressar e, também, algumas limitações sensoriais.

As famílias que convivem com crianças com TDAH ou autismo precisam ter paciência e mais tempo disponível do que os outros pais – sem falar na energia e disposição diárias. Alguns pais ficam embaraçados quando o filho demonstra comportamentos incomuns em público, como:

  • Toque inapropriado em outras pessoas
  • Serem muito honestos sobre a aparência de alguém
  • Bater as mãos ou girá-las
  • Ficar fascinado com um item em particular
  • Exibições extremas de afeição (ou o oposto)

Tais comportamentos costumam gerar stress na família. Aliás, conflitos conjugais são muito comuns em razão de episódios assim. Grande parte dps pais destas crianças sentem-se sobrecarregados, culpados, confusos, irritados e até mesmo deprimidos.

A frustração é um sentimento muito presente na vida destes pais, seja porque seus filhos não são como eles desejaram ou quando outras pessoas não entendem ou não sabem como lidar com as situações vividas por eles.

Além da frustração, outro sentimento comum é a ansiedade. Estes pais, em sua maioria, vivem ansiosos sobre o futuro, pensando em como seus filhos irão viver em sociedade. É importante entender que emoções negativas podem ser normais devido ao grande peso do stress que estes pais enfrentam. Não há do que se envergonhar desses sentimentos, pois eles resultam de um esgotamento físico e emocional.

O stress prejudica tanto os pais quanto o tratamento das crianças que possuem problemas com os distúrbios. O conflito conjugal afeta negativamente uma criança por vários motivos:

  • Reduz o senso de segurança da criança em seu ambiente doméstico;
  • Perturba o relacionamento pais/filhos;
  • Diminui o monitoramento parental de comportamentos potencialmente perigosos;
  • Atua mais diretamente como uma plataforma para comportamentos agressivos.

Como a família de crianças com TDAH e autismo pode melhorar seu cotidiano?

Para ter uma qualidade de vida melhor, os pais de crianças com TDAH e autismo devem procurar um diagnóstico precoce de um especialista.

É importante ressaltar que, apesar dos desafios e dificuldades, crianças com autismo e TDAH podem viver vidas felizes e realizadas.

Confira algumas dicas para os pais conseguirem melhores resultados com seus filhos:

  • Busque informações atuais e confiáveis sobre os distúrbios;
  • Busque apoio de grupos que passam por esta experiência;
  • Fale abertamente com amigos e familiares sobre os distúrbios;
  • Faça treinamento comportamental relacionado ao autismo;
  • Celebre cada conquista da criança, por menor que seja;
  • Procure ter atitudes positivas sobre qualquer acontecimento;
  • Incentive a criança a ter amigos;
  • Estabeleça rotinas.

Além dos pais, os irmãos também acabam sendo muito afetados por conviverem com uma criança que tenha TDAH ou autismo.

Elas acabam sofrendo com uma vida em que os pais se dedicam mais ao irmão, além do stress gerado dentro de casa em razão de conflitos escolares, emocionais ou sociais. Como os pais geralmente estão estressados ou sobrecarregados em cuidar do filho com distúrbio, podem esquecer dos demais, fazendo com que os outros se sintam abandonados e desprotegidos. Isso pode ser traumático, ainda mais quando essas crianças não têm idade e nem maturidade para entender a situação.

Sem contar que, em alguns casos, os pais delegam aos demais filhos a obrigação de cuidarem do irmão que sofre com autismo ou TDAH, sobrecarregando-os com responsabilidades que não são suas. Muitos dos irmãos sonham em ter uma vida tranquila e comum, assim como os demais. E isso acaba gerando um sentimento de frustração. É fundamental que a família se lembre de cuidar de suas necessidades como um todo, não focando somente no filho com o distúrbio.

Quanto mais cuidarem de si mesmos, mais eficientemente poderão ajudar seu filho ou irmão a maximizar sua qualidade de vida. Criar filhos com autismo ou hiperativos é fácil? Não, nem um pouco. A vida da família muda? Sim, algumas rotinas e atividades acabam mudando.

Mas é possível ter uma vida normal? Sim. No começo, obviamente, a família precisará aprender a se adaptar às necessidades especiais dessas crianças. Mas no decorrer do tempo, é possível ter uma vida praticamente normal, com atividades em família, passeios e viagens.

Assim como em qualquer relacionamento, o amor e a paciência são as palavras-chave para que esse processo dê bons frutos.