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14/jan/2019

Entenda como a Medicina Personalizada tem se mostrado um tratamento com melhores resultados no combate ao câncer.

Se você ou alguém que você conhece é portador de câncer, provavelmente está vasculhando tudo o que puder para encontrar a melhor maneira de vencer a doença. É provável que você tenha visto termos como ‘medicina personalizada’, ‘medicina de precisão’ ou ‘drogas específicas’.

Mas afina, o que significam estes termos?  E. mais importante, elas podem ajudá-lo?

A medicina personalizada (também chamada de medicina de precisão ou farmacogenética) é uma nova maneira de combater o câncer. Ele utiliza informações sobre o paciente e seu tumor para descobrir o que está causando a doença e criar um plano personalizado para a pessoa.

Medicina Personalizada: a genética é o professor

Durante anos o tratamento do câncer foi um processo que seguia um padrão. Você teria uma cirurgia para remover um tumor, depois quimioterapia ou radiação para matar as células cancerígenas. Mas bombardear o câncer com quimioterapia ou radiação também mata as células saudáveis, o que pode levar a uma série de efeitos colaterais desagradáveis.

Hoje os pesquisadores podem examinar suas células cancerosas e aprender a ordem dos genes em seu DNA. Enquanto a maioria das células do corpo do paciente possui genes idênticos, os que estão nas células cancerígenas apresentam mutações ou alterações. É isso o que as transforma em tumores.

Além disso, o câncer de uma pessoa pode ter alterações genéticas diferentes das de outra. Os cientistas também sabem que, geneticamente, o câncer de mama de uma pessoa pode ser mais semelhante ao tumor gástrico de outra pessoa do que a outros cânceres de mama. Isso torna a necessidade de medicamentos personalizados ainda maior.

Medicina Personalizada: Combinando os pacientes com as drogas corretas

A agência FDA (Food and Drug Administration) aprovou mais de uma dúzia de drogas que visam uma dessas mutações. Eles incluem o imatinibe (Glivec), um medicamento usado na leucemia mielogênica crônica, e o trastuzumabe, o medicamento contra o câncer de mama (Herceptin).

A genética do tumor também pode dizer aos médicos quais drogas não funcionam. Por exemplo, se o câncer de cólon tiver uma mutação genética chamada KRAS, os médicos não administrarão dois remédios comuns contra o câncer de cólon, porque sabem que não funcionarão.

Muitos centros clínicos fazem algo chamado de perfilamento do tumor. O médico analisa os genes do tumor. Se ele acha que o câncer pode ter mutações específicas, ele pode começar com um medicamento específico que é adaptado para a mutação genética encontrada nas células cancerosas do seu paciente.

Por exemplo, se a pessoa tem câncer de mama, um teste genético diria se o Herceptin pode funcionar para ela ou não.

A criação de perfis também pode ajudar caso outras opções de tratamento, como a quimioterapia, não funcionarem para o paciente. Uma mutação genética pode levar a equipe médica a utilizar um medicamento inesperado, como um originalmente concebido para outro tipo de câncer.

A Medicina Personalizada não é um tratamento milagroso

A Medicina Personalizada funciona melhor para reduzir tumores – e salvar vidas – do que o tratamento tradicional. Mas nem sempre é uma cura.

Os tumores podem conter células com diferentes mutações genéticas, de modo que uma terapia direcionada projetada para capturar células com uma mutação pode funcionar apenas em parte de um tumor. As células que permanecem podem continuar crescendo.

Converse com seu médico para descobrir se essa abordagem pode funcionar para você.

Um novo tipo de ensaio clínico

Os testes-padrão para testar tratamentos de câncer usam pessoas cujos tumores são similares em tamanho ou localização. Eles podem escolher apenas pessoas com câncer de pulmão em estágio IV, por exemplo. Mas agora que há medicina personalizada, os pesquisadores precisam de novas maneiras de estudar como os tratamentos direcionados funcionam em uma variedade de cânceres.

Os ‘testes de cestas’ combinam pessoas com muitos tipos diferentes de câncer em uma única ‘cesta’ e usam uma abordagem de medicina de precisão para encontrar tratamentos que funcionem. Assim, um único teste pode incluir pessoas com muitos medicamentos diferentes.

A criação de novos tratamentos requer um constante intercâmbio entre médicos e cientistas. Novas drogas são feitas para combater novas alterações genéticas. Então, eles são clinicamente testados. À medida que os tumores mudam, mais medicamentos novos se tornarão disponíveis.


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07/jan/2019

Diagnósticos ou tratamentos errados podem prejudicar ou atrasar a cura de um paciente. Veja como se prevenir disso.

Erros médicos podem ocorrer em qualquer lugar: nos hospitais, nas clínicas, nos centros cirúrgicos, nos consultórios, nas farmácias e na casa do paciente. Esses erros envolvem medicamentos, cirurgias, diagnósticos, equipamentos ou resultados de exames. Por isso, é preciso tomar todas as precauções para ter certeza de que você recebeu o diagnóstico correto a fim de iniciar o tratamento adequado.

Os erros de diagnóstico e tratamento podem ocorrer até mesmo em rotinas comuns, como, por exemplo, um paciente no hospital com uma dieta sem sal receber uma refeição rica em sal.

A maioria dos erros resultam de problemas criados pelos complexos sistemas de saúde. Mas os erros ocorrem também quando os médicos e pacientes possuem problemas de comunicação.

Como se prevenir de erros em diagnósticos e tratamentos?

A melhor forma de se prevenir contra diagnósticos e tratamentos errados é tornar-se um membro ativo da sua condição clínica, em vez de assumir a postura de mero espectador. Isso significa fazer parte de cada decisão sobre os cuidados com a sua saúde. Pacientes que se envolvem pessoalmente com seus tratamentos tendem a obter melhores resultados.

Por isso, separamos 20 dicas a seguir que podem ser extremamente valiosas para você.

Como se prevenir de erros em medicamentos

1 – Avise seu médico sobre todo medicamento que você está tomando. Isso inclui medicamentos prescritos e suplementos dietéticos, como vitaminas e ervas.

2 – Leve todos os remédios e suplementos na sua consulta com o médico. Isso ajuda o seu médico a falar mais sobre cada medicamento e verificar se há alguma contraindicação com algum deles.

3 – Comunique seu médico sobre qualquer alergia ou reações adversas que você já teve com algum remédio. Isso ajuda o médico a não receitar algum medicamento que possa lhe fazer mal.

4 – Quando seu médico lhe prescrever um remédio, certifique-se de que você possa ler a receita claramente. Se você não conseguir ler a caligrafia do seu médico, talvez o farmacêutico também não consiga.

5 – Peça informações ao seu médico para que você consiga entender sobre o medicamento e a prescrição:

  • Para que serve o remédio?
  • Como devo tomar e por quanto tempo?
  • Que efeitos colaterais podem surgir? O que fazer se eles ocorrerem?
  • É seguro tomar esse remédio junto com ou outros medicamentos que estou tomando e/ou com a minha atual dieta?
  • Que tipo de comida, bebida ou atividade eu devo evitar enquanto estiver tomando esse remédio?

6 – Ao receber o medicamento na farmácia, pergunte: “este é o remédio exato que o meu médico receitou?”. Isso fará com que o farmacêutico verifique novamente a receita, a fim de evitar qualquer erro.

7 – Se tiver qualquer dúvida sobre a bula do remédio, pergunte. Bulas podem ser difíceis de entender. Por exemplo, pergunte se “quatro vezes ao dia” significa tomar uma dose a cada seis horas exatas (noite e dia) ou apenas durante o dia.

8 – Pergunte ao farmacêutico sobre a melhor forma de medir seu remédio líquido. Por exemplo, muitas pessoas usam colheres de chá, mas que necessariamente podem não conter toda a dose necessária. Utilizar seringas ou copos-medida ajudam a tomar a dose exata.

9 – Peça informação por escrito sobre os efeitos colaterais que o seu medicamento pode causar. Se você sabe que pode haver alguma reação ao remédio, é bom estar preparado caso algo inesperado ocorra.

Como se prevenir de erros em internações em hospitais

10 – Se estiver em um hospital, pergunte a todos os médicos e enfermeiros que precisarem tocar em você se eles lavaram as mãos. Isso ajuda a prevenir doenças e evita que infecções se espalhem no hospital.

11 – Ao receber alta do hospital, peça para o médico explicar sobre o tratamento que você deve seguir em casa. Isso inclui informações sobre os novos remédios, agenda de novas consultas e se você pode retomar suas atividades regulares. É importante saber se você deve ou não continuar tomando os remédios que tomava antes da internação.

Como se prevenir de erros em cirurgias

12 – Se tiver que passar por uma cirurgia, certifique-se de que você, seu médico e o cirurgião estão de acordo com o que deve ser feito. Fazer uma cirurgia do lado errado (por exemplo, operar o joelho esquerdo em vez do direito) é raro, mas pode acontecer. Por isso, é importante que haja um perfeito entendimento do processo até minutos antes de entrar no centro cirúrgico.

13 – Se puder escolher, opte por um hospital especializado na cirurgia que você irá fazer. Prefira hospitais especializado na cirurgia que você precisará fazer. Eles possuem melhores estruturas tanto de equipamentos quanto de profissionais experientes, o que reduz drasticamente as chances de erros.

Como se prevenir de erros médicos gerais

14 – Pergunte se tiver alguma dúvida ou receio. Você tem o direito de questionar tudo o que estiver relacionado com sua saúde.

15 – Certifique-se de que uma única pessoa coordene seu tratamento. Pode ser seu médico principal ou algum médico do hospital (se estiver internado), mas isso é muito importante caso você tenha muitos problemas de saúde.

16 – Garanta que todos os médicos tenham acesso às suas informações de saúde. Em um hospital, você pode ser atendido por muitos plantonistas. Por isso, não presuma que todos possuem as informações completas sobre seu estado.

17 – Peça a um amigo ou parente para ir às consultas com você. Isso garante que outra pessoa além de você receba as informações do médico, podendo ajudar caso você esqueça ou não tenha entendido algo.

18 – Se fizer um exame, não presuma que nenhum resultado é uma boa notícia. Pergunte quando e como você receberá os resultados.

19 – Entenda que “mais” nem sempre é melhor. É uma boa ideia descobrir por que um exame ou tratamento é necessário e como ele pode ajudá-lo. Você poderia estar melhor sem isso.

20 – Aprenda sobre sua condição e tratamentos com seu médico e recorra a outras fontes confiáveis. Pergunte ao seu médico se o seu tratamento é baseado nas evidências clínicas mais recentes. Se não se sentir confortável, busque uma segunda opinião médica – ou até uma terceira, se necessário.

Seguindo essas dicas, você consegue se prevenir de erros em diagnósticos e tratamentos, o que lhe garantirá uma maior segurança e certeza de que está no caminho certo para melhorar sua saúde.


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24/nov/2018

Cientistas brasileiros conseguiram identificar possíveis causas do autismo e trabalham em um tratamento que poderá eliminar seus sintomas.

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que aparece nos primeiros anos de vida da criança, e que pode se manifestar em vários tipos de graus (mais leve ou mais severo).  Como consequência, traz dificuldade de comunicação e interação social.

Apesar de se saber que o autismo está ligado a uma alteração genética, não se sabe ao certo a sua causa. O autismo tem sido objeto de estudo há muitos anos e, no Brasil, não tem sido diferente. Tanto que um grupo de cientistas brasileiros ligados à USP conseguiu dar mais um passo importante no tratamento do autismo.

Ao realizar pesquisas com dentes de leite de crianças (com e sem autismo) doados para uma ONG que tem um projeto chamado A Fada do Dente, do qual os pacientes fazem parte, conseguiram gerar em laboratório uma espécie de ‘minicérebros’.

E são nestes ‘minicérebros’ que são realizados estudos sobre o autismo, bem como os remédios que podem ajudar a melhorar a função das células dos cérebros autistas.

No meio de tantos estudos, os cientistas descobriram que no cérebro dos autistas, uma célula chamada astrócitos (que existe em grande número em nosso cérebro) são inflamadas e produzem uma certa substância em excesso, o que causa danos aos neurônios.

Logo surgiu a hipótese de que, ao encontrar uma droga que fosse capaz de bloquear essa substância e recuperar a forma e a função dos neurônios, seria possível melhorar as condições celulares e alguns sintomas do autismo.

E foi o que os cientistas brasileiros fizeram nos ‘minicérebros’ criados em laboratório, obtendo sucesso em seus testes preliminares.

Com este avanço nas pesquisas fica evidenciado que, no futuro, será possível tratar o autismo em si, e não apenas os seus sintomas.

Os testes ainda estão sendo feitos apenas em laboratórios, já que continuam estudando os efeitos colaterais que este tratamento poderá causar, mas agora há a esperança para que, em poucos anos, seja possível realizar testes em humanos.

O sucesso dos testes e o avanço do tratamento não significa, necessariamente, a cura para o autismo. Mas poderá amenizar ou até eliminar alguns sintomas, como irritabilidade e dificuldade de interação social. O tratamento, nesse caso, deverá ser feito por toda a vida.


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24/nov/2018

Medicamento foi aprovado pela FDA e tem apresentado bons resultados na redução dos sintomas da doença.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a anemia não é apenas causada por falta de ferro.

Existem várias causas para o desenvolvimento da anemia:

  • anemias por falta de produção (como por exemplo falta de ferro);
  • por perdas (sangramentos);
  • por destruição (as hereditárias, onde se incluem a anemia falciforme).

Dentre as anemias hereditárias, a mais comum é a anemia falciforme.

A anemia falciforme é um tipo de anemia que é transmitida geneticamente dos pais para os filhos, por uma mutação no gene.

Das alterações dos genes responsáveis pela produção da hemoglobina, em vez de produzir a hemoglobina “A” normal, produzem a hemoglobina “S” (HbS).

A doença falciforme pode ser diagnosticada no Teste do Pezinho.

Ela traz uma série de complicações nos órgãos da pessoa portadora a doença, além de crises de muita dor, limitando a sua qualidade de vida.

Os principais sintomas da anemia falciforme são:

Dores forte provocada pelo bloqueio do fluxo sanguíneo e pela falta de oxigenação nos tecidos;

  • Dores nas articulares;
  • Fadiga intensa;
  • Palidez e icterícia;
  • Atraso no crescimento;
  • Feridas nas pernas;
  • Tendência a infecções;
  • Cálculos biliares;
  • Problemas neurológicos, cardiovasculares, pulmonares e renais;
  • Priapismo.

Quem sofre com a anemia falciforme tem que superar dores físicas e emocionais, já que não conseguem levar uma vida normal.

A anemia falciforme é mais comum entre pessoas afrodescendentes (até porque se originou no continente africano).

Ela não tem cura, é uma doença crônica. Em alguns casos é recomendado o transplante de medula óssea, mas ainda assim o paciente precisa de um tratamento clínico, como transfusões de sangue e antibióticos.

A boa notícia para quem sofre da doença é que, após alguns anos de estudos, no dia 7 de julho, a Food and Drug Administration (FDA), agência regulatória dos EUA para medicamentos, aprovou a L-glutamina oral em pó (Endari, Emmaus Medical, Inc) para administração oral com indicação para redução das complicações agudas da Anemia Falciforme em pacientes adultos e pediátricos (>5 anos de idade).

A aprovação foi com base nos dados do estudo randomizado, duplo cego (NCT01179217) que incluiu 230 pacientes ( 5 a 58 anos de idade) com anemia falciforme ou talassemia que apresentaram 2 crises de dor no período de 12 meses antes da participação no Estudo. A eficácia foi demonstrada com a redução do número de crises até a Semana 48 comparando pacientes que receberam L-glutamina com pacientes no braço placebo. Os eventos adversos mais comuns >10% dos pacientes foram: constipação, náusea, cefaleia, dor abdominal, tosse, dor em extremidades, dor lombar e dor torácica. Descontinuação do tratamento devido a eventos adversos foram de 2.7% (n=5) pacientes.

A dose recomendada de L-glutamina é 10 – 30 gramas ao dia (baseada no peso), por via oral, duas vezes ao dia. É o primeiro tratamento aprovado no país em quase 20 anos.

Os pacientes que participaram dos estudos e que foram tratados com a L-glutamina tiveram menos crises e foram menos vezes ao hospital por causa de dor.

É importante ressaltar que o Endari pode apresentar alguns efeitos colaterais como constipação, náuseas, cefaleia, dor abdominal, tosse, dor nas extremidades, dores nas costas e dor torácica. Por isso, deve ter um acompanhamento médico.

Com isso, os pacientes que sofrem de anemia falciforme têm agora mais um aliado no combate aos sintomas e uma nova chance de alcançarem um melhor qualidade de vida.

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21/set/2018

Recebeu más notícias do seu médico? Veja como enfrentar esse diagnóstico delicado com calma e determinação para seguir em frente e dar os próximos passos.

Receber más notícias do seu médico pode ser devastador. Não é fácil enfrentar o diagnóstico de uma doença grave ou de tratamento complicado.  É um momento paralisante, onde todas as preocupações anteriores desaparecem e você se depara com um território novo e aterrorizante.

O diagnóstico complicado é delicado tanto para o paciente que o recebe quanto para o médico que o comunica. E por mais que o tempo pareça parar e você não saiba o que fazer, é preciso seguir em frente.

Sentir medo e dúvida são totalmente normais nesse momento. Mas é importante para a sua saúde, entretanto, manter o foco no que pode aprender durante esses tempos difíceis e encontrar ajuda  para manter a calma para tomar as decisões corretas.

Aprenda o máximo que puder

Ao receber um diagnóstico delicado, procure aprender e pesquisar o máximo que puder sobre a doença, a sua situação e as opções de tratamento. Não fique com vergonha, pergunte tudo o que puder (e quiser) para o médico. Esse é o momento de colocar todas as cartas na mesa.

Uma dica é ter sempre alguém com você durante as consultas. Ao receber o diagnóstico, você pode ser incapaz de se concentrar ou de pensar racionalmente. Por isso, sua companhia poderá fazer as perguntas necessárias e até transmitir mais calma e tranquilidade.

Ter uma visão clara dos fatos vai te ajudar a pensar nos próximos passos. Às vezes o medo desaparece ao descobrir que um simples procedimento pode resolver o problema. Mas quando é preciso encarar um tratamento mais demorado, ter apoio e o máximo de informações possíveis ajudará a reduzir a ansiedade para trilhar esse caminho com mais confiança.

Cuidado com as informações que você obtém

É totalmente normal querer buscar na internet mais informações sobre a doença com a qual você foi diagnosticado, bem como seus respectivos tratamentos. Mas tome muito cuidado com isso.

Tenha em mente que muitos sites contêm informações incorretas ou baseadas em pesquisas desatualizadas. O ideal é perguntar ao seu médico se ele conhece algum site confiável onde você possa obter mais informações sobre o seu diagnóstico.

Peça uma segunda opinião

Se o diagnóstico que você recebeu é grave e implica em uma cirurgia ou tratamento de risco, procure uma segunda opinião médica.

Faça isso também em relação aos tratamentos a serem realizados. Você precisa estar ciente de todas as opções e alternativas possíveis.Uma segunda opinião médica pode complementar e contribuir para tornar o diagnóstico mais assertivo, proporcionando mais segurança ao paciente.

Esteja preparado para mudanças positivas na sua vida

Não é incomum pessoas que passaram por doenças graves afirmarem que suas vidas se tornaram mais significativas depois dessa experiência, mesmo que tenham ficado com alguma sequela. O fato de estarem vivas, poderem retomar suas rotinas e estarem próximas das pessoas que amam tornam-se motivos de alegria e gratidão para essas pessoas.

Receber um diagnóstico delicado não é fácil. Mas com fé, determinação, informação e apoio, o percurso do tratamento torna-se menos longo e mais fácil de ser percorrido.

 


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05/set/2018

Listamos aqui os sete principais exames que são grandes aliados para detectar e prevenir o câncer.

A cada ano milhares de pessoas são diagnosticadas com câncer em todo o mundo. O número de diagnósticos é tão alto que a doença já é chamada de o ‘mal do século’.

Embora existam muitos tipos de câncer, todos começam da mesma forma: resultado de um crescimento e multiplicação anormal e descontrolado das células.

Diferentes tipos de câncer podem se comportar de formas distintas e, por isso, é fundamental que os pacientes recebam o tratamento adequado para seu tipo específico de doença.

Uma boa notícia é que hoje em dia já existem exames capazes de detectar diversos tipos específicos de câncer e, desta forma, obter um diagnóstico precoce da doença, o que aumenta consideravelmente a chance de cura.

Listamos a seguir os sete principais exames que ajudam a detectar o câncer. Confira.

Dosagem de PSA e toque retal

Além da análise clínica, o ultrassom de próstata e da dosagem do PSA (Antígeno Prostático Específico), deve ser feito o exame de toque retal para uma melhor investigação do câncer de próstata.

A idade para a realização do exame varia, mas geralmente para pessoas que não possuem fatores de risco, a idade é de 50 anos. Já aqueles que possuem casos de câncer na família, a idade é a partir dos 45 anos.

Mamografia e ultrassonografia mamária

O exame é obrigatório para mulheres a partir de 40 anos (que não tenham incidência da doença na família) e é considerado o exame oficial para diagnóstico do câncer de mama.

Colonoscopia

Através do exame de colonoscopia é possível analisar o revestimento interno do intestino grosso e parte do delgado. A colonoscopia consegue identificar alterações da mucosa do intestino que podem evoluir para um câncer e, por isso, este é considerado um dos principais exames para detectar o câncer de cólon e reto.

Papanicolau e colposcopia

Estes exames são utilizados para descobrir HPV e câncer de colo uterino.

O Papanicolau deve ser feito pelo menos uma vez ao ano e, caso apareça alguma alteração, é indicada a realização de outros exames, como a colposcopia.

Não existe uma idade certa para realizar estes exames, mas o recomendável é que seja após a primeira relação sexual ou até mesmo quando for começar a praticar o ato.

Ultrassonografia transvaginal

Este exame é realizado em conjunto com outros para obter um melhor diagnóstico do câncer de ovário. Geralmente quando o paciente apresenta alterações, são indicados outros exames para completar e melhorar o diagnóstico, como tomografia computadorizada do abdômen e pelve, biópsia e exames de sangue.

Dermatoscopia digital

Este exame é realizado para diagnóstico e prevenção do câncer de pele. Através de uma análise fotográfica ampliada das pintas na pele é possível identificar lesões de risco.

Não existe idade certa para a realização do exame de dermatoscopia digital, mas pessoas de pele muito clara e com pintas ou manchas devem procurar ficar atentos. Obviamente, caso haja casos de câncer na família o exame é altamente recomendado.

Qualquer mancha ou alteração de uma pinta o médico deverá ser procurado.

Radiografia de tórax

A radiográfica de tórax é um exame de fácil acesso e pelo qual é possível diagnosticar o câncer de pulmão.

Não há também uma idade para a realização do exame, mas fumantes e pessoas de meia idade devem fazer o raio-x de tórax. Como é um câncer difícil de ser diagnosticado em fase inicial, é importante ficar atento e ter um acompanhamento médico quando houver qualquer manifestação estranha.

Além dos exames citados acima, vale lembrar que outros exames também podem ajudar na prevenção da doença. A vulvoscopia, a captura híbrida e exames de sangue são grandes aliados na prevenção de lesões no colo do útero, miomas, cistos nos ovários, infecções e endometriose, entre outros.

Além disso, já existem pesquisas e estudos em andamento para que o câncer seja diagnosticado por meio de um simples exame de sangue. Alguns estudos demonstram que um exame de sangue chamado CancerSEEK, desenvolvido no Johns Hopkins Kimmel Cancer Center em Baltimore, EUA, já pode detectar cerca de oito tipos de câncer.

De acordo com pesquisas, foram detectados os cânceres nos ovários, fígado, estômago, pâncreas, esôfago, cólon ou reto, pulmão e mama.

O CancerSEEK ainda está em fase de testes, exigindo pesquisas mais profundas para que se possa garantir sua verdadeira precisão –  que no momento, é de 70%. Mas já é um caminho novo e que lança boas esperanças para o futuro.

O fato é que fazer exames é uma das medidas mais importantes no combate do câncer, principalmente daqueles que não apresentam sintomas iniciais.

O diagnóstico precoce obtido por meio destes exames é fundamental para que a chance de cura seja maior.

Que tal aproveitar a lista de exames desta matéria e agendar uma consulta com seu médico para manter sua saúde sempre em dia?


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22/ago/2018

Capazes de auxiliar nos tratamentos de várias doenças e até de curar algumas delas, muitos pais têm procurado congelar as células-tronco de seus filhos.

Todos os dias a medicina avança na busca por tratamentos e cura de doenças. E as células-tronco passaram a desempenhar um papel fundamental nesse cenário.

A esperança de que as células-tronco sejam usadas, no futuro, para salvar a vida do próprio filho, tem levado os pais a fazerem o congelamento da célula durante o parto.

O que são células-tronco?

Apesar de muito faladas, você sabe o que são as células-tronco?

São células do nosso corpo que têm potencial de regenerar tecidos. São as células ‘mestras’ do corpo e podem ser transformadas em quase qualquer tipo de tecido.

Elas podem se auto replicar, ou seja, se duplicar, gerando outras células-tronco e até se transformar em tipos diferentes de células.

Os cientistas vêm desenvolvendo maneiras de coletar as células-tronco de forma cada vez mais eficiente. E uma destas formas é a coleta a partir do sangue do cordão umbilical e da placenta do bebê.

Diferente de boatos e notícias que surgiram anos atrás, as células-tronco podem ser coletadas sem qualquer risco para o bebê.

E, por isso, é cada vez maior o número de pais que têm congelado o sangue do cordão umbilical de seus filhos recém-nascidos, na esperança de que um dia isso possa ser útil para eventuais tratamentos.

Como é o processo de congelamento das células-tronco?

O material é coletado logo após o nascimento da criança, ainda na sala de parto. A veia umbilical será puncionada por uma agulha igual à usada em coleta de sangue.

O material é pesado para determinar o volume de sangue recolhido e uma amostra é separada para fazer a contagem das células, que deve ser de, no mínimo, 500 milhões.

O sangue do cordão umbilical fica preservado em temperaturas baixíssimas, a fim de conservar suas características.

Como faço para armazenar células-tronco do cordão umbilical?

Existem bancos privados e públicos que fazem este tipo de serviço.

Nos bancos privados, a família deve arcar com os custos tanto da coleta quanto o de manter o material congelado e o sangue preservado. Neste caso as células são guardadas para uso exclusivo da família.

Já nos bancos públicos não é necessário pagar pelo procedimento e o sangue preservado pode ser usado tanto pela família da criança doadora quanto por outras pessoas cadastradas no programa.

Vale dizer que tanto os bancos públicos quanto as empresas privadas podem fazer a coleta das células, que podem ficar armazenadas durante anos.

Qual a vantagem de armazenar células-tronco do sangue do cordão umbilical?

Além de não haver rejeição do organismo (pois a célula usada no tratamento é a da própria pessoa), há a vantagem da disponibilidade imediata das células para transplante (o que pode ajudar a salvar a vida de forma rápida) e, também, de se obter células jovens (elas possuem maior capacidade de proliferação e diferenciação), diminuindo, assim, a reação no caso de um transplante.

Quais doenças podem ser tratadas com células-tronco?

As células-tronco têm o potencial de tratar várias doenças, incluindo certos tipos de câncer, doenças genéticas e doenças do sangue. Cerca de 80 doenças já podem ser tratadas com as células tronco.

As mais comuns são:

  • Alzheimer
  • Anoxia cerebral.
  • Artrite reumatoide
  • Diabetes
  • Displasia do timo
  • Doenças cardíacas
  • Doenças no fígado
  • Leucemia linfoblástica aguda
  • Leucemia mieloide aguda
  • Leucemia mielóide crônica
  • Linfomas de Hodgki
  • Linfomas não Hodgkin
  • Osteoporose
  • Parkinson
  • Traumatismo craniano
  • Tumores sólidos

Como você pode notar, o congelamento de células-tronco no parto é de extrema importância para os pais que desejam garantir um futuro longevo e com saúde para seus filhos, tendo a possibilidade de evitar e combater inúmeras doenças.


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15/ago/2018

Tire as suas dúvidas a respeito do congelamento de óvulos e saiba mais sobre essa técnica que tem ajudado muitas mulheres a se tornarem mães.

O congelamento de óvulos pode ser benéfico, por uma série de razões, para as mulheres que desejam preservar sua fertilidade para o futuro, incluindo:

  • Mulheres que querem ou precisam adiar a gravidez para buscar objetivos educacionais, profissionais ou outros objetivos pessoais;
  • Mulheres diagnosticadas com câncer;
  • Mulheres com objeções ao armazenamento de embriões congelados por motivos religiosos e/ou morais.

Quando devo congelar meus óvulos?

Uma mulher em seus primeiros anos reprodutivos pode se sentir confiante em relação ao cronograma de construção de sua família. Ter um parceiro que também se sente pronto para conceber e um corpo que irá cooperar com os planos ajudará a acelerar sua meta de se tornar mãe. Infelizmente, nem toda mulher tem um caminho desimpedido para a gravidez, e algumas podem se perguntar quanto tempo esperar antes de explorar a preservação da fertilidade.

A resposta simples é buscar o congelamento de óvulos, ou criopreservação de óvulos, nos primeiros anos de fertilidade reprodutiva – 20 e 30 anos – para aproveitar a qualidade e a quantidade de óvulos.

Como funciona o congelamento de óvulos?

Embora os espermatozoides e os embriões tenham se mostrado fáceis de congelar, o óvulo é a maior célula do corpo humano e contém uma grande quantidade de água. Quando congelados, formam cristais de gelo que podem destruir a célula. Ao longo dos anos, descobriu-se é preciso desidratar o ovo e substituir a água por um “anticongelante” antes do congelamento, para evitar a formação de cristais de gelo. Como a casca do óvulo endurece quando congelada, os espermatozoides devem ser injetados com uma agulha para fertilizar o óvulo, usando uma técnica padrão conhecida como Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI).

Os óvulos são congelados utilizando um método de congelamento lento ou um processo de congelamento instantâneo conhecido como vitrificação, que impedem a formação dos cristais de gelo e aumentam as chances de sobrevivência dos óvulos após o descongelamento.

Por quanto tempo os óvulos podem permanecer congelados?

Não existe um tempo limite. O congelamento, quando bem-feito, preserva as características do óvulo, que pode ser utilizado anos mais tarde. Assim que passou pelo procedimento, o óvulo não envelhece mais e suas características são mantidas.

A temperatura de congelamento é de geralmente 196°C negativos. Com base em evidências científicas, há casos de gravidez após 10 anos de congelamento, o que mostra que o armazenamento a longo prazo de óvulos congelados não resulta em nenhuma diminuição na qualidade.

E se eu tiver mais de 38 anos de idade?

As expectativas são de que as taxas de gravidez de óvulos congelados dependerão da idade das mulheres no momento em que ela congelar seus óvulos, mas não serão afetadas pela idade em que ela volta a usá-los.

Entretanto, a chance de gravidez em mulheres que congelam seus óvulos com mais de 38 anos é menor do que a observada em mulheres mais jovens. Até o momento, há poucos relatos de gravidez em mulheres com mais de 38 anos por meio de congelamento de óvulos.

A gravidez é garantida com o congelamento de óvulos?

A técnica não representa 100% de garantia, pois depende do sucesso da fertilização in vitro. Além disso, os valores são altos. A coleta da célula e o processo de vitrificação giram em torno de R$7 mil e R$15mil.  As injeções de hormônios, necessárias durante o tratamento, podem custar até R$8 mil. Também é preciso pagar um “aluguel” para manter os óvulos armazenados nos laboratórios, com taxa que varia de R$700 a R$1 mil por ano. Fora o procedimento da fertilização in vitro (R$8 mil a R$12mil reais por tentativa) quando decidir fazer o descongelamento.

Mas as taxas de sucesso são boas. Estima-se que 300 mil bebês ao redor do mundo já nasceram de óvulos congelados.


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08/ago/2018

Procedimento é a esperança para casais que não podem ter filhos. Conheça mais detalhes sobre a técnica de fertilização in vitro.

A fertilização in vitro (FIV) é uma das várias técnicas disponíveis para ajudar pessoas com problemas de fertilidade a terem um bebê. Durante a fertilização in vitro, um óvulo é removido dos ovários da mulher e fertilizado com espermatozoides em laboratório.

O óvulo fertilizado, chamado embrião, é então devolvido ao útero da mulher para crescer e se desenvolver. Esse procedimento pode ser realizado usando tanto os óvulos da mulher e o esperma de seu parceiro como os de doadores.

O termo in vitro vem do latim e significa “em vidro”, o que, no caso, se refere ao tubo de ensaio ou vidro de Petri. A fertilização in vitro é uma técnica de inseminação artificial que promove o encontro do óvulo com o espermatozoide fora do útero, também conhecida como “bebê de proveta”.

Quais causas de infertilidade podem ser tratadas com a fertilização in vitro?

A fertilização in vitro pode ser uma opção se você ou seu parceiro tiverem sido diagnosticados com:

  • A incapacidade de os espermatozoides penetrarem ou sobreviverem no muco cervical;
  • Baixa contagem de espermatozoides;
  • Endometriose;
  • Problemas com a ovulação;
  • Problemas com o útero ou as trompas de falópio;
  • Problemas de anticorpos que prejudicam espermatozoides ou óvulos;
  • Problemas de fertilidade.

A FIV é mais utilizada em casos que outros métodos – como medicamentos para fertilidade, cirurgia e inseminação artificial – não funcionaram. Dificilmente ela é a considerada como primeira opção.

Como é o procedimento da fertilização in vitro?

O procedimento de fertilização in vitro se inicia junto do ciclo menstrual da mulher. Ela deve ir à clínica que escolher para ser submetida a uma ultrassonografia. Durante o exame, o médico vai verificar se o útero, as trompas e os ovários estão em ordem.

Feito isso, ela será submetida à medicação para fazer a estimulação ovariana. Assim, quando os folículos estiverem de acordo, é feita a retirada dos óvulos por meio de uma punção.

Chances de sucesso

A taxa de sucesso da FIV depende da idade da mulher em tratamento, bem como da causa da infertilidade (se for conhecida).

As mulheres mais jovens têm maior probabilidade de ter uma gravidez bem sucedida. A FIV geralmente não é recomendada para mulheres com mais de 42 anos, porque as chances de uma gravidez bem sucedida são consideradas muito baixas.

Entre 2014 e 2016, o percentual de tratamentos de fertilização in vitro que resultaram em um parto foi:

  • 29% para mulheres com menos de 35 anos
  • 23% para mulheres entre 35 e 37 anos
  • 15% para mulheres de 38 a 39 anos
  • 9% para mulheres de 40 a 42 anos
  • 3% para mulheres de 43 a 44 anos
  • 2% para mulheres com mais de 44 anos

Quais são os riscos da fertilização in vitro?

A FIV nem sempre resulta em gravidez e pode ser física e emocionalmente desgastante. É recomendado um aconselhamento para ajudar a mulher ou o casal durante o processo. Há também uma série de riscos para a saúde envolvidos, incluindo:

  • efeitos colaterais dos medicamentos usados durante o tratamento, como afrontamentos e dores de cabeça;
  • nascimentos múltiplos (como gêmeos ou trigêmeos) – isso pode ser perigoso tanto para a mãe quanto para os filhos;
  • uma gravidez ectópica – onde o embrião se implanta nas trompas de falópio, e não no útero;
  • síndrome de hiperestimulação ovariana (SHO) – onde muitos óvulos se desenvolvem nos ovários.

Benefícios da fertilização in vitro

A FIV ajuda muitos pacientes que seriam incapazes de conceber um bebê. A vantagem da fertilização in vitro é conseguir uma gravidez bem sucedida e um bebê saudável.

Podemos destacar os benefícios em situações como:

  • Trompas bloqueadas: Para mulheres com trompas de Falópio bloqueadas ou danificadas, a FIV proporciona a melhor oportunidade de ter uma criança usando seus próprios óvulos.
  • Pacientes mais velhos / pacientes com reserva ovariana baixa: a FIV pode ser usada para maximizar a chance de os pacientes mais velhos conceber um bebê.
  • Infertilidade masculina: Casais com um problema de infertilidade masculina terão uma chance muito maior de conceber com fertilização in vitro do que conceber naturalmente. Existe hoje um número grande de técnicas laboratoriais para facilitar isso, incluindo injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI). Também existem vários  embriologistas e urologistas com experiência para aconselhar homens com problemas de fertilidade.
  • Infertilidade não explicada: 1 em cada 7 casais irá sofrer problemas de fertilidade e, por vezes, estes não são diagnosticados. Após a investigação, esses pacientes se beneficiam de diferentes métodos de tratamento, especificamente adaptados.
  • A síndrome dos ovários policísticos é uma condição comum em que há um desequilíbrio hormonal que leva a ciclos menstruais irregulares. A fertilização in vitro tem se mostrado muito bem-sucedida em pacientes com SOP.
  • Endometriose: Pacientes com endometriose, onde partes do revestimento do útero crescem fora do útero, podem se beneficiar da fertilização in vitro, cujos resultados são bastante satisfatórios nestes casos.

A fertilização in vitro tem sido utilizada por um longo tempo e possui um histórico seguro. A tecnologia avançou e as técnicas foram refinadas para criar um tratamento mais seguro e bem-sucedido.

A FIV pode ser mais bem-sucedida do outras formas de tecnologia de reprodução assistida. As taxas de sucesso de fertilização in vitro têm aumentado ano após ano desde sua concepção, graças aos avanços tecnológicos.

O procedimento pode ajudar a diagnosticar problemas de fertilidade. Em alguns casos de infertilidade inexplicada, pode haver um problema com a fertilização natural. Casos como estes podem não ser diagnosticados até que a fertilização seja testada no laboratório.

Os embriões podem ser usados ​​para rastrear doenças hereditárias. Para indivíduos que são portadores conhecidos de doenças genéticas, como fibrose cística, doença de Huntington e distrofia muscular, a FIV com diagnóstico genético pré-implantação é uma das formas mais confiáveis ​​de garantir que uma criança concebida não sofra do transtorno.

Para muitos casais que sonham em ter filhos e que, por alguma razão, não podem, a fertilização in vitro representa a esperança real de realizarem esse desejo e vivenciarem  a paternidade.


31/jul/2018

Inovações de ponta em testes de embriões e congelamento quase parecem ficção científica, mas são reais e têm ajudado muitos casais a realizarem o sonho de serem pais.

E se você soubesse que carregava um gene que poderia prejudicar seu bebê ou tornar a gravidez quase impossível? E se você fosse informada de que suas chances de engravidar naturalmente são quase zero? Até que ponto você estaria disposta a ir? Os avanços na medicina da fertilidade estão ajudando os casais que achavam que nunca poderiam ter filhos a realizarem seus sonhos de paternidade.

Conheça abaixo alguns dos tratamentos mais inovadores na área da fertilidade.

Diagnóstico genético pré-implantacional (PGD)

Recentes avanços nos testes genéticos pré-implantação – um passo a mais no processo de fertilização in vitro (FIV) – permitem que médicos examinem embriões sobre problemas genéticos antes que eles sejam implantados. Na fertilização in vitro, o óvulo e o espermatozoide são reunidos artificialmente em um laboratório. O PGD ocorre em seguida. As células são retiradas do embrião resultante (que é congelado) e testadas para ver se o embrião é viável. Os embriões saudáveis são então descongelados e implantados no útero da mãe.

Com esse processo é possível coletar uma ou várias células de um embrião e fazer perguntas genéticas como: esse embrião carrega uma doença como a fibrose cística ou a de Huntington, ou um gene que só causa risco de doença, como a mutação BRCA, que aumenta o risco de câncer de mama e de ovário?

Dessa forma, caso os pais tenham alguma doença genética, é possível identificar e separar esse gene no processo de fertilização, para que a criança não venha a manifestar uma doença ou algum problema causado por esse gene posteriormente.

Análise de cromossomos

O exame do cariótipo – conjunto de cromossomos do indivíduo – é normalmente solicitado a todos os casais que passarão por um processo de reprodução assistida. A avaliação consiste em um exame de sangue simples, que pode ser feito mesmo em laboratórios gerais.

Espermatozoides e óvulos alterados. Caso seja verificada uma anormalidade do cariótipo, isso pode indicar uma maior possibilidade de o casal gerar espermatozoides ou óvulos alterados. Se isso acontecer, podem ocorrer dificuldades para engravidar, abortos consecutivos ou gerar filhos com determinadas doenças hereditárias, como a síndrome de Down.

Uma vez verificada essa alteração, o casal é encaminhado ao aconselhamento genético. O geneticista estabelecerá qual o risco de ele ter problemas, não só na gravidez, mas também no nascimento.

Um dos casos muito comuns que pode ser detectado por cariótipo é a azoospermia, quando o homem não possui espermatozoides ejaculados. Este caso pode ser detectado 20% das vezes por cariótipo. Uma de suas possíveis causas é a síndrome de Klinefelter. Os homens afetados por essa doença apresentam um cromossomo X a mais. Os tratamentos indicados a eles são a captura dos espermatozoides dentro do testículo ou, normalmente, a opção pelo uso de um doador de esperma.

Já nas mulheres, uma das doenças que podem ser detectadas pelo cariótipo é a síndrome de Turner. Esse é o nome dado à anomalia genética de mulheres que apresentam perda de um cromossomo X. Essas mulheres têm um baixo desenvolvimento do ovário, o que faz com que elas apresentem problemas de fertilidade. Elas costumam ter de recorrer à doação de óvulos.

Também detectadas pelo exame são as translocações, quando parte do cromossomo vai para um lugar errado. Elas formam embriões com alterações genéticas. Por isso, pacientes com translocações costumam apresentar abortamentos. A solução para o caso seria a seleção do embrião feita pela biópsia embrionária.

Congelamento de óvulos

Congelar óvulos não é mais novidade para os especialistas em reprodução assistida e muito menos para as mulheres que desejam engravidar após os 35 anos, visto que este procedimento tem sido cada vez mais procurado nos últimos anos.

Mas novas técnicas de congelamento desenvolvidas nos últimos dois anos, incluindo o congelamento lento e ultra-rápido (vitrificação), impedem a formação de cristais de gelo que podem prejudicar os óvulos no processo. Por isso, mais óvulos têm sobrevivido ao congelamento e ao descongelamento.

Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI)

Tratamentos de alta tecnologia podem ajudar os homens em sua condição de se tornarem pais também. O método consiste em injetar o espermatozoide diretamente dentro do óvulo, em um procedimento feito em laboratório, por isso é um tratamento que ocorre dentro da Fertilização In Vitro, quando necessário.

A técnica é usada nos casos de pacientes que precisam fazer a Fertilização In Vitro, mas que o homem tenha uma quantidade muito pequena ou nula de espermatozoides no sêmen ou então quando existem problemas graves na estrutura ou mobilidade desses gametas.

O fato é que cada vez mais casais podem realizar este sonho com a ajuda da tecnologia e das pesquisas que não param de avançar.