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Moleza, desânimo e cansaço no meio do trabalho? Saiba que a resposta pode estar em sua alimentação.

A grande maioria das pessoas que trabalham fora costumam levar ‘comidinhas’ para o escritório para passar o dia. Mas sabia que a escolha destes alimentos pode afetar diretamente sua produtividade?

Assim como existem alimentos que aumentam nossa disposição, existem também aqueles que roubam a nossa energia. Eles podem atrapalhar bastante o seu cotidiano profissional.

Muitos alimentos influenciam em nossa produtividade diária e, por isso, tomar cuidado com a alimentação é fundamental no dia-a-dia no trabalho.

É importante destacar que a alimentação pode tanto auxiliar como atrapalhar a produtividade e a memória, causando fadiga e estresse.

Se você está tendo problemas com seu desempenho no trabalho, saiba que isso pode estar relacionado diretamente ao que você come.

É muito comum os funcionários estarem sonolentos e letárgicos após o almoço e, às vezes, até de manhã cedo. Isso ocorre principalmente com aqueles que costumam comer demais, já que para fazer a digestão nosso corpo acaba usando toda energia disponível.

Portanto, aquela ideia de comer muito porque tem um dia de trabalho cheio de compromissos profissionais é furada. Ao contrário, isso poderá causar mais desânimo e cansaço.

A comida tem um impacto direto em nosso desempenho cognitivo e, por isso, uma escolha errada no almoço poderá lhe trazer consequências pelo resto do dia.

Isto se deve também a refeições desequilibradas, com excesso de açúcar e carboidratos ruins

Sendo assim, o melhor a se fazer é escolher alimentos que forneçam energia e disposição, evitando os que nos tornam letárgicos.

 

Veja quais são os alimentos inimigos da saúde no dia-a-dia de trabalho

Carboidratos simples: arroz, macarrão, pão branco – são alguns exemplos de carboidratos ruins para nosso organismo, já que eles são digeridos rapidamente pelo nosso corpo, causando picos de glicemia.

O correto é o consumo de alimentos de carboidratos complexos, que são digeridos mais lentamente pelo corpo, como cereais integrais, vegetais e grãos, evitando assim os picos de energia que são prejudiciais para nossa saúde e por ‘roubarem’ a energia do nosso corpo.

Açúcar: É muito comum encontrar doces, bolachas e alimentos ricos em açúcar em gavetas e mesas de escritórios. E quanto mais tenso o dia, maior é o impulso de comer estes alimentos.

O excesso de açúcar em nosso organismo, gera picos (sobe/desce) rapidamente, fazendo com que tenhamos em um primeiro momento a sensação de disposição, mas rapidamente isso muda para fadiga e sonolência.

Excesso de café: Todo mundo costuma tomar um cafezinho para despertar e afastar o sono, mas, na verdade, o excesso de cafeína se torna altamente prejudicial para nosso organismo.

Beber demais pode trazer irritabilidade, inquietação, nervosismo, problemas de foco além, é claro, de dores no estômago.

Por isso, beba moderadamente.

Gorduras: coxinhas, salgadinhos de pacotes e até alimentos fritos (como batatas fritas) dificultam a digestão, além de não possuírem nenhum nutriente.

As chamadas gorduras ruins dificultam nossa digestão e fazem que os nutrientes que fornecem energia ao corpo cheguem mais lentamente à corrente sanguínea. Logo, aquele que o consome costuma ficar em estado letárgico.

Troque por alimentos ricos em fibras como frutas ou oleaginosas e notará a melhora do seu desempenho.

Bebida alcoólica: talvez um tanto incomum, mas há pessoas que costumam ingerir bebidas alcoólicas diariamente, ou quase diariamente, até mesmo na hora do almoço no trabalho. Uma taça vinho no almoço de negócios é um exemplo.

Enfim, ocorre que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas traz consequências para nosso organismo. Entre eles, a sobrecarga do fígado, dificuldade de absorção de vitaminas e nutrientes, como a tiamina (vitamina B1) umas das responsáveis pela geração de energia para o corpo e, também, alteração do nosso índice glicêmico.

Excesso de sal: O sal aumenta a nossa pressão arterial, por isso, consumido em excesso pode trazer alguns problemas de saúde e, também, sensação de cansaço.

Quem come fora diariamente costuma acaba achando a comida ‘sem graça’ e recorre ao sal para aguçar o sabor, o que é um erro.

O consumo destes alimentos, considerados ‘inimigos’ em nosso dia-a-dia, pode trazer consequências no ambiente de trabalho. Cochilar na mesa, ter problemas de foco e concentração e ter dificuldades em entregar os trabalhos no prazo são apenas alguns deles.

Não entre na lista dos funcionários ‘preguiçosos e desanimados’ da empresa. Comece hoje a fazer alimentações equilibradas, seu corpo agradecerá, bem como seus colegas de trabalho.

Por outro lado, empresas que possuem refeitórios e investem na qualidade de saúde dos seus funcionários conseguem evitar ou melhorar doenças pré-existentes e os sintomas descritos acima, oferecendo um cardápio saudável a fim de manter os profissionais ativos e produtivos, em um ambiente onde todos só têm a ganhar.

Investir em boas refeições servidas em cantinas ou refeitórios dentro da empresa é, sem dúvida, uma oportunidade de aumentar a produtividade de seus funcionários.

A qualidade dos alimentos que você ingere ajudará a definir o tipo de desempenho e produtividade. Escolha sabiamente e você começará a ver a diferença.


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Veja como as empresas podem melhorar a saúde dos colaboradores e entenda a importância de manter exames e informações médicas sempre atualizados.

É cada vez maior o número de profissionais com problemas de saúde mental, emocional e físico no ambiente de trabalho. O estresse diário, o esgotamento e a Síndrome de Burnout são alguns dos principais fatores de adoecimento nas empresas. E as consequências disso muitas vezes são diretas, resultando em afastamentos ou até mesmo demissões, em alguns casos.

Não é uma situação fácil, principalmente quando a pessoa atingida é amiga e próxima de todos os funcionários. Nestes momentos, uma boa gestão e uma forte parceria com o RH podem trazer o equilíbrio nesta relação, principalmente tomando medidas para o bem-estar e saúde de todos.

Investir na saúde dos colaboradores pode melhorar a produtividade e, consequentemente, os resultados da empresa.

Problemas de saúde como diabetes, hipertensão arterial, distúrbios cardiovasculares, depressão e ansiedade, entre outros, aliados ao estresse, falta de tempo e hábitos nada saudáveis são cada vez mais comuns dentro das empresas.

E tudo isso está relacionado direta ou indiretamente no desempenho dos profissionais.

É necessário que a empresa tenha um olhar individual para cada funcionário, já que muitos podem esconder o problema que estão enfrentando, seja por medo ou vergonha – principalmente aqueles ligados a doenças emocionais ou mentais.

Por isso, investir em uma melhor qualidade de vida dentro da empresa é fundamental, já que afeta o desempenho e engajamento dos seus colaboradores.

Mas para as empresas mais apáticas sobre o assunto, listamos 3 motivos em que as empresas devem investir na saúde dos seus funcionários.

3 motivos para investir na saúde dos colaboradores

Melhoria da produtividade: Quando os funcionários cuidam da saúde, seus desempenhos melhoram no trabalho, já que possuem mais disposição e ficam menos doentes – e, consequentemente, faltam menos ao trabalho

Melhor saúde mental: menos ansiosos ou tensos, os profissionais conseguem ter mais clareza tanto para criar quanto para resolver problemas.

Menos gastos: funcionários saudáveis ajudam a empresa a gastar menos. Isto vale tanto para as faltas por motivo de doença quanto para os planos de saúde.

Além disso, investir na saúde dos colaboradores de uma empresa significa não apenas criar um ambiente de trabalho positivo, sadio e equilibrado; mas também dar condições daqueles que já possuem alguma patologia de cuidar da saúde e seguir com os tratamentos que já faz. Por exemplo, oferecer benefícios de saúde como descontos em medicamentos ou a possibilidade de apoio em tratamentos de alta complexidade.

As empresas devem planejar a implementação de criação de políticas, comunicação, recursos de treinamento e até mesmo tratamento.

A importância de manter os exames médicos periódicos atualizados

Outro ponto importante para manter a saúde da equipe, é que os funcionários mantenham sempre atualizados os seus exames médicos periódicos.

Os exames médicos periódicos servem tanto para detectar e prevenir doenças quanto para atestar uma boa saúde do funcionário e, assim, continuar realizando seu trabalho sem qualquer problema.

Assim tanto a empresa estará dentro das exigências trabalhistas como, também, terá condição de melhorar a qualidade de vida dos seus colaboradores, quando o exame assim indicar.

Todas estas práticas na verdade são como uma cultura de apoio, onde a empresa apoia e proporciona uma vida mais saudável para seus funcionários e, consequentemente, cria um ambiente corporativo muito mais saudável.

Com uma postura colaborativa assim, a empresa reduz a rotatividade, evitando a fuga de talentos, e faz com que os funcionários batalhem por uma melhora de desempenho, o que só trás benefícios para ambos os lados.


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Com um número crescente de pessoas com depressão nas empresas, veja como os gestores de RH podem combater a doença e melhorar o ambiente de trabalho.

Todos nós precisamos cuidar da nossa saúde mental assim como cuidamos da saúde física. E considerando quanto tempo passamos no trabalho, não é surpresa que nossos empregos possam afetar nosso bem-estar.

Os problemas de saúde mental são muito comuns e têm aumentado nos últimos anos, em grande parte devido à crise econômica e ao estresse nas empresas.

Dada essa prevalência significativa e crescente, grande parte das empresas no Brasil – não importa o tamanho – são afetadas por problemas de saúde mental em seus funcionários. Isto não é algo que possa ser ignorado.

E um dos problemas de saúde mental mais comuns é a depressão, que afeta uma em cada dez pessoas.

A depressão no ambiente de trabalho

A depressão engloba uma variedade de sintomas de um período de baixo astral que dificulta o enfrentamento de tarefas normais, pensamentos e comportamentos que paralisam a vida.

Alguém que esteja sofrendo de depressão pode achar difícil motivar-se para concluir tarefas – incluindo coisas aparentemente simples, como chegar ao trabalho no horário.

A pessoa fica facilmente irritada, frustrada e tem dificuldades para tomar decisões.

A depressão é, muitas vezes, a maior causa da queda de produtividade no trabalho dos funcionários.

Desanimado e sem concentração, o funcionário passa a ter um rendimento muito baixo em seu trabalho, causando uma frustração que só piora a doença.

A necessidade constante de melhorar, a exigência de bater metas, rotinas com cobranças exaustivas e a pressão rotineira do mercado de trabalho, entre outras, são alguns dos fatores que podem gerar estresse e, consequentemente, depressão nos funcionários de uma empresa.

Segundo a (OMS) Organização Mundial de Saúde até 2020, a depressão passará da 4ª para a 2ª colocada entre as principais causas de incapacidade para o trabalho no mundo.

E a principal causa apontada pelas pessoas que sofrem de depressão é o trabalho.

As causas para este crescimento de depressão nas empresas são muitas, mas algumas costumam se destacar:

  • Apatia no ambiente de trabalho;
  • Aumento de tarefas e responsabilidades;
  • Fofocas no trabalho;
  • Problemas de gestão;
  • Problemas financeiros ou de saúde tanto do trabalhador quanto de um ente querido.

O bem-estar e a saúde mental dos funcionários de uma empresa passaram a se tornar um dos grandes desafios do departamento de RH, que passa a desempenhar um papel importantíssimo na produtividade e bom andamento dos negócios.

Como reconhecer os sintomas de que o funcionário está com depressão

Não é fácil dizer, pois ela pode se manifestar de varias maneiras, mas alguns sinais podem indicar que algo não está bem:

  • Alteração no apetite – excesso ou falta dele;
  • Ansiedade;
  • Cansaço demasiado;
  • Choro constante;
  • Falta de foco;
  • Insônia;
  • Irritabilidade;
  • Isolamento social;
  • Melancolia;
  • Sensação constante de incapacidade.

Pontos de atenção para os gestores de RH em relação à depressão

Alguns anos atrás a depressão não era levada em conta pelas empresas e gestores de RH. Em alguns casos até era considerado como falta de interesse do funcionário e, muitas vezes, este chegava a ser dispensado das suas atividades.

Entretanto, com o passar dos anos e um maior entendimento sobre depressão, as empresas passaram a enxergar a doença de outra forma, mudando o seu olhar para estes funcionários que apresentavam algum sintoma de depressão.

Portanto, um dos primeiros passos é reconhecer que um funcionário pode ter depressão e respeitá-lo por isso.

Os gestores de RH devem procurar investir em programas que aumentam ou melhoram a qualidade de vida dos seus funcionários. Treinamentos de desenvolvimento pessoal podem ser grandes aliados.

Ações do tipo:

  • Feedback;
  • Planos de saúde que cubram terapias;
  • Treinamentos e cursos.

Além disso outras práticas podem ajudar, como o incentivo para praticar atividades físicas e até mesmo procurar a ajuda de um psicólogo.

Ambientes de trabalho saudáveis para a mente

As empresas precisam ser proativas na gestão da saúde mental de todos os seus funcionários, independentemente de estarem enfrentando um problema ou não.

Os gestores inteligentes sabem que as empresas dependem das pessoas e que as experiências, o bem-estar e a motivação de cada trabalhador são fundamentais para o desempenho da organização como um todo.

Gerenciando e apoiando positivamente o bem-estar mental dos funcionários, os gestores de RH podem garantir que a equipe atinja seu potencial – permitindo que a empresa atinja um desempenho máximo.

Estudos mostram que organizações com níveis mais altos de engajamento de funcionários se beneficiam de melhor produtividade, lucratividade e maior comprometimento da equipe.

Como o RH pode ajudar a combater a depressão nas empresas

O RH tem um papel vital a desempenhar no apoio a um funcionário com um problema de depressão – seja no trabalho, fora do trabalho ou retornando ao trabalho.

Criar um diálogo aberto leva a um sistema de apoio e entendimento entre empregadores e empregados.

Geralmente, uma abordagem de senso comum baseada em comunicação aberta e boa gestão de pessoas é tudo o que é necessário. As regras de ouro são:

  • Incentive as pessoas a falarem – crie um ambiente aberto onde as pessoas se sintam capazes de dialogar sobre o seu bem-estar, e até mesmo falar sobre um problema, caso deseje. Lembre-se de que a experiência de todos os problemas de depressão é diferente. Concentre-se na pessoa, não no problema, e faça perguntas abertas sobre a causa do sofrimento e que tipo de apoio eles precisam.
  • Evite fazer suposições – não tente adivinhar quais sintomas um funcionário pode ter e como isso pode afetar sua capacidade de realizar seu trabalho – muitas pessoas conseguem gerenciar seu problema e desempenhar seu papel com alto padrão.
  • Respeite a confidencialidade – lembre-se de que as informações sobre saúde mental são altamente confidenciais e delicadas. Não transmita informações desnecessariamente, até porque essa quebra de confiança pode afetar negativamente a saúde mental de um indivíduo.
  • Responda com flexibilidade – devido ao fato de os problemas de saúde mental afetarem a todos de maneiras diferentes e em momentos diferentes de suas vidas, adapte seu apoio de acordo com o indivíduo. Desenvolver um plano de ação personalizado pode ajudar.

Ajustes no ambiente de trabalho

Se alguém estiver passando por um problema de saúde mental, como depressão, pode precisar que a empresa faça alguns ajustes. Muitas vezes, trata-se de mudanças de atitude e cultura, em vez de uma intervenção dispendiosa. Ajustes típicos incluem:

  • Criar escritórios mais tranquilos e silenciosos;
  • Horário flexível ou alteração do horário de entrada ou saída;
  • Maior suporte dos gestores para ajudar a priorizar e gerenciar a carga de trabalho;
  • Mudança do local de trabalho;
  • Mudança nos intervalos, talvez dividindo a hora do almoço em três blocos de 20 minutos;
  • Mudanças no cargo, que podem ser temporárias ou permanentes;
  • Políticas de retorno ao trabalho, como retorno por etapas.

Com essas dicas, os gestores de RH podem fazer a diferença na empresa e auxiliarem os funcionários que sofrem de depressão, gerando um ambiente de trabalho saudável e propício para o crescimento dos negócios.


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28/Maio/2019

Veja como você pode arruinar seu corpo de forma surpreendente ao adotar um estilo de vida sedentário – e aprenda como mudar isso.

Nos dias atuais não há quem não reclame que a vida está corrida. E pela falta de tempo, cada vez mais pessoas esquecem de priorizar a saúde.

O trabalho – e toda a rotina que advém dele – acaba tomando conta da agenda diária das pessoas e o corpo, que foi feito para estar em constante movimento, vai perdendo sua mobilidade e ficando cada vez mais parado.

E como consequência dessas escolhas, muitos deixam de lado a prática de atividades físicas, fazendo com o que o número do sedentarismo cresça assustadoramente.

A maioria dos profissionais de saúde recomendam que devemos andar 10 mil passos por dia. Este seria o número ideal para melhorar a saúde e reduzir os riscos causados ​​pela inatividade.

Uma das piores coisas que você pode fazer com o seu corpo é não fazer nada: passar o dia sentado pode ser tão perigoso quanto ser obeso, de acordo com um estudo da Universidade de Cambridge.

Quais os perigos do sedentarismo para a saúde?

Mundialmente, um em cada quatro adultos não está se movimentando o suficiente, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. E mesmo se você acha que é uma pessoa ativa, pode estar passando tempo demais na frente da TV quando não está na academia, o que também coloca sua saúde em risco.

Uma das mais graves consequências do sedentarismo é sem dúvida a obesidade. O número de pessoas obesas cresce cada dia, sejam adultas ou crianças, a obesidade é sem dúvida um mal do nosso tempo.

A obesidade não é a única consequência do sedentarismo, existem outras prejudiciais para a saúde como o aumento do risco de câncer; diabetes tipo 2; desenvolvimento de doenças cardiovasculares; pressão alta e níveis elevados de colesterol.

Além disso, os efeitos do sedentarismo vão muito além do que você pensa. Claro, seu comportamento sedentário pode prejudicar seu coração e aumentar o peso, mas também pode ser responsável por alguns efeitos mais surpreendentes.

Sintomas e consequências do sedentarismo

Sedentarismo contribui para ansiedade e depressão: Nota-se que além do impacto físico, o sedentarismo traz também um impacto negativo no bem-estar mental da pessoa. Segundo alguns estudos, quem tem um estilo de vida sedentário tem maiores problemas com sua saúde emocional mental.

Anda sentindo-se deprimido? É culpa da sua cadeira! Depois de pesquisar mais de 3.300 funcionários do governo, pesquisadores australianos descobriram que homens que permaneciam mais de 6 horas por dia no trabalho tinham 90% mais chances de sentir distúrbios psicológicos moderados – como se sentir nervosos, inquietos, desesperados ou até cansados – do que homens que se sentaram por menos de 3 horas por dia.

Sedentarismo aumenta o risco de câncer: Uma análise alemã de 43 estudos diferentes, incluindo mais de 4 milhões de pessoas, descobriu que o comportamento sedentário aumenta significativamente o risco de vários tipos de câncer.

As pessoas que registraram o maior tempo sentadas experimentaram um risco 24 por cento maior de desenvolver câncer de cólon, um risco 32 por cento maior de câncer de endométrio e um risco 21 por cento maior de câncer de pulmão.

Além disso, os riscos dobram em pessoas que geralmente gastam seu tempo sentados na frente da TV, possivelmente porque você tende a comer bebidas açucaradas e junk foods, dizem os pesquisadores.

Sedentarismo prejudica sua memória: Sua saúde cerebral sofre quando você fica sentado por muito tempo: adultos mais velhos que são sedentários podem ter a mesma probabilidade de desenvolver demência do que pessoas geneticamente predispostas à condição, descobriu uma nova pesquisa publicada no Journal of Alzheimer’s Disease.

Em um estudo com mais de 1.600 adultos com 65 anos ou mais, os pesquisadores descobriram que pessoas com um gene fortemente associado à demência tinham quase duas vezes mais chances de desenvolvê-lo do que pessoas sem o gene. Mas quando olhavam para pessoas que não se exercitavam regularmente, descobriram que suas chances de desenvolver demência eram semelhantes.

Sedentarismo causa picos de açúcar no sangue: Mesmo se você estiver com um peso saudável, seus níveis de açúcar no sangue podem aumentar se você ficar parado em uma cadeira por muito tempo. Na verdade, os adultos sedentários têm maior probabilidade de ter níveis de açúcar no sangue de 5,7% ou mais, que é alto o suficiente para ser considerado pré-diabético.

Sedentarismo prejudica sua vida sexual: Seu comportamento sedentário pode levar a uma problemas sexuais. Homens com uma barriga maior – ou uma cintura de 100 cm ou mais – têm probabilidade duas vezes maior de ter disfunção erétil (DE) do que aqueles com cinturas abaixo de 80 cm, segundo um estudo de Harvard.

Sedentarismo reduz a qualidade do sono: Você já sentiu que dormiu mais profundamente depois de fazer um ótimo treino? Isso porque o exercício de pelo menos 150 minutos por semana pode melhorar a qualidade do seu sono. Quando as pessoas praticam atividade física, o risco de sonolência diurna cai em comparação com as pessoas que não se exercitam.

Sedentarismo causa dores na coluna:  Os efeitos de curvar-se na frente do computador podem durar além do seu dia de trabalho. Sentar-se por apenas 4 horas seguidas pode aumentar a pressão sobre os discos da região lombar. Essa compressão pode levar à degeneração do disco, um culpado comum por trás da famosa dor nas costas.

<h2>Como resolver os problemas causados pelo sedentarismo?

A solução para evitar os males do sedentarismo é bem simples: movimente-se!

O aumento da atividade física pode trazer fim para os problemas causados pelo sedentarismo.

Desta forma, inclua em sua rotina diária exercícios físicos regulares. Se a sua vida é bem corrida, organize-se, planeja-se e você verá que sempre tempo para cuidar da sua.

O que falta muitas vezes é um planejamento e, também, definições de prioridade. Em nosso dia-a-dia priorizamos reuniões, trabalho e esquecemos que para tudo isso funcionar é necessário ter saúde.

Por isso é fundamental que o sedentarismo saia da sua vida o mais rápido possível.

Algumas mudanças no cotidiano podem trazer benefícios rápidos para nossa saúde:

  • Vá caminhando ou de bicicleta para o trabalho;
  • Na hora do almoço faço passeios a pé por onde trabalha;
  • Lembre-se de se levantar a cada 30 minutos no trabalho;
  • Aproveite o tempo livre para se movimentar e não só assistir televisão;
  • Troque o elevador por escada.

Veja alguns dos benefícios do exercício físico para a saúde:

  • Controle do peso;
  • Melhora do perfil do lipidograma;
  • Melhora do humor;
  • Aumento da produção de energia;
  • Sono equilibrado;
  • Melhora do apetite sexual.

O corpo fica “feliz” com a prática de atividades físicas, tanto que mesmo cansado depois de atividade física, a sensação é de renovação e bem-estar.

É mais fácil do que você pensa de acabar com o sedentarismo, basta ter vontade, se planejar e criar novos hábitos saudáveis. Aumentando a quantidade de atividade física os riscos de uma vida sedentária acabam.


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16/Maio/2019

Entenda os riscos para sua saúde ao procurar remédios e tratamentos milagrosos e aprenda a reconhecer fraudes para evitar problemas.

Todos nós já vimos propagandas de remédios ou tratamentos de saúde milagrosos em revistas e banners na web. E se você estiver sofrendo de uma dessas doenças ou sintomas, é difícil não se sentir atraído a experimentar. E, assim, você acaba se perguntando: será que isso é verdade?

A resposta é: não. Anúncios com alegações de promessas milagrosas de saúde como essas são quase sempre falsos. No entanto, eles são habilmente criados para atrair as pessoas, desperdiçando seu dinheiro em curas que não funcionam e, muitas vezes, impedindo-as de procurar o verdadeiro cuidado de que precisam.

Para evitar cair nessas alegações de “cura milagrosa”, você precisa aprender a reconhecer os sinais reveladores de uma fraude e saber onde procurar informações de saúde reais e úteis.

Como os tratamentos milagrosos desperdiçam seu dinheiro

A única coisa na qual os chamados tratamentos milagrosos são realmente bons é em desperdiçar seu dinheiro. Veja como eles fazem isso:

  • Eles não funcionam. Somente nos EUA, por exemplo, os americanos pagam bilhões de dólares a cada ano em produtos e tratamentos de saúde que não funcionam. Em 2013, quase US$ 6 milhões foram gastos em reembolsos para clientes que compraram produtos falsos para perda de peso e prevenção do câncer. As empresas que vendem esses produtos atraem clientes com alegações enganosas e falsos depoimentos de supostos ‘clientes’.
  • Eles são caros. Ao entrar em contato para saber mais informações sobre o produto ou tratamento, a pessoa descobre que, além do preço alto, será necessário comprar produtos adicionais ou em grande quantidade, o que eleva muito o custo. Ou seja, você ainda paga caro por algo que não funciona.
  • Eles prejudicam sua saúde. Os clientes geralmente acham que os tratamentos de saúde falsos são seguros porque os anúncios os descrevem como produtos “naturais”. No entanto, “natural” claramente não significa inofensivo. Muitos dos venenos mais mortais do mundo vêm de plantas, e alguns deles – como o cianureto – são encontrados em remédios falsos.
  • Eles interagem com outras drogas. Até mesmo produtos que não são prejudiciais por si só podem interagir de maneira perigosa com outros medicamentos que você está tomando. Como esses remédios falsos não são prescritos por um médico de verdade que conhece seu histórico de saúde, não há como detectar esses problemas até que eles causem alguma reação, o que pode levar a uma internação de emergência no hospital.
  • Eles tomam o lugar do tratamento real. Se você depositar sua fé nesses ‘remédios milagrosos’, é improvável que você vá a um médico de verdade e receba o tratamento adequado de que precisa. Muitas pessoas perdem anos tentando se tratar com produtos que não tem qualquer efeito, enquanto seus problemas de saúde pioram e pioram. Quando finalmente aceitam consultar um médico de verdade, suas condições de saúde pioraram, o que torna o tratamento mais difícil e caro.

Tipos de golpes de saúde

Se você tivesse um problema de saúde que fosse fácil de tratar, como acnes, provavelmente procuraria um médico ou compraria algum remédio na farmácia. No entanto, se você já tivesse ido a vários médicos e nenhum tratamento tivesse funcionado, você poderia começar a se sentir um pouco desesperado. E provavelmente ficaria tentado a testar qualquer coisa que oferecesse alívio para seus sintomas.

É por isso que golpes de tratamentos milagrosos miram pessoas com problemas de saúde difíceis de tratar. Muitas destas são doenças para as quais a ciência médica atualmente não tem cura, como HIV, diabetes, esclerose múltipla e doença de Alzheimer. Outros são problemas para os quais os tratamentos reais são difíceis, dolorosos ou nem sempre eficazes, como o câncer.

Os remédios do charlatão oferecem às pessoas portadoras dessas doenças a esperança de que possam finalmente se libertar de uma vez por todas. Infelizmente, isso é um problema que eles não conseguem resolver.

Qual tratamento realmente funciona?

A verdade é que não existe uma cura para o câncer, por exemplo, que funcione para todos. Cada caso individual de câncer é diferente, e o melhor curso de tratamento varia com base no tipo de câncer e no indivíduo. Muitas vezes, duas pessoas com exatamente o mesmo câncer ainda precisam de tratamentos diferentes. Consultar um médico – ou, muitas vezes, uma equipe de médicos – é a única maneira de encontrar o curso de tratamento que tem a melhor chance de trabalhar para você.

Vale a pena arriscar um tratamento revolucionário?

Apesar das fraudes em tratamentos de saúde, existe muita pesquisa científica séria e profissionais dedicados que se dedicam constantemente à busca de novos tratamentos e alternativas que possam curar ou reduzir os sintomas de diversas doenças.

Esses tratamentos percorrem um longo caminho até poderem ser oficialmente aplicados nos pacientes. São realizados inúmeros testes em laboratórios e há incontáveis processos pelos quais eles devem ser submetidos até que possam ser aplicados ou comercializados, com o aval da FDA (Food and Drug Administration). O processo pode levar anos.

Em condições muito especiais, alguns desses tratamentos são abertos a candidatos que se dispõem a testá-los. Geralmente são portadores de doenças graves, cujos tratamentos convencionais já não surtem mais efeito. Mas, em geral, um tratamento ou remédio revolucionário só está disponível após a certeza de que sua eficácia tenha sido comprovada.

Se você viu algum desses tratamentos na TV ou na internet e gostaria de saber mais a respeito, a melhor forma de obter informações concretas e reais sobre ele é buscar a opinião de um médico especialista na área.

A consulta com um especialista, de preferência um médico de renome em sua área, pode esclarecer muitas dúvidas e lançar uma nova luz na condição de saúde do paciente.

Às vezes o resultado pode vir não de um tratamento milagroso ou revolucionário, mas de um tratamento correto que só um especialista é capaz de diagnosticar.

Lembre-se sempre de que é a sua saúde e o seu dinheiro que estão em jogo. Em vez de gastar com tratamentos duvidosos que não surtirão efeito ou podem até piorar sua saúde, invista na consulta com médicos especialistas na sua doença. O resultado pode fazer toda a diferença na sua vida.

Conheça nossas soluções de Guia Médico e encontre os melhores especialistas para o seu tratamento.


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07/Maio/2019

Isso mesmo! Veja quais as vacinas mais importantes para os adultos e saiba o que fazer se você perdeu sua carteirinha de vacinação.

Quando adulto, você está sempre ocupado com a correria da vida e suas responsabilidades – mas isso não é motivo para esquecer de cuidar de si mesmo.

No Brasil, todos os anos milhares de adultos ficam gravemente doentes e são hospitalizados por causa de doenças que uma vacina poderia ter ajudado a prevenir. Essas doenças podem ser mortais, dependendo da idade e condição de saúde da pessoa. Certifique-se de que você está vacinado para a melhor proteção.

A necessidade de vacinas não desaparece com a idade. De fato, há idades específicas na vida adulta em que as vacinas são recomendadas. Além disso, a proteção contra as vacinas que você recebeu quando criança perder o efeito com o tempo. E, também, há mais vacinas disponíveis atualmente.

As vacinas que você precisa na idade adulta são determinadas por vários fatores, incluindo sua idade, estilo de vida, condição de saúde e quais vacinas você recebeu durante a sua vida. Conheça oito vacinas necessárias para adultos.

Oito vacinas necessárias para adultos

Vacina dupla tipo adulto – para difteria e tétano: A primeira parte da vacinação contra difteria e tétano é feita em três doses, com intervalo de dois meses. Geralmente, essas três doses são tomadas na infância. Então confira a sua carteira de vacinação para certificar-se se a vacinação está em ordem. Depois delas, o reforço deve ser feito a cada dez anos para que a imunização continue eficaz. É nesse momento que os adultos cometem um erro, deixando a vacina de lado.

Vacina Tríplice-viral – para sarampo, caxumba e rubéola: O adulto deve tomar a tríplice-viral se ainda não tiver recebido as duas doses recomendadas para a imunização completa quando era criança e se tiver nascido depois de 1960. O Ministério da Saúde considera que as pessoas que nasceram antes dessa data já tiveram essas doenças e estão imunizados, ou já foram vacinados anteriormente.

Mesmo que todos com essas características devam ser vacinados, as mulheres que pretendem ter filhos, que não foram imunizadas ou nunca tiveram rubéola devem tomar a vacina um mês antes de engravidar, já que a rubéola é bastante perigosa quando acomete gestantes, podendo causar deformidade no feto.

Vacina contra a hepatite B: Até os 24 anos, todas as pessoas podem tomar a vacina contra hepatite B, gratuitamente, em qualquer posto de saúde. A aplicação da vacina também continua de graça, quando o adulto faz parte de um grupo de risco. “Pessoas que tenham contato com sangue, como profissionais de saúde, podólogos, manicures, tatuadores e bombeiros, ou que tenham relacionamentos íntimos com portador da doença são as mais expostas a essa doença”, diz o especialista. Fora isso, qualquer adulto pode encontrar a vacina em clínicas particulares.

Pneumo 23 – Pneumonia: Mesmo que ela seja uma das vacinas mais importantes para ser tomadas é a única vacina do calendário que não é oferecida em postos de saúde. É preciso ir a um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais, em locais como o Hospital das Clínicas e a Unifesp.

Vacina contra a febre amarela: Por ser uma doença grave, e com alto índice de mortalidade, todas as pessoas que moram em locais de risco devem tomar a vacina a cada dez anos para prevenir a manifestação dos sintomas de febre amarela, durante toda a vida. Quem for para uma dessas regiões precisa ser vacinado pelo menos dez dias antes da viagem. No Brasil, as áreas de risco são: zonas rurais no Norte e no Centro-Oeste do país e alguns municípios dos Estados do Maranhão, do Piauí, da Bahia, de Minas Gerais, de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Mesmo que os efeitos colaterais mais sérios sejam muito raros, a vacina contra febre amarela deve ficar restrita aqueles indivíduos que moram ou irão viajar para algum lugar de risco.

Vacina contra o influenza (gripe): A vacina contra gripe deve estar na rotina de quem está com mais de 60 anos. Pessoas com mais de 60 anos podem tomar a vacina nos postos de saúde, enquanto os mais jovens podem ser vacinados em clínicas particulares. Os idosos que não querem esperar até a campanha anual de vacinação contra a gripe podem tomar a vacina em clínicas particulares em todas as épocas do ano.

HPV: A Anvisa recomenda a vacinação em pessoas dos nove aos 26 anos – em especial para aquelas que ainda não iniciaram sua vida sexual, para garantir maior eficácia na proteção. Vale lembrar, no entanto, que a vacina não dispensa o uso de preservativos na relação. O HPV possui mais de 100 tipos diferentes e a vacina protege apenas de alguns deles.

Vacina para Herpes Zóster: Embora não seja uma condição de risco de vida, o herpes zóster pode ser muito doloroso. Um estudo realizado no Brasil revelou que aproximadamente 95% dos adultos já foram expostos ao vírus do herpes zóster. Como o vírus fica latente durante muitos anos, a doença é mais comum em idosos e pessoas acima dos 50 anos.

A vacina ainda não é distribuída em postos de saúde. Se você tem mais de 50 anos e já foi exposto ao vírus da varicela, converse com seu médico para entender a necessidade de se vacinar contra a herpes zóster.

O que fazer se você perdeu a carteirinha de vacinação?

De acordo com o Ministério da Saúde, é importante guardar a carteirinha, mas quem perdeu pode recuperar o registro ou até tomar as vacinas básicas do calendário novamente caso isso não seja possível. Também qualquer brasileiro pode ir até uma sala de vacinação e tomar o imunizante, mesmo sem a carteirinha em mãos.

O consenso é que ninguém deve deixar de se vacinar porque perdeu o registro, segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Embora seja importante o registro para controle individual e também para não despender recursos públicos com vacinas repetidas, não há prejuízo à saúde de tomar o imunizante novamente.

Quem perdeu o cartão de vacinação deve procurar o posto de saúde onde recebeu as vacinas para resgatar o histórico de vacinação e fazer a 2ª via da carteirinha.

Caso não consiga obter a 2ª via, é possível tomar as vacinas novamente de acordo com a faixa etária e indicações. O Ministério da Saúde recomenda consultar o Calendário Nacional de Vacinação na Unidade Básica de Saúde ou no site do ministério.

Em caso de dúvida você pode buscar o Ministério da Saúde. A pasta é responsável pelo Programa Nacional de Imunização, por meio do qual é feita a avaliação e encaminhamento dos questionamentos das atividades de vacinação das unidades de saúde.

Assim, é muito importante que crianças e adultos tomem suas respectivas vacinas para terem uma vida mais saudável e livre de doenças que podem ser evitadas.


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03/Maio/2019

Os exames periódicos são capazes de detectar e prevenir doenças. Veja quais exames você deve fazer e conheça novas tendências de consulta médica.

Uma das maiores vantagens da medicina moderna e de seu progresso é o fato de que as doenças mais comuns hoje em dia podem ser tratadas, curadas ou controladas com sucesso, se diagnosticadas oportunamente.

Infelizmente, muitos pacientes aguardam o motivo mais comum para procurar ajuda médica: a dor. Como muitas doenças graves tendem a ficar em silêncio por um longo tempo antes de expor os primeiros sintomas, isso leva à perda de tempo precioso e a oportunidades de intervir com o tratamento a tempo. Os exames periódicos, também conhecidos como check-ups de rotina, são um importante método preventivo para garantir sua saúde e bem-estar a longo prazo.

 

Eles devem ser acompanhados sempre pelo seu médico de confiança, de preferência a mesma pessoa durante um longo período, para que ele possa acompanhar seu histórico médico e monitorar de perto os problemas de saúde já existentes. Alguns exames e análises de rotina podem ser realizados de vez em quando, sem programação precisa, enquanto outros testes específicos para algumas condições têm seu cronograma e frequência recomendados que devem ser respeitados.

A importância dos exames periódicos

Seja por falta de tempo ou preguiça mesmo, a maioria das pessoas passa anos sem ir ao médico, buscando a medicina somente quando os primeiros sinais de uma doença surgem em seu corpo.

O que estas pessoas não sabem é que os exames periódicos são fontes importantes para o rastreamento e identificação preventiva de doenças precoces.

Os exames periódicos são testes clínicos nos quais o qual o médico atesta sobre o estado de saúde da pessoa, levando em consideração os hábitos e antecedentes familiares.

A importância de um exame periódico consiste na capacidade de identificar e tratar doenças em estágios iniciais, o que aumenta drasticamente as chances de cura e recuperação do paciente.

 

Exames periódicos devem incluir testes laboratoriais

Exames de sangue de rotina, assim como alguns outros testes de laboratório, se realizados ocasionalmente, podem revelar uma miríade de condições subjacentes ou pelo menos sugerir que há algo errado com alguns dos órgãos.

Assim, o exame preventivo deve incluir hemograma completo com fórmula de glóbulos brancos, a concentração de açúcar no sangue, eletrólitos, análise de colesterol e outras frações de gordura no sangue, enzimas hepáticas e parâmetros renais, entre outros que o paciente exigir.

O teste específico deve incluir Papanicolau para mulheres, teste de antígeno específico da próstata, mamografia, exames de urina, imagem intestinal e radiografia de tórax.

Com que frequência devo fazer exames?

A frequência dos check-ups de rotina pode variar de pessoa para pessoa, pois ela se baseia no histórico de saúde de cada um, idade, sexo e hábitos.

Mas de um modo geral, para pessoas que não possuem qualquer problema de saúde, o indicado é que adultos devem fazer exames periódicos a cada dois anos.

Já aqueles que têm algum problema de saúde ou uma patologia na família, o indicado é fazer os check-ups anualmente.

Vale lembrar que quanto mais cedo se obtém um diagnóstico de uma doença, maiores são as chances de cura.

Por isso é tão importante que você passe em consulta médica rotineira, mesmo sem ter qualquer sintoma de uma doença. Por exemplo, uma mulher que está com o Papanicolau em dia poderá ficar tranquila quanto ao câncer de colo uterino.

Quais exames devo fazer periodicamente?

Alguns exames periódicos são mais específicos e indicados com base em faixas etárias, sexo e especialidades. Abaixo listamos alguns desses exames para que você possa conhecer melhor e agendar uma consulta com seu médico.

Mulheres: colposcopia, vulvoscopia, papanicolau, ultrassonografia de mamas e transvaginal.

Homens a partir dos 40 anos: dosagem do hormônio PSA e ultrassonografia de próstata.

Homens e mulheres após os 18 anos: devem ter um acompanhamento da dosagem hormonal.

Fumantes: Pessoas que fumam devem efetuar exames com marcadores tumorais, como alfafetoproteína, CEA e CA 19.9 e também fazer espirometria com avaliação de função respiratória, além de eletrocardiograma com prova de esforço e análise de expectoração com pesquisa de células cancerígenas.

Crianças: engana-se quem pensa que só adultos fazem exames de rotina. Já na maternidade é feito o primeiro check-up – o teste do pezinho. Com ele é possível antecipar a existência de algumas doenças importantes e iniciar o tratamento antes mesmo dos sintomas se manifestarem.

O teste do olhinho também é um importante exame do qual a criança deve ser submetida. Ele serve para investigar catarata congênita, glaucoma, cegueira e outros problemas.

Crianças de dois  anos de idade com pais e avós que apresentem problemas cardiovasculares e colesterol devem iniciar também os check-ups.

Já aquelas que não possuírem histórico familiar com doença poderão fazer seus primeiros exames entre 5 e 10 anos de idade.

Adolescentes: com o crescimento rápido, muitos adolescentes costumam apresentar anemia e, por isso, devem ter acompanhamento médico também entre 11 e 18 anos.

Pessoas em geral:

  • Exame de urina
  • Exame de fezes
  • Ureia e creatinina
  • Ácido úrico
  • Glicemia em jejum
  • Hemograma
  • Colesterol total e frações
  • Triglicerídeos
  • TGO/AST e TGP/ALT
  • TSH e T4 livre
  • Fosfatase alcalina
  • Gama-glutamiltransferase (GGT)
  • PCR
  • Raio X de tórax
  • Ultrassom de abdômen total
  • Densitometria óssea

Consultas médicas personalizadas

Mesmo com todos os alertas e cientes da necessidade de fazerem exames preventivos, muitas pessoas não conseguem encontrar tempo em suas agendas para irem ao médico. Por isso, uma nova tendência que está surgindo no meio das empresas é o check-up executivo.

Muitos executivos e demais profissionais acabam deixando de lado os exames periódicos. E pensando neste público é que atualmente diversos laboratórios disponibilizam os serviços de check-up executivos.

Estes exames costumam ser realizados em profissionais que ocupam cargos de liderança.

A ideia é não apenas prevenir possíveis riscos de saúde para estes executivos que vivem sob pressão constante, mas também minimizar eventuais problemas e impacto para a empresa em decorrência de problemas de saúde destes profissionais. Num período de seis horas, é possível realizar mais de 60 procedimentos.

O fato é que os exames de rotina são procedimentos fundamentais dentro da medicina capaz de avaliar o estado de saúde de uma pessoa. Portanto é imprescindível que você faça os exames recomendados de acordo com seus hábitos, sintomas e histórico familiar.


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31/jan/2019

Segundo estudo, a insônia eleva a probabilidade de hospitalização por AVC em 54% dos casos em pessoas com menos de 40 anos.

O risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral) pode ser muito maior em pessoas com insônia em comparação com aqueles que não têm problemas para dormir, de acordo com uma pesquisa publicada na revista Stroke, da American Heart Association.

O risco também parece ser muito maior quando a insônia ocorre em pessoas com menos de 40 anos do que os que já passaram dessa idade, disseram os pesquisadores. Eles descobriram que:

  • A insônia aumentou a probabilidade de internação por AVC em 54% ao longo de quatro anos.
  • A incidência de acidente vascular cerebral foi oito vezes maior entre aqueles diagnosticados com insônia entre 18-34 anos de idade. Após os 35 anos, o risco diminuiu continuamente.
  • O diabetes também apareceu para aumentar o risco de acidente vascular cerebral em insones.

Insônia pode aumentar o risco de derrame

“Sentimos fortemente que os indivíduos com insônia crônica, especialmente os mais jovens, devem consultar seu médico para avaliar os fatores de risco de AVC e, quando indicados, serem tratados adequadamente”, disse Ya-Wen Hsu, autora do estudo e professora da Universidade de Farmácia e Ciência Chia Nan e no Departamento de Pesquisa Médica do Centro Médico Chi-Mei, em Taiwan. “Nossos resultados também destacam a importância clínica da triagem para insônia em idades mais jovens. Tratar a insônia também é muito importante, seja por medicação ou terapia cognitiva”.

O estudo é o primeiro a tentar quantificar o risco em um grande grupo populacional e o primeiro a avaliar se o risco de AVC varia de acordo com os subtipos de insônia, disse Hsu.

O estudo foi baseado nos registros de saúde selecionados aleatoriamente de mais de 21.000 pessoas com insônia e 64.000 não insones. Os pesquisadores dividiram os participantes – nenhum dos quais tinha um diagnóstico prévio de apoplexia ou apneia do sono – em diferentes tipos de insônia.

Em geral, a insônia incluiu a dificuldade em iniciar ou manter o sono; insônia crônica ou persistente durou de um a seis meses; insônia de recaída foi um retorno de insônia após ser diagnosticado livre de doença por mais de seis meses em qualquer ponto de avaliação durante o estudo de quatro anos; e remissão foi uma mudança de um diagnóstico de insônia para não-insônia no momento posterior.

Durante os quatro anos de acompanhamento, 583 insones e 962 não-insones foram estudados em relação ao AVC. Insones persistentes tiveram uma maior incidência cumulativa de três anos de AVC em comparação com os outros participantes do grupo de remissão.

A insônia pode afetar a saúde cardiovascular por meio de inflamação, aumento da pressão arterial

O mecanismo que liga a insônia ao AVC ainda não é totalmente compreendido, mas evidências mostram que a insônia pode alterar a saúde cardiovascular por meio de inflamação sistêmica, intolerância à glicose, aumento da pressão arterial ou hiperatividade. Alguns fatores comportamentais (por exemplo, atividade física, dieta, uso de álcool e tabagismo) e fatores psicológicos, como o estresse, podem afetar a relação observada.

Estudos em outros países também apontaram para uma relação entre insônia e acidente vascular cerebral.

“Os indivíduos não devem simplesmente aceitar a insônia como uma condição benigna, embora difícil, que não acarreta grandes riscos para a saúde”, disse Hsu. “Eles devem procurar uma avaliação médica de outros possíveis fatores de risco que possam contribuir para o derrame.”

Como reduzir as chances de sofrer um AVC

1 – Estabeleça horário para dormir e acordar: Ter um horário predeterminado para deitar e acordar é essencial para o funcionamento do ritmo circadiano (relógio biológico) do organismo. É dessa maneira que o corpo começa a ter uma regularidade, reconhecendo o comprimento do dia e, consequentemente, a hora de dormir.

2 – Transforme seu quarto em um santuário do sono: Pessoas insones têm um estado de hiperalerta. Isso significa que dormir do lado de uma rua barulhenta ou em um quarto cheio de estímulos pode prejudicar ainda mais o hábito de dormir. O ideal é fazer do quarto o lugar ideal para o momento de descanso. Vale desde lençóis e cama confortáveis a cortinas blackout ou isolantes de barulho.

3 – Alimente-se corretamente: Ingerir alimentos com cafeína e álcool poucas horas antes de dormir prejudicam a qualidade do sono. É ideal ainda que se evite alimentos de difícil digestão ou em grandes quantidades, porque o processo digestivo pode causar pequenas interrupções no sono. Mas dormir em jejum também é proibido. O hábito pode levar à hipoglicemia no meio da noite, o que interfere na manutenção do sono.

4 – Deixe os ambientes bem iluminados com luz natural: Abrir janelas, iluminar a casa com a luz do dia ou sair à rua ajuda a estimular o centro de alerta do cérebro. Assim, o corpo consegue diferenciar dia e noite – horário de ficar acordado do de dormir. É importante lembrar que apenas uma luz chamada bright light pode ser usada como substituta. A luz artificial, de luminárias e lâmpadas tradicionais, não tem o mesmo efeito.

5 – Medicamentos, só com orientação médica: O uso eventual de remédios para dormir é indicado, mas deve ser feito apenas sob acompanhamento médico. Existe hoje no mercado drogas que são direcionadas para esse uso e que não criam dependência.


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07/jan/2019

Diagnósticos ou tratamentos errados podem prejudicar ou atrasar a cura de um paciente. Veja como se prevenir disso.

Erros médicos podem ocorrer em qualquer lugar: nos hospitais, nas clínicas, nos centros cirúrgicos, nos consultórios, nas farmácias e na casa do paciente. Esses erros envolvem medicamentos, cirurgias, diagnósticos, equipamentos ou resultados de exames. Por isso, é preciso tomar todas as precauções para ter certeza de que você recebeu o diagnóstico correto a fim de iniciar o tratamento adequado.

Os erros de diagnóstico e tratamento podem ocorrer até mesmo em rotinas comuns, como, por exemplo, um paciente no hospital com uma dieta sem sal receber uma refeição rica em sal.

A maioria dos erros resultam de problemas criados pelos complexos sistemas de saúde. Mas os erros ocorrem também quando os médicos e pacientes possuem problemas de comunicação.

Como se prevenir de erros em diagnósticos e tratamentos?

A melhor forma de se prevenir contra diagnósticos e tratamentos errados é tornar-se um membro ativo da sua condição clínica, em vez de assumir a postura de mero espectador. Isso significa fazer parte de cada decisão sobre os cuidados com a sua saúde. Pacientes que se envolvem pessoalmente com seus tratamentos tendem a obter melhores resultados.

Por isso, separamos 20 dicas a seguir que podem ser extremamente valiosas para você.

Como se prevenir de erros em medicamentos

1 – Avise seu médico sobre todo medicamento que você está tomando. Isso inclui medicamentos prescritos e suplementos dietéticos, como vitaminas e ervas.

2 – Leve todos os remédios e suplementos na sua consulta com o médico. Isso ajuda o seu médico a falar mais sobre cada medicamento e verificar se há alguma contraindicação com algum deles.

3 – Comunique seu médico sobre qualquer alergia ou reações adversas que você já teve com algum remédio. Isso ajuda o médico a não receitar algum medicamento que possa lhe fazer mal.

4 – Quando seu médico lhe prescrever um remédio, certifique-se de que você possa ler a receita claramente. Se você não conseguir ler a caligrafia do seu médico, talvez o farmacêutico também não consiga.

5 – Peça informações ao seu médico para que você consiga entender sobre o medicamento e a prescrição:

  • Para que serve o remédio?
  • Como devo tomar e por quanto tempo?
  • Que efeitos colaterais podem surgir? O que fazer se eles ocorrerem?
  • É seguro tomar esse remédio junto com ou outros medicamentos que estou tomando e/ou com a minha atual dieta?
  • Que tipo de comida, bebida ou atividade eu devo evitar enquanto estiver tomando esse remédio?

6 – Ao receber o medicamento na farmácia, pergunte: “este é o remédio exato que o meu médico receitou?”. Isso fará com que o farmacêutico verifique novamente a receita, a fim de evitar qualquer erro.

7 – Se tiver qualquer dúvida sobre a bula do remédio, pergunte. Bulas podem ser difíceis de entender. Por exemplo, pergunte se “quatro vezes ao dia” significa tomar uma dose a cada seis horas exatas (noite e dia) ou apenas durante o dia.

8 – Pergunte ao farmacêutico sobre a melhor forma de medir seu remédio líquido. Por exemplo, muitas pessoas usam colheres de chá, mas que necessariamente podem não conter toda a dose necessária. Utilizar seringas ou copos-medida ajudam a tomar a dose exata.

9 – Peça informação por escrito sobre os efeitos colaterais que o seu medicamento pode causar. Se você sabe que pode haver alguma reação ao remédio, é bom estar preparado caso algo inesperado ocorra.

Como se prevenir de erros em internações em hospitais

10 – Se estiver em um hospital, pergunte a todos os médicos e enfermeiros que precisarem tocar em você se eles lavaram as mãos. Isso ajuda a prevenir doenças e evita que infecções se espalhem no hospital.

11 – Ao receber alta do hospital, peça para o médico explicar sobre o tratamento que você deve seguir em casa. Isso inclui informações sobre os novos remédios, agenda de novas consultas e se você pode retomar suas atividades regulares. É importante saber se você deve ou não continuar tomando os remédios que tomava antes da internação.

Como se prevenir de erros em cirurgias

12 – Se tiver que passar por uma cirurgia, certifique-se de que você, seu médico e o cirurgião estão de acordo com o que deve ser feito. Fazer uma cirurgia do lado errado (por exemplo, operar o joelho esquerdo em vez do direito) é raro, mas pode acontecer. Por isso, é importante que haja um perfeito entendimento do processo até minutos antes de entrar no centro cirúrgico.

13 – Se puder escolher, opte por um hospital especializado na cirurgia que você irá fazer. Prefira hospitais especializado na cirurgia que você precisará fazer. Eles possuem melhores estruturas tanto de equipamentos quanto de profissionais experientes, o que reduz drasticamente as chances de erros.

Como se prevenir de erros médicos gerais

14 – Pergunte se tiver alguma dúvida ou receio. Você tem o direito de questionar tudo o que estiver relacionado com sua saúde.

15 – Certifique-se de que uma única pessoa coordene seu tratamento. Pode ser seu médico principal ou algum médico do hospital (se estiver internado), mas isso é muito importante caso você tenha muitos problemas de saúde.

16 – Garanta que todos os médicos tenham acesso às suas informações de saúde. Em um hospital, você pode ser atendido por muitos plantonistas. Por isso, não presuma que todos possuem as informações completas sobre seu estado.

17 – Peça a um amigo ou parente para ir às consultas com você. Isso garante que outra pessoa além de você receba as informações do médico, podendo ajudar caso você esqueça ou não tenha entendido algo.

18 – Se fizer um exame, não presuma que nenhum resultado é uma boa notícia. Pergunte quando e como você receberá os resultados.

19 – Entenda que “mais” nem sempre é melhor. É uma boa ideia descobrir por que um exame ou tratamento é necessário e como ele pode ajudá-lo. Você poderia estar melhor sem isso.

20 – Aprenda sobre sua condição e tratamentos com seu médico e recorra a outras fontes confiáveis. Pergunte ao seu médico se o seu tratamento é baseado nas evidências clínicas mais recentes. Se não se sentir confortável, busque uma segunda opinião médica – ou até uma terceira, se necessário.

Seguindo essas dicas, você consegue se prevenir de erros em diagnósticos e tratamentos, o que lhe garantirá uma maior segurança e certeza de que está no caminho certo para melhorar sua saúde.


19/dez/2018

Seja uma recomendação de cirurgia, um diagnóstico de câncer ou a suspeita de uma doença rara, há muitos benefícios em pedir uma segunda opinião médica.

As pessoas cometem erros todos os dias é importante lembrarmos que os médicos não estão imunes a esse fato. Além disso, alguns médicos são mais conservadores, enquanto outros tendem a ser mais agressivos em seus diagnósticos. Portanto, suas descobertas e recomendações podem variar drasticamente. Por esse motivo, cada vez mais pacientes estão buscando segundas opiniões ao receberem um diagnóstico.

Seja uma recomendação de cirurgia, um diagnóstico de câncer ou a suspeita de uma doença rara, há muitos benefícios em pedir uma segunda opinião médica. Esses benefícios incluem tudo, desde tranquilidade e confirmação, até um novo diagnóstico ou um plano de tratamento diferente.

Mesmo que a segunda opinião apenas confirme o que você já sabe, ela ainda pode ser benéfica, pois você terá certeza de que fez tudo o que pode para garantir o diagnóstico correto e um plano de tratamento adequado para o seu caso. Uma segunda opinião também pode oferecer informações sobre opções adicionais de tratamento que o primeiro médico pode não ter mencionado. Como resultado, você se torna mais informado sobre o que está disponível para você e pode tomar uma decisão mais assertiva sobre algo de suma importância para a sua vida: a sua saúde.

O que dizem as pesquisas sobre segundas opiniões médicas?

Um estudo conduzido nos EUA por pesquisadores da Clínica Mayo descobriu que 88% dos pacientes que procuram uma segunda opinião saíram do consultório com um diagnóstico novo ou mais detalhado. Enquanto isso, 21% dos pacientes saíram com um diagnóstico “distintamente diferente”. Por outro lado, um estudo publicado no Journal of Evaluation in Clinical Practice, descobriu que apenas 12% dos pacientes tiveram o diagnóstico original correto. Isso significa que um em cada cinco pacientes foi diagnosticado incorretamente.

Durante o estudo, os pesquisadores revisaram os registros de 286 pacientes encaminhados por médicos para a Divisão de Medicina Interna Geral da clínica. Os fatores que motivaram as pessoas a pedirem segundas opiniões incluíram a confirmação do diagnóstico, a insatisfação com a consulta, a necessidade de mais informações e o tratamento dos sintomas persistentes.

Além disso, um estudo controverso conduzido por pesquisadores da Johns Hopkins Medicine diz que os erros médicos são a terceira maior causa de morte dos pacientes, reforçando ainda mais a necessidade de segundas opiniões.

Quando você deve pedir uma segunda opinião médica?

De acordo com a Resolução CONSU nº 8 e o Código de Ética Médica, as fontes pagadoras, tanto públicas quanto privadas, podem solicitar a segunda opinião, trabalhando com sistemas de auditorias eficientes quando em suspeita de exageros e indicações inadequadas de procedimentos.

O parecer nº 114073 do Cremesp relata que o mecanismo da segunda opinião médica é usual em todo mundo e não é antiética. No Brasil, ainda existe um pouco de preconceito em relação a isso, enquanto em outros países trata-se de algo absolutamente normal. Alguns médicos ainda se sentem ofendidos, acreditando tratar-se de uma desconfiança do paciente.

Mas lembre-se de que você não precisa de justificativa para pedir uma segunda opinião, pois há momentos em que esta pode ser sua melhor decisão.

Além do mais, se os dois médicos com quem você se consultou discordam muito, então pode ser uma boa ideia pedir uma terceira opinião. Tenha em mente também que a segunda opinião não é necessariamente a opinião correta. A chave é continuar buscando até que o diagnóstico e o tratamento façam sentido para você.

Mas para te ajudar, a seguir listamos cinco razões pelas quais você deveria pedir uma segunda opinião médica.

Peça uma segunda opinião se tiver passado por tratamento, mas seus sintomas continuarem.

Ninguém conhece o seu corpo melhor do que você. E se os seus sintomas persistirem mesmo após o tratamento indicado, pode ser hora de procurar o conselho de diferentes médicos e especialistas. Na maioria das vezes, as pessoas lutam por si mesmas. Em vez disso, eles presumem que terão que viver com a dor crônica ou sensações desconfortáveis. Mas lembre-se, a única maneira de você obter um tratamento que funciona é obtendo o diagnóstico correto. Então, se você não está se sentindo melhor e seus sintomas não desaparecem, não se contente com isso. Entre em contato com outros médicos.

Peça uma segunda opinião se for diagnosticado com uma doença rara

Às vezes, as doenças são tão raras que há muito pouca pesquisa sobre elas. Quando isso acontece, pode ser frustrante e assustador descobrir que você foi diagnosticado com algo tão raro. Mas você não está sozinho. Muitas outras pessoas também foram diagnosticadas com este tipo de doença. E pelo fato de haver tão pouca informação disponível sobre essas doenças e distúrbios, é importante fazer sua pesquisa, porque os riscos de erros do diagnóstico são significativos. Procure por médicos e especialistas que já trataram de pacientes com seu distúrbio e obtenha a opinião deles. Você precisa ter certeza de que está recebendo o melhor tratamento possível para sua doença.

Peça uma segunda opinião se o tratamento recomendado é arriscado, envolve cirurgia, é invasivo ou tem consequências ao longo da vida

Nunca é aconselhável concordar com a cirurgia ou outro procedimento invasivo sem explorar suas opções. No entanto, algumas pessoas acham que, se um médico sugere um procedimento, elas precisam concordar com isso de imediato. Mas lembre-se, é o seu corpo e a sua vida que estão em jogo. Você tem absolutamente todo o direito de dizer com quais tratamentos concorda. Como resultado, pode ser aconselhável pedir uma segunda opinião se o seu médico estiver recomendando algo tão sério quanto a cirurgia. Ser proativo e coletar mais informações lhe dará um maior grau de controle sobre o seu tratamento.

Peça uma segunda opinião se for diagnosticado com câncer

Com algo tão sério quanto o câncer, ter a opinião de outro especialista faz todo o sentido. Não só o diagnóstico de câncer pode ser confuso e avassalador, mas também é um evento que muda a vida. Portanto, é importante estar o mais informado possível sobre o seu prognóstico e as possíveis opções de tratamento disponíveis. Tenha em mente que nenhum médico está completamente informado sobre os resultados de cada estudo e ensaio clínico no país. Os médicos são humanos. É por isso que você precisa se precaver. Obter opiniões adicionais apenas melhora a probabilidade de que você vai sair com o melhor plano de tratamento possível.

Peça uma segunda opinião se a sua intuição lhe disser que algo está errado

Se por qualquer razão você não estiver confortável com o diagnóstico ou o tratamento recomendado, peça uma segunda opinião. Você nunca deve concordar com um procedimento ou plano de tratamento quando não se sentir bem com isso. Confie no seu instinto e busque mais informações. Faça perguntas, fale com amigos, procure outro médico. E leia sobre sua condição. Ninguém deve sentir que precisa seguir as ordens do médico sem fazer perguntas e coletar mais informações. Pouquíssimas decisões devem tomadas imediatamente no consultório. Portanto, se algo não lhe parece certo, investigue sua situação e converse com outro médico.

Lembre-se, você não está sendo teimoso e nem está negando a sua situação ao solicitar uma segunda opinião médica. Você está sendo inteligente e cauteloso. Hoje já existem empresas especializadas em segunda opinião médica, que te conectam aos melhores especialistas de todo o mundo, que analisam seu caso e te entregam um relatório completo, sem que você tenha que se deslocar.

Você deve sempre ter um papel ativo em seus cuidados com a saúde, e pedir uma segunda opinião é parte importante desse processo. Portanto, seja honesto com seu médico sobre seu desejo de buscar mais informações. E se ele não te apoiar ou te desencorajar, pode ser hora realmente de buscar um novo profissional.