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Com um número crescente de pessoas com depressão nas empresas, veja como os gestores de RH podem combater a doença e melhorar o ambiente de trabalho.

Todos nós precisamos cuidar da nossa saúde mental assim como cuidamos da saúde física. E considerando quanto tempo passamos no trabalho, não é surpresa que nossos empregos possam afetar nosso bem-estar.

Os problemas de saúde mental são muito comuns e têm aumentado nos últimos anos, em grande parte devido à crise econômica e ao estresse nas empresas.

Dada essa prevalência significativa e crescente, grande parte das empresas no Brasil – não importa o tamanho – são afetadas por problemas de saúde mental em seus funcionários. Isto não é algo que possa ser ignorado.

E um dos problemas de saúde mental mais comuns é a depressão, que afeta uma em cada dez pessoas.

A depressão no ambiente de trabalho

A depressão engloba uma variedade de sintomas de um período de baixo astral que dificulta o enfrentamento de tarefas normais, pensamentos e comportamentos que paralisam a vida.

Alguém que esteja sofrendo de depressão pode achar difícil motivar-se para concluir tarefas – incluindo coisas aparentemente simples, como chegar ao trabalho no horário.

A pessoa fica facilmente irritada, frustrada e tem dificuldades para tomar decisões.

A depressão é, muitas vezes, a maior causa da queda de produtividade no trabalho dos funcionários.

Desanimado e sem concentração, o funcionário passa a ter um rendimento muito baixo em seu trabalho, causando uma frustração que só piora a doença.

A necessidade constante de melhorar, a exigência de bater metas, rotinas com cobranças exaustivas e a pressão rotineira do mercado de trabalho, entre outras, são alguns dos fatores que podem gerar estresse e, consequentemente, depressão nos funcionários de uma empresa.

Segundo a (OMS) Organização Mundial de Saúde até 2020, a depressão passará da 4ª para a 2ª colocada entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo.

E a principal causa apontada pelas pessoas que sofrem de depressão é o trabalho.

As causas para este crescimento de depressão nas empresas são muitas, mas algumas costumam se destacar:

  • Apatia no ambiente de trabalho;
  • Aumento de tarefas e responsabilidades;
  • Fofocas no trabalho;
  • Problemas de gestão;
  • Problemas financeiros ou de saúde tanto do trabalhador quanto de um ente querido.

O bem-estar e a saúde mental dos funcionários de uma empresa passaram a se tornar um dos grandes desafios do departamento de RH, que passa a desempenhar um papel importantíssimo na produtividade e bom andamento dos negócios.

Como reconhecer os sintomas de que o funcionário está com depressão

Não é fácil dizer, pois ela pode se manifestar de varias maneiras, mas alguns sinais podem indicar que algo não está bem:

  • Alteração no apetite – excesso ou falta dele;
  • Ansiedade;
  • Cansaço demasiado;
  • Choro constante;
  • Falta de foco;
  • Insônia;
  • Irritabilidade;
  • Isolamento social;
  • Melancolia;
  • Sensação constante de incapacidade.

Pontos de atenção para os gestores de RH em relação à depressão

Alguns anos atrás a depressão não era levada em conta pelas empresas e gestores de RH. Em alguns casos até era considerado como falta de interesse do funcionário e, muitas vezes, este chegava a ser dispensado das suas atividades.

Entretanto, com o passar dos anos e um maior entendimento sobre depressão, as empresas passaram a enxergar a doença de outra forma, mudando o seu olhar para estes funcionários que apresentavam algum sintoma de depressão.

Portanto, um dos primeiros passos é reconhecer que um funcionário pode ter depressão e respeitá-lo por isso.

Os gestores de RH devem procurar investir em programas que aumentam ou melhoram a qualidade de vida dos seus funcionários. Treinamentos de desenvolvimento pessoal podem ser grandes aliados.

Ações do tipo:

  • Feedback;
  • Planos de saúde que cubram terapias;
  • Treinamentos e cursos.

Além disso outras práticas podem ajudar, como o incentivo para praticar atividades físicas e até mesmo procurar a ajuda de um psicólogo.

Ambientes de trabalho saudáveis para a mente

As empresas precisam ser proativas na gestão da saúde mental de todos os seus funcionários, independentemente de estarem enfrentando um problema ou não.

Os gestores inteligentes sabem que as empresas dependem das pessoas e que as experiências, o bem-estar e a motivação de cada trabalhador são fundamentais para o desempenho da organização como um todo.

Gerenciando e apoiando positivamente o bem-estar mental dos funcionários, os gestores de RH podem garantir que a equipe atinja seu potencial – permitindo que a empresa atinja um desempenho máximo.

Estudos mostram que organizações com níveis mais altos de engajamento de funcionários se beneficiam de melhor produtividade, lucratividade e maior comprometimento da equipe.

Como o RH pode ajudar a combater a depressão nas empresas

O RH tem um papel vital a desempenhar no apoio a um funcionário com um problema de depressão – seja no trabalho, fora do trabalho ou retornando ao trabalho.

Criar um diálogo aberto leva a um sistema de apoio e entendimento entre empregadores e empregados.

Geralmente, uma abordagem de senso comum baseada em comunicação aberta e boa gestão de pessoas é tudo o que é necessário. As regras de ouro são:

  • Incentive as pessoas a falarem – crie um ambiente aberto onde as pessoas se sintam capazes de dialogar sobre o seu bem-estar, e até mesmo falar sobre um problema, caso deseje. Lembre-se de que a experiência de todos os problemas de depressão é diferente. Concentre-se na pessoa, não no problema, e faça perguntas abertas sobre a causa do sofrimento e que tipo de apoio eles precisam.
  • Evite fazer suposições – não tente adivinhar quais sintomas um funcionário pode ter e como isso pode afetar sua capacidade de realizar seu trabalho – muitas pessoas conseguem gerenciar seu problema e desempenhar seu papel com alto padrão.
  • Respeite a confidencialidade – lembre-se de que as informações sobre saúde mental são altamente confidenciais e delicadas. Não transmita informações desnecessariamente, até porque essa quebra de confiança pode afetar negativamente a saúde mental de um indivíduo.
  • Responda com flexibilidade – devido ao fato de os problemas de saúde mental afetarem a todos de maneiras diferentes e em momentos diferentes de suas vidas, adapte seu apoio de acordo com o indivíduo. Desenvolver um plano de ação personalizado pode ajudar.

Ajustes no ambiente de trabalho

Se alguém estiver passando por um problema de saúde mental, como depressão, pode precisar que a empresa faça alguns ajustes. Muitas vezes, trata-se de mudanças de atitude e cultura, em vez de uma intervenção dispendiosa. Ajustes típicos incluem:

  • Criar escritórios mais tranquilos e silenciosos;
  • Horário flexível ou alteração do horário de entrada ou saída;
  • Maior suporte dos gestores para ajudar a priorizar e gerenciar a carga de trabalho;
  • Mudança do local de trabalho;
  • Mudança nos intervalos, talvez dividindo a hora do almoço em três blocos de 20 minutos;
  • Mudanças no cargo, que podem ser temporárias ou permanentes;
  • Políticas de retorno ao trabalho, como retorno por etapas.

Com essas dicas, os gestores de RH podem fazer a diferença na empresa e auxiliarem os funcionários que sofrem de depressão, gerando um ambiente de trabalho saudável e propício para o crescimento dos negócios.


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21/set/2018

Recebeu más notícias do seu médico? Veja como enfrentar esse diagnóstico delicado com calma e determinação para seguir em frente e dar os próximos passos.

Receber más notícias do seu médico pode ser devastador. Não é fácil enfrentar o diagnóstico de uma doença grave ou de tratamento complicado.  É um momento paralisante, onde todas as preocupações anteriores desaparecem e você se depara com um território novo e aterrorizante.

O diagnóstico complicado é delicado tanto para o paciente que o recebe quanto para o médico que o comunica. E por mais que o tempo pareça parar e você não saiba o que fazer, é preciso seguir em frente.

Sentir medo e dúvida são totalmente normais nesse momento. Mas é importante para a sua saúde, entretanto, manter o foco no que pode aprender durante esses tempos difíceis e encontrar ajuda  para manter a calma para tomar as decisões corretas.

Aprenda o máximo que puder

Ao receber um diagnóstico delicado, procure aprender e pesquisar o máximo que puder sobre a doença, a sua situação e as opções de tratamento. Não fique com vergonha, pergunte tudo o que puder (e quiser) para o médico. Esse é o momento de colocar todas as cartas na mesa.

Uma dica é ter sempre alguém com você durante as consultas. Ao receber o diagnóstico, você pode ser incapaz de se concentrar ou de pensar racionalmente. Por isso, sua companhia poderá fazer as perguntas necessárias e até transmitir mais calma e tranquilidade.

Ter uma visão clara dos fatos vai te ajudar a pensar nos próximos passos. Às vezes o medo desaparece ao descobrir que um simples procedimento pode resolver o problema. Mas quando é preciso encarar um tratamento mais demorado, ter apoio e o máximo de informações possíveis ajudará a reduzir a ansiedade para trilhar esse caminho com mais confiança.

Cuidado com as informações que você obtém

É totalmente normal querer buscar na internet mais informações sobre a doença com a qual você foi diagnosticado, bem como seus respectivos tratamentos. Mas tome muito cuidado com isso.

Tenha em mente que muitos sites contêm informações incorretas ou baseadas em pesquisas desatualizadas. O ideal é perguntar ao seu médico se ele conhece algum site confiável onde você possa obter mais informações sobre o seu diagnóstico.

Peça uma segunda opinião

Se o diagnóstico que você recebeu é grave e implica em uma cirurgia ou tratamento de risco, procure uma segunda opinião médica.

Faça isso também em relação aos tratamentos a serem realizados. Você precisa estar ciente de todas as opções e alternativas possíveis.Uma segunda opinião médica pode complementar e contribuir para tornar o diagnóstico mais assertivo, proporcionando mais segurança ao paciente.

Esteja preparado para mudanças positivas na sua vida

Não é incomum pessoas que passaram por doenças graves afirmarem que suas vidas se tornaram mais significativas depois dessa experiência, mesmo que tenham ficado com alguma sequela. O fato de estarem vivas, poderem retomar suas rotinas e estarem próximas das pessoas que amam tornam-se motivos de alegria e gratidão para essas pessoas.

Receber um diagnóstico delicado não é fácil. Mas com fé, determinação, informação e apoio, o percurso do tratamento torna-se menos longo e mais fácil de ser percorrido.