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29/jul/2022

Na atual situação que vivemos, muitas pessoas acreditam que a sua saúde mental está em risco. Isso porque encontramos alguns desafios em nosso cotidiano causados pelas mudanças devido ao coronavírus.

Além das obrigações rotineiras, há também uma gigantesca carga de informações, muitas vezes conflituosas e desgastantes, dos meios de comunicação, redes sociais etc…

Mesmo em casa não conseguimos descansar a mente completamente. Ela está sempre trabalhando, absorvendo informação e nos forçando a tirar conclusões sobre assuntos que não temos um profundo conhecimento.

Fazer uma pausa e respirar fundo em meio ao caos é importante. Quando não desaceleramos, danificamos a nossa saúde mental.

As pessoas tendem a não prestar atenção nisso porque mesmo quando cultivamos hábitos danosos conseguimos funcionar por um tempo. Porém, ainda não conseguimos desacelerar por nós mesmos.

Mas então como cuidar da saúde mental?

Alguns hábitos podem te ajudar a manter o psicológico saudável.

  • Não passe muito tempo nas redes sociais.
  • Pratique exercícios físicos regularmente.
  • Se afaste de pessoas com pensamentos ruins.
  • Se preocupe mais com você e tente meditar ao menos uma vez ao dia.
    Com esses simples hábitos a sua saúde mental se manterá equilibrada.

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29/jul/2022

A dependência alimentar é real e acontece com muitas pessoas. A comida é sua fraqueza? Você é incapaz de controlar seus desejos? Costuma se sentir insatisfeito, apesar de seu estômago estar cheio? Você pode estar sofrendo de dependência de comida.

Sempre ouvimos que tudo na vida deve ser feito com moderação, incluindo a comida que você come. No momento em que essa linha é cruzada, isso se torna perigoso e passa a se assemelhar ao vício em drogas.

Quando uma pessoa consome heroína, seu cérebro torna-se fisiologicamente dependente da droga e seus padrões comportamentais são criados conforme a necessidade de consumo. Isso é o vício: o usuário precisa da heroína tanto de forma biológica quanto comportamental. Quando ele não a obtém, ele a deseja, mesmo que não goste mais e saiba que a droga é ruim para ele. Se a droga é suspensa por tempo suficiente, o viciado experimenta sintomas de abstinência.

Algumas pesquisas nos USA traçaram vários paralelos entre a heroína e a comida. Primeiramente, drogas e comida causam igualmente uma sensação de bem-estar. As drogas percorrem o caminho da ‘recompensa’ no cérebro que foi originalmente criado para a comida, ao longo da evolução.

Por isso, o desejo pelas drogas é uma versão extrema do sentimento de fome e satisfação que vem do ato de comer.

Mas afinal, o que é o vício em comer?

Por mais simples que possa ser, a dependência alimentar é definida como um relacionamento pouco saudável com a comida e, na maioria dos casos, refere-se ao vício em ‘junk food’ (lanches, doces, salgadinhos, etc.). A comida tende a acionar os centros de prazer e recompensa no cérebro. As pessoas que são viciadas em comida experimentaram um aumento da produção de dopamina, que controla o sentimento de prazer e recompensa do cérebro – a dopamina também é produzida no uso de heroína ou cocaína.

Isso faz com que a pessoa queira cada vez mais a comida. Cresce o desejo por alimentos altamente palatáveis, como os ricos em açúcar e gorduras. As recompensas obtidas ao comer esses alimentos ativam os sinais que o cérebro fornece ao sentir-se pleno e satisfeito.

É importante esclarecer que não existe o vício em comida, e sim o vício de comer. Muitos pesquisadores argumentam que, em vez de pensar em certos tipos de alimentos como viciantes, seria mais útil falar de um vício comportamental no processo de comer e na ‘recompensa’ associada a ele.

O termo ‘vício por comer’ enfatiza o componente comportamental, enquanto ‘vício por comida’ parece mais um processo passivo que simplesmente acontece com o indivíduo, o que não é verdade.

Você é viciado em comer?

Embora possa levar muito tempo para que as consequências ocorram fisicamente, você começa a se sentir emocionalmente esgotado. O ganho de peso devido à alimentação excessiva começa a parecer uma consequência aceitável. Esses e outros comportamentos podem indicar que você é viciado em comer.

Ingerir alimentos gordurosos e cheios de açúcar pode causar danos ao coração, o que pode levar a um aumento nos níveis de colesterol e da pressão sanguínea. Ser viciado em comer pode ser mais complicado do que você pensa e difícil de diagnosticar, por isso, fique atendo aos seis sinais descritos abaixo.

1 – Você se entrega compulsivamente a comer demais? O excesso compulsivo é uma forma de mudança comportamental que se mostra fisicamente quando se é viciado em comer. Você fica tão preocupado com o hábito de comer que nem percebe os outros hábitos que desenvolve.

2 – Você come mais e mais apenas para descobrir que não está satisfeito com essa quantidade. Isso começa a sobrecarregar você emocionalmente.

3 – Mesmo depois de se alimentar com a quantidade correta de nutrientes necessários, você continua a querer mais e os desejos atingem um nível perigoso, de uma forma que você não pode controlar sua vontade por mais comida. Especialmente comidas ricas em trigo, açúcar ou gorduras.

4 – Quando você começa a se alimentar, acha difícil parar de comer de tal forma que experimenta uma sensação de estar “cheio” excessivamente no final da refeição.

5 – Quando você se alimenta demais, acaba se sentindo culpado por comer aquela pizza ou aquela sobremesa. Na hora pode parecer normal, mas depois você se questiona e se arrepende muitas vezes. Mesmo assim, a culpa não atrapalha seu desejo por comer mais.

6 – Você se sente envergonhado e esconde seus hábitos pouco saudáveis dos outros. Você se sente consciente do problema e tenta esconder seu comportamento, evitando comer na frente de outra pessoa. E sente-se estressado e desconfortável ao pedir alimentos menos saudáveis quando está com seus colegas.

Diagnosticar o fato de que você é viciado em comer é o primeiro passo para a recuperação. Evite alimentos que ativam o botão de prazer no cérebro. Faça uma lista desses alimentos ‘proibidos’ para se lembrar dos efeitos prejudiciais que eles podem causar em seu corpo e em seu cérebro e, conscientemente, você começará a fazer um esforço para resistir.

Se isso não funcionar, procure ajuda profissional. A dependência alimentar é um problema sério, mas a falta geral de consciência das causas e consequências desse problema dificultam seu diagnóstico e tratamento.


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29/jul/2022

  1. Nos dias atuais não há quem não reclame que a vida está corrida. E pela falta de tempo, cada vez mais pessoas esquecem de priorizar a saúde.

O trabalho – e toda a rotina que advém dele – acaba tomando conta da agenda diária das pessoas e o corpo, que foi feito para estar em constante movimento, vai perdendo sua mobilidade e ficando cada vez mais parado.

E como consequência dessas escolhas, muitos deixam de lado a prática de atividades físicas, fazendo com o que o número do sedentarismo cresça assustadoramente.

A maioria dos profissionais de saúde recomendam que devemos andar 10 mil passos por dia. Este seria o número ideal para melhorar a saúde e reduzir os riscos causados pela inatividade.

Uma das piores coisas que você pode fazer com o seu corpo é não fazer nada: passar o dia sentado pode ser tão perigoso quanto ser obeso, de acordo com um estudo da Universidade de Cambridge.

Quais os perigos do sedentarismo para a saúde?

Mundialmente, um em cada quatro adultos não está se movimentando o suficiente, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. E mesmo se você acha que é uma pessoa ativa, pode estar passando tempo demais na frente da TV quando não está na academia, o que também coloca sua saúde em risco.

Uma das mais graves consequências do sedentarismo é sem dúvida a obesidade. O número de pessoas obesas cresce cada dia, sejam adultas ou crianças, a obesidade é sem dúvida um mal do nosso tempo.

A obesidade não é a única consequência do sedentarismo, existem outras prejudiciais para a saúde como o aumento do risco de câncer; diabetes tipo 2; desenvolvimento de doenças cardiovasculares; pressão alta e níveis elevados de colesterol.

Além disso, os efeitos do sedentarismo vão muito além do que você pensa. Claro, seu comportamento sedentário pode prejudicar seu coração e aumentar o peso, mas também pode ser responsável por alguns efeitos mais surpreendentes.

Sintomas e consequências do sedentarismo

Sedentarismo contribui para ansiedade e depressão: Nota-se que além do impacto físico, o sedentarismo traz também um impacto negativo no bem-estar mental da pessoa. Segundo alguns estudos, quem tem um estilo de vida sedentário tem maiores problemas com sua saúde emocional mental.

Anda sentindo-se deprimido? É culpa da sua cadeira! Depois de pesquisar mais de 3.300 funcionários do governo, pesquisadores australianos descobriram que homens que permaneciam mais de 6 horas por dia no trabalho tinham 90% mais chances de sentir distúrbios psicológicos moderados – como se sentir nervosos, inquietos, desesperados ou até cansados – do que homens que se sentaram por menos de 3 horas por dia.

Sedentarismo aumenta o risco de câncer: Uma análise alemã de 43 estudos diferentes, incluindo mais de 4 milhões de pessoas, descobriu que o comportamento sedentário aumenta significativamente o risco de vários tipos de câncer.

As pessoas que registraram o maior tempo sentadas experimentaram um risco 24 por cento maior de desenvolver câncer de cólon, um risco 32 por cento maior de câncer de endométrio e um risco 21 por cento maior de câncer de pulmão.

Além disso, os riscos dobram em pessoas que geralmente gastam seu tempo sentados na frente da TV, possivelmente porque você tende a comer bebidas açucaradas e junk foods, dizem os pesquisadores.

Sedentarismo prejudica sua memória: Sua saúde cerebral sofre quando você fica sentado por muito tempo: adultos mais velhos que são sedentários podem ter a mesma probabilidade de desenvolver demência do que pessoas geneticamente predispostas à condição, descobriu uma nova pesquisa publicada no Journal of Alzheimer’s Disease.

Em um estudo com mais de 1.600 adultos com 65 anos ou mais, os pesquisadores descobriram que pessoas com um gene fortemente associado à demência tinham quase duas vezes mais chances de desenvolvê-lo do que pessoas sem o gene. Mas quando olhavam para pessoas que não se exercitavam regularmente, descobriram que suas chances de desenvolver demência eram semelhantes.

Sedentarismo causa picos de açúcar no sangue: Mesmo se você estiver com um peso saudável, seus níveis de açúcar no sangue podem aumentar se você ficar parado em uma cadeira por muito tempo. Na verdade, os adultos sedentários têm maior probabilidade de ter níveis de açúcar no sangue de 5,7% ou mais, que é alto o suficiente para ser considerado pré-diabético.

Sedentarismo prejudica sua vida sexual: Seu comportamento sedentário pode levar a uma problemas sexuais. Homens com uma barriga maior – ou uma cintura de 100 cm ou mais – têm probabilidade duas vezes maior de ter disfunção erétil (DE) do que aqueles com cinturas abaixo de 80 cm, segundo um estudo de Harvard.

Sedentarismo reduz a qualidade do sono: Você já sentiu que dormiu mais profundamente depois de fazer um ótimo treino? Isso porque o exercício de pelo menos 150 minutos por semana pode melhorar a qualidade do seu sono. Quando as pessoas praticam atividade física, o risco de sonolência diurna cai em comparação com as pessoas que não se exercitam.

Sedentarismo causa dores na coluna:  Os efeitos de curvar-se na frente do computador podem durar além do seu dia de trabalho. Sentar-se por apenas 4 horas seguidas pode aumentar a pressão sobre os discos da região lombar. Essa compressão pode levar à degeneração do disco, um culpado comum por trás da famosa dor nas costas.

Como resolver os problemas causados pelo sedentarismo?

A solução para evitar os males do sedentarismo é bem simples: movimente-se!

O aumento da atividade física pode trazer fim para os problemas causados pelo sedentarismo.

Desta forma, inclua em sua rotina diária exercícios físicos regulares. Se a sua vida é bem corrida, organize-se, planeja-se e você verá que sempre tempo para cuidar da sua.

O que falta muitas vezes é um planejamento e, também, definições de prioridade. Em nosso dia-a-dia priorizamos reuniões, trabalho e esquecemos que para tudo isso funcionar é necessário ter saúde.

Por isso é fundamental que o sedentarismo saia da sua vida o mais rápido possível.

Algumas mudanças no cotidiano podem trazer benefícios rápidos para nossa saúde:

  • Vá caminhando ou de bicicleta para o trabalho;
  • Na hora do almoço faço passeios a pé por onde trabalha;
  • Lembre-se de se levantar a cada 30 minutos no trabalho;
  • Aproveite o tempo livre para se movimentar e não só assistir televisão;
  • Troque o elevador por escada.

Veja alguns dos benefícios do exercício físico para a saúde:

  • Controle do peso;
  • Melhora do perfil do lipidograma;
  • Melhora do humor;
  • Aumento da produção de energia;
  • Sono equilibrado;
  • Melhora do apetite sexual.

O corpo fica “feliz” com a prática de atividades físicas, tanto que mesmo cansado depois de atividade física, a sensação é de renovação e bem-estar.

É mais fácil do que você pensa de acabar com o sedentarismo, basta ter vontade, se planejar e criar novos hábitos saudáveis. Aumentando a quantidade de atividade física os riscos de uma vida sedentária acabam.


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07/jul/2022

Os exames periódicos são capazes de detectar e prevenir doenças. Veja quais exames você deve fazer e conheça novas tendências de consulta médica.

Uma das maiores vantagens da medicina moderna e de seu progresso é o fato de que as doenças mais comuns hoje em dia podem ser tratadas, curadas ou controladas com sucesso, se diagnosticadas oportunamente.

Infelizmente, muitos pacientes aguardam o motivo mais comum para procurar ajuda médica: a dor. Como muitas doenças graves tendem a ficar em silêncio por um longo tempo antes de expor os primeiros sintomas, isso leva à perda de tempo precioso e a oportunidades de intervir com o tratamento a tempo. Os exames periódicos, também conhecidos como check-ups de rotina, são um importante método preventivo para garantir sua saúde e bem-estar a longo prazo.

 

Eles devem ser acompanhados sempre pelo seu médico de confiança, de preferência a mesma pessoa durante um longo período, para que ele possa acompanhar seu histórico médico e monitorar de perto os problemas de saúde já existentes. Alguns exames e análises de rotina podem ser realizados de vez em quando, sem programação precisa, enquanto outros testes específicos para algumas condições têm seu cronograma e frequência recomendados que devem ser respeitados.

A importância dos exames periódicos

Seja por falta de tempo ou preguiça mesmo, a maioria das pessoas passa anos sem ir ao médico, buscando a medicina somente quando os primeiros sinais de uma doença surgem em seu corpo.

O que estas pessoas não sabem é que os exames periódicos são fontes importantes para o rastreamento e identificação preventiva de doenças precoces.

Os exames periódicos são testes clínicos nos quais o qual o médico atesta sobre o estado de saúde da pessoa, levando em consideração os hábitos e antecedentes familiares.

A importância de um exame periódico consiste na capacidade de identificar e tratar doenças em estágios iniciais, o que aumenta drasticamente as chances de cura e recuperação do paciente.

 

Exames periódicos devem incluir testes laboratoriais

Exames de sangue de rotina, assim como alguns outros testes de laboratório, se realizados ocasionalmente, podem revelar uma miríade de condições subjacentes ou pelo menos sugerir que há algo errado com alguns dos órgãos.

Assim, o exame preventivo deve incluir hemograma completo com fórmula de glóbulos brancos, a concentração de açúcar no sangue, eletrólitos, análise de colesterol e outras frações de gordura no sangue, enzimas hepáticas e parâmetros renais, entre outros que o paciente exigir.

O teste específico deve incluir Papanicolau para mulheres, teste de antígeno específico da próstata, mamografia, exames de urina, imagem intestinal e radiografia de tórax.

 

Com que frequência devo fazer exames?

A frequência dos check-ups de rotina pode variar de pessoa para pessoa, pois ela se baseia no histórico de saúde de cada um, idade, sexo e hábitos.

Mas de um modo geral, para pessoas que não possuem qualquer problema de saúde, o indicado é que adultos devem fazer exames periódicos a cada dois anos.

Já aqueles que têm algum problema de saúde ou uma patologia na família, o indicado é fazer os check-ups anualmente.

Vale lembrar que quanto mais cedo se obtém um diagnóstico de uma doença, maiores são as chances de cura.

Por isso é tão importante que você passe em consulta médica rotineira, mesmo sem ter qualquer sintoma de uma doença. Por exemplo, uma mulher que está com o Papanicolau em dia poderá ficar tranquila quanto ao câncer de colo uterino.

Quais exames devo fazer periodicamente?

Alguns exames periódicos são mais específicos e indicados com base em faixas etárias, sexo e especialidades. Abaixo listamos alguns desses exames para que você possa conhecer melhor e agendar uma consulta com seu médico.

Mulheres: colposcopia, vulvoscopia, papanicolau, ultrassonografia de mamas e transvaginal.

Homens a partir dos 40 anos: dosagem do hormônio PSA e ultrassonografia de próstata.

Homens e mulheres após os 18 anos: devem ter um acompanhamento da dosagem hormonal.

Fumantes: Pessoas que fumam devem efetuar exames com marcadores tumorais, como alfafetoproteína, CEA e CA 19.9 e também fazer espirometria com avaliação de função respiratória, além de eletrocardiograma com prova de esforço e análise de expectoração com pesquisa de células cancerígenas.

Crianças: engana-se quem pensa que só adultos fazem exames de rotina. Já na maternidade é feito o primeiro check-up – o teste do pezinho. Com ele é possível antecipar a existência de algumas doenças importantes e iniciar o tratamento antes mesmo dos sintomas se manifestarem.

O teste do olhinho também é um importante exame do qual a criança deve ser submetida. Ele serve para investigar catarata congênita, glaucoma, cegueira e outros problemas.

Crianças de dois  anos de idade com pais e avós que apresentem problemas cardiovasculares e colesterol devem iniciar também os check-ups.

Já aquelas que não possuírem histórico familiar com doença poderão fazer seus primeiros exames entre 5 e 10 anos de idade.

Adolescentes: com o crescimento rápido, muitos adolescentes costumam apresentar anemia e, por isso, devem ter acompanhamento médico também entre 11 e 18 anos.

Pessoas em geral:

  • Exame de urina
  • Exame de fezes
  • Ureia e creatinina
  • Ácido úrico
  • Glicemia em jejum
  • Hemograma
  • Colesterol total e frações
  • Triglicerídeos
  • TGO/AST e TGP/ALT
  • TSH e T4 livre
  • Fosfatase alcalina
  • Gama-glutamiltransferase (GGT)
  • PCR
  • Raio X de tórax
  • Ultrassom de abdômen total
  • Densitometria óssea

 

O fato é que os exames de rotina são procedimentos fundamentais dentro da medicina capaz de avaliar o estado de saúde de uma pessoa. Portanto é imprescindível que você faça os exames recomendados de acordo com seus hábitos, sintomas e histórico familiar.

A Gema Brazil oferece a você o check-up executivo. Saiba mais no nosso site.


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21/jun/2022

Conheça os principais alimentos que ajudam e fortalecem o paciente com câncer durante o tratamento de quimioterapia.

É muito comum o apetite do paciente com câncer mudar ao longo do tratamento. Os efeitos colaterais da quimioterapia, as lesões nas bocas e alterações no paladar são os principais motivos para isso. A quimioterapia dificulta a relação do paciente com a comida, muda o seu sabor, em alguns casos, pode até mesmo piorar as náuseas e mal-estar e tira o prazer de comer.

A comida é sem dúvida um dos grandes prazeres do ser humano e, quando isso é tirado de uma pessoa, é comum que ela sinta tristeza. É o que pode acontecer com algumas pessoas em tratamento com câncer. Elas se vêem privadas de tantas coisas da vida cotidiana que, quando isso afeta a sua alimentação também, acabam se entristecendo e, obviamente, enfraquecendo.

O problema é que a tristeza em excesso pode prejudicar muito o tratamento. Se os pacientes perderem a motivação e a perspectiva, podem se entregar e, em alguns casos, até desistir do tratamento. Sem contar que o estado emocional também afeta a imunidade do paciente. O sistema imunológico é muito sensível às mudanças no estado físico, emocional e psicológico.

Comer bem e controlar o estresse e emoções são maneiras de aumentar o bem-estar. Por isso, é fundamental manter uma boa relação com a comida, para não perder este prazer que é comer.

É bem verdade que estas sensações são temporárias e costumam melhorar com o tempo para alguns pacientes. Mas até que isso ocorra, o paciente deve procurar seguir uma dieta específica, com os alimentos corretos para esta fase.

Uma dieta saudável e equilibrada pode ajudar a reduzir o risco do paciente se sentir mal durante o tratamento. Além disso, a quimioterapia, aliada a alimentos funcionais, é um poderoso instrumento no combate ao câncer.

Evitar bebidas adoçadas, comer alimentos integrais saudáveis, principalmente de origem vegetal, comer menos carne vermelha e processada, limitar o consumo de álcool e também do sal podem fazer a diferença na dieta do paciente em tratamento com a quimioterapia.

É importante também que o paciente não se sinta obrigada a comer determinado alimento apenas por sua propriedade. Se o gosto não lhe agrada, procure outros, até porque em uma alimentação equilibrada há diversos tipos de alimentos ricos em nutrientes que você poderá provar.

Como lidar com o tratamento da quimioterapia e seus efeitos colaterais?

O que você come é extremamente importante para auxiliar no tratamento com quimioterapia.

Perda do apetite

  • Prefira alimentos leves, saudáveis e de fácil ingestão;
  • Consuma alimentos de sua preferência;
  • Evite comidas com cheiros fortes, pois podem provocar náuseas.

Alterações no paladar e olfato

  • Evite carnes vermelhas, pois podem ficar com um sabor ‘metálico’;
  • Prefira comidas mais frias do que quentes;
  • Tempere os alimentos com ervas e suco de limão.

Dificuldade de engolir

A quimioterapia pode causar problemas de deglutição e aftas, o que pode tornar doloroso engolir os alimentos.

  • Consuma sucos de vegetais frescos (para aumentar ingestão de nutrientes);
  • Consuma alimentos macios como batata cozida, banana e cenoura cozida;
  • Evite alimentos picantes e salgados demais.

Enjoos

  • Faça pequenas refeições ao longo do dia
  • Evite beber muita água próximo às refeições;
  • Mastigue lentamente os alimentos;
  • Evite frituras e comidas muito gordurosas;
  • Evite bebidas gasosas;
  • Beba sucos de fruta gelado ao longo do dia

 

Diarreia

  • Beba bastante líquido;
  • Evite leite e seus derivados;
  • Evite a cafeína;
  • Evite alimentos gordurosos e muito condimentados;
  • Reduza a ingestão de fibras neste período.

Além destas dicas, há algumas medidas que podem ajudar durante o tratamento:

  • Procure consumir alimentos que parecem atrativos;
  • Selecione alimentos com uma variedade de cores, temperaturas e texturas;
  • Beba líquidos com frequência;
  • Use chicletes e balas para remover o gosto ruim da boca;
  • Tente usar utensílios de plástico se tiver um gosto amargo ou metálico na boca ao comer.

Acima de tudo, verifique sempre com seu médico para certificar-se de que estas medidas são as melhores para o seu caso.


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07/jun/2022

A fim de prevenir problemas relacionados  a doenças autoimunes, envelhecimento celular e enfraquecimento dos ossos, muitos médicos receitam altas doses de vitaminas D aos seus pacientes. Mas será que isso é realmente necessário?

Se pensarmos que o Brasil é um país que durante o ano inteiro a presença do sol é intensa, parece ser um exagero tantos pedidos de exames e prescrições para reposição de vitamina D. Já que a exposição solar é a maior fonte natural da vitamina.

Atualmente, estão mais comuns do que deveriam os pedidos médicos para os exames de vitamina D e as receitas que prescrevem a sua suplementação. E isso pode representar um perigo! Por isso uma segunda opinião médica é sempre importante.

Se a falta de vitamina D  traz problemas, as superdosagens também podem apresentar sérios riscos à saúde. A hipercalcemia, ou seja, o excesso de cálcio no sangue, é uma das consequências. O que pode causar pedras nos rins e consequentemente a perda de função desse órgão. A hipervitaminose D também pode prejudicar a saúde dos ossos.

Por isso fique atento e faça seus exames regularmente.


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30/Maio/2022

O risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral) pode ser muito maior em pessoas com insônia em comparação com aqueles que não têm problemas para dormir, de acordo com uma pesquisa publicada na revista Stroke, da American Heart Association.

O risco também parece ser muito maior quando a insônia ocorre em pessoas com menos de 40 anos do que os que já passaram dessa idade, disseram os pesquisadores. Eles descobriram que:

A insônia aumentou a probabilidade de internação por AVC em 54% ao longo de quatro anos. A incidência de acidente vascular cerebral foi oito vezes maior entre aqueles diagnosticados com insônia entre 18-34 anos de idade. Após os 35 anos, o risco diminuiu continuamente.

O estudo foi baseado nos registros de saúde selecionados aleatoriamente de mais de 21.000 pessoas com insônia e 64.000 não insones. Os pesquisadores dividiram os participantes – nenhum dos quais tinha um diagnóstico prévio de apoplexia ou apneia do sono – em diferentes tipos de insônia.

Em geral, a insônia incluiu a dificuldade em iniciar ou manter o sono; insônia crônica ou persistente durou de um a seis meses; insônia de recaída foi um retorno de insônia após ser diagnosticado livre de doença por mais de seis meses em qualquer ponto de avaliação durante o estudo de quatro anos; e remissão foi uma mudança de um diagnóstico de insônia para não-insônia no momento posterior.

A insônia pode afetar a saúde cardiovascular por meio de inflamação, aumento da pressão arterial

O mecanismo que liga a insônia ao AVC ainda não é totalmente compreendido, mas evidências mostram que a insônia pode alterar a saúde cardiovascular por meio de inflamação sistêmica, intolerância à glicose, aumento da pressão arterial ou hiperatividade. Alguns fatores comportamentais (por exemplo, atividade física, dieta, uso de álcool e tabagismo) e fatores psicológicos, como o estresse, podem afetar a relação observada.

Como reduzir as chances de sofrer um AVC

1 – Estabeleça horário para dormir e acordar: Ter um horário predeterminado para deitar e acordar é essencial para o funcionamento do ritmo circadiano (relógio biológico) do organismo. É dessa maneira que o corpo começa a ter uma regularidade, reconhecendo o comprimento do dia e, consequentemente, a hora de dormir.

2 – Transforme seu quarto em um santuário do sono: Pessoas insones têm um estado de hiperalerta. Isso significa que dormir do lado de uma rua barulhenta ou em um quarto cheio de estímulos pode prejudicar ainda mais o hábito de dormir. O ideal é fazer do quarto o lugar ideal para o momento de descanso. Vale desde lençóis e cama confortáveis a cortinas blackout ou isolantes de barulho.

3 – Alimente-se corretamente: Ingerir alimentos com cafeína e álcool poucas horas antes de dormir prejudicam a qualidade do sono. É ideal ainda que se evite alimentos de difícil digestão ou em grandes quantidades, porque o processo digestivo pode causar pequenas interrupções no sono. Mas dormir em jejum também é proibido. O hábito pode levar à hipoglicemia no meio da noite, o que interfere na manutenção do sono.

4 – Deixe os ambientes bem iluminados com luz natural: Abrir janelas, iluminar a casa com a luz do dia ou sair à rua ajuda a estimular o centro de alerta do cérebro. Assim, o corpo consegue diferenciar dia e noite – horário de ficar acordado do de dormir. É importante lembrar que apenas uma luz chamada bright light pode ser usada como substituta. A luz artificial, de luminárias e lâmpadas tradicionais, não tem o mesmo efeito.

5 – Medicamentos, só com orientação médica: O uso eventual de remédios para dormir é indicado, mas deve ser feito apenas sob acompanhamento médico. Existe hoje no mercado drogas que são direcionadas para esse uso e que não criam dependência


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19/Maio/2022

Cientistas brasileiros conseguiram identificar possíveis causas do autismo e trabalham em um tratamento que poderá eliminar seus sintomas.

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que aparece nos primeiros anos de vida da criança, e que pode se manifestar em vários tipos de graus (mais leve ou mais severo).  Como consequência, traz dificuldade de comunicação e interação social.

Apesar de se saber que o autismo está ligado a uma alteração genética, não se sabe ao certo a sua causa. O autismo tem sido objeto de estudo há muitos anos e, no Brasil, não tem sido diferente. Tanto que um grupo de cientistas brasileiros ligados à USP conseguiu dar mais um passo importante no tratamento do autismo.

Ao realizar pesquisas com dentes de leite de crianças (com e sem autismo) doados para uma ONG que tem um projeto chamado A Fada do Dente, do qual os pacientes fazem parte, conseguiram gerar em laboratório uma espécie de ‘minicérebros’.

E são nestes ‘minicérebros’ que são realizados estudos sobre o autismo, bem como os remédios que podem ajudar a melhorar a função das células dos cérebros autistas.

No meio de tantos estudos, os cientistas descobriram que no cérebro dos autistas, uma célula chamada astrócitos (que existe em grande número em nosso cérebro) são inflamadas e produzem uma certa substância em excesso, o que causa danos aos neurônios.

Logo surgiu a hipótese de que, ao encontrar uma droga que fosse capaz de bloquear essa substância e recuperar a forma e a função dos neurônios, seria possível melhorar as condições celulares e alguns sintomas do autismo.

E foi o que os cientistas brasileiros fizeram nos ‘minicérebros’ criados em laboratório, obtendo sucesso em seus testes preliminares.

Com este avanço nas pesquisas fica evidenciado que, no futuro, será possível tratar o autismo em si, e não apenas os seus sintomas.

Os testes ainda estão sendo feitos apenas em laboratórios, já que continuam estudando os efeitos colaterais que este tratamento poderá causar, mas agora há a esperança para que, em poucos anos, seja possível realizar testes em humanos.

O sucesso dos testes e o avanço do tratamento não significa, necessariamente, a cura para o autismo. Mas poderá amenizar ou até eliminar alguns sintomas, como irritabilidade e dificuldade de interação social. O tratamento, nesse caso, deverá ser feito por toda a vida.


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11/Maio/2022

Na escola, toda criança se agita em seu assento e olha pela janela de vez em quando. Às vezes, os alunos saem de seus lugares e perambulam pela sala por alguns minutos. E alguns têm problemas para entender uma determinada lição. Esses são comportamentos normais. A maioria de nós fez essas coisas na escola quando éramos crianças. Geralmente, as crianças precisam apenas de um empurrãozinho para deslanchar.

Mas com as crianças que possuem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), os professores precisam entender como essa deficiência interfere em sua capacidade de aprender, permanecer concentrado e se relacionar com outras crianças.

Por isso, separamos a seguir algumas estratégias que podem ajudar os educadores a obterem melhores resultados tanto no aprendizado quanto na inclusão social.

Estabeleça regras e rotinas para alunos com TDAH

Estipule regras para alunos com TDAH na sala de aula. Com a contribuição dos alunos, estabeleça regras curtas e simples. Explique tudo em termos positivos que transmitam o que você quer que eles façam.

Por exemplo, em vez de dizer: “Não fale alto quando você vem para a aula”, diga: “Quando chegar na escola, preste atenção na lição e comece a estudar em silêncio.” Ou “Sente-se primeiro e depois converse calmamente com o seu colega até a aula começar.”

Crie rotinas na sala de aula. Isso ajudará os alunos com TDAH a manterem o foco nas tarefas. As rotinas para todos os alunos podem incluir a verificação das lições de casa sempre no início das aulas, selecionando alguns alunos como auxiliares para essas tarefas.

Os alunos hiperativos podem conversar com os auxiliares no final da aula para se certificarem de que entendem a tarefa de casa e o que é esperado deles.

Dê supervisão adequada para alunos com TDAH. As crianças hiperativas requerem mais supervisão do que seus colegas por causa de sua falta de maturidade, esquecimento, distração e desorganização. Ajude esses alunos juntando-os a colegas que podem lembrá-los de lições de casa e aulas e usando parceiros para se juntar a um projeto.

Ofereça condições especiais para o aluno hiperativo

Alguns alunos com TDAH podem precisar de condições especiais. Algumas dessas condições podem ser simples como monitorar o trabalho do aluno e desenvolver um plano para ajudá-lo a não ficar para trás, além de ser mais tolerante com atrasos ocasionais – isso estimula a confiança no aluno e o mantém motivado.

Outras condições incluem: tempo prolongado em provas, tarefas mais curtas, instrução em anotações e atribuições segmentadas para projetos mais longos (com prazos e notas separadas).

Reduza possíveis distrações.

Posicione os alunos que têm problema com foco perto da fonte de instrução e/ou de um aluno que possa ajudar com as lições, reduzindo barreiras e distrações entre ele e a tarefa. Coloque este aluno em um local de baixa distração na sala de aula.

Use modelos de pares positivos.

Incentive o aluno a sentar-se perto de modelos positivos para aliviar as distrações de outros alunos com comportamentos desafiadores ou divergentes.

Prepare-os para as transições.

Lembre o aluno sobre o que está por vir (próxima aula, recreio, hora de um livro diferente, etc.). Para eventos especiais, como passeios escolares ou outras atividades, lembre-se de avisar com bastante antecedência e usar lembretes. Ajude o aluno a se preparar para o final da aula e ir para casa, verificando se ele tem os itens necessários para a lição de casa.

Permita o movimento.

Permita que o aluno se movimente. Ofereça oportunidades de atividades físicas: apague a lousa, beba água, vá ao banheiro, etc. Se isso não for prático, permita que o aluno brinque (silenciosamente) com pequenos objetos como uma bola macia ou um squeeze, desde que não atrapalhe os outros alunos.

Deixe as crianças brincarem.

O recreio pode, na verdade, permitir um melhor foco em crianças com TDAH. Portanto, não o use como um momento para “maquiar” tarefas escolares e nem o proíba como forma de punição.

Concentre-se em relacionamentos positivos

Estabeleça uma relação positiva com os alunos com TDAH. Cumprimente-os pelo nome ao entrarem na sala de aula. Crie um mural para postar os interesses escolares e extracurriculares, fotografias, trabalhos de arte ou conquistas dos alunos.

Forneça feedback positivo e frequente.

Alunos com TDAH respondem melhor ao feedback imediato. Use elogios positivos, como “Você está fazendo um ótimo trabalho” ou “Agora você conseguiu”. Se a resposta de um aluno estiver incorreta, diga “Vamos falar sobre isso” ou “Isso parece certo para você?”

Faça perguntas em vez de repreender.

Se o aluno se comportar mal, em sala de aula, pergunte: “Essa é uma atitude boa ou má?” O aluno receberá a mensagem de que seu comportamento é inadequado.

Faça uma parceria com os pais

Para obter melhores resultados, os professores devem fazer parceria com os pais para garantir que seus filhos estejam prontos para aprender na sala de aula. Aqui estão algumas diretrizes que os professores podem sugerir aos pais de seus alunos com TDAH:

  1. Comunique regularmente ao professor sobre eventuais problemas.
  2. Veja se a medicação do seu filho está funcionando de forma eficaz na escola e durante o tempo da lição de casa.
  3. Ajude seu filho a organizar os trabalhos para a lição de casa e preparar-se para o próximo dia na escola.
  4. Monitore de perto a conclusão das lições nas matérias em que ele não vai muito bem.
  5. Guarde todas as lições de casa concluídas até o final do semestre.
  6. Converse com o professor sobre o uso de um relatório diário ou semanal, se necessário.

Os professores têm um papel fundamental na criação de um ambiente onde alunos hiperativos possam aprender com mais eficiência e se relacionar melhor com as outras crianças.


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03/Maio/2022

A asma pode ser agravada pelo sedentarismo, a obesidade, a depressão e a ansiedade. Por outro lado, exercícios aeróbicos frequentes, como caminhadas de intensidade moderada ao menos cinco vezes por semana, ajudam a reduzir as crises da doença, principalmente em pacientes moderados e graves.

Essas são as conclusões de estudos conduzidos na Universidade de São Paulo (USP) e recentemente publicados em dois artigos – um no European Respiratory Journal e outro no Chest Journal.

No primeiro estudo, com 296 pacientes brasileiros e australianos, foram apontadas quatro características extrapulmonares importantes a serem consideradas no tratamento da asma: atividade física, obesidade, depressão e ansiedade.

O trabalho mostrou que os pacientes formavam grupos com características distintas:

1 – participantes com asma controlada e fisicamente ativos;

2 – com asma não controlada, fisicamente inativos e mais sedentários;

3 – com asma não controlada, baixa atividade física, obesos e que sentiam ansiedade e ou sintomas de depressão;

4 – com asma muito descontrolada, fisicamente inativos, mais sedentários, obesos e com sintomas de ansiedade e ou depressão.

A maioria deles (64%) apresentou alguma complicação no ano anterior.

Nos grupos foram detectadas 15 comorbidades, entre as mais prevalentes estavam o refluxo gastroesofágico, obesidade, hipertensão, distúrbio psicológico, sinusite e distúrbios do sono.

Os pesquisadores fizeram então uma análise de agrupamento hierárquico para identificar fenótipos clínicos de asma com base em traços extrapulmonares e fatores comportamentais de risco, visando a descrever as características clínicas associadas a esses fenótipos. O trabalho mostrou ainda que o sedentarismo era o fator com maior associação a hospitalização e crises de asma.

No outro trabalho, que avaliou 51 voluntários com idade entre 18 e 60 anos, atendidos pelo Ambulatório de Pneumologia do Hospital das Clínicas, a conclusão foi que a atividade física frequente melhorou o controle da doença, a qualidade do sono e sintomas de ansiedade.

Nesse caso, os voluntários foram divididos em um grupo de intervenção, submetido a uma mudança de comportamento para aumentar a atividade física durante oito semanas, e um de controle, somente com os cuidados habituais.

Foram coletadas informações sobre o controle clínico da asma, atividade física/sedentarismo, comportamento, qualidade de vida, sintomas de ansiedade e depressão, qualidade do sono e dados antropométricos.

O controle clínico da asma foi medido por meio de uma ferramenta, chamada ACQ, que compreende sete questões relacionadas a sintomas da doença, medicação e função pulmonar. Os participantes fizeram um diário para relatar exacerbações do quadro durante o período de intervenção. Também foram medidos os níveis de atividade física e sedentarismo, por meio de equipamentos.

Os pesquisadores compararam os dados dos grupos, em ensaio randomizado e controlado, analisando as avaliações antes e após o período de intervenção.

Os resultados sugerem que uma abordagem multidisciplinar para mudança de comportamento pode potencialmente ser uma estratégia complementar ou alternativa que melhora o controle clínico em adultos com asma.

Pratique exercícios regularmente. Mas antes consulte seu médico.