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28/jul/2021

A rouquidão pode acometer 3 em cada 10 adultos ao longo da vida, e até mesmo aparecer em crianças. Nos últimos anos tem-se observado o aumento significativo de casos entre professores, idosos e indivíduos que fazem uso mais intenso da voz. Seja ela temporária ou permanente, a rouquidão pode dificultar a comunicação e reduzir a qualidade de vida.

As causas para isso variam desde uma simples inflamação da laringe até o câncer, e algumas delas são mais frequentes entre as mulheres, como os nódulos vocais. Os especialistas garantem que muitos quadros de disfonia( esse é o termo técnico que os médicos utilizam para se referir às alterações da voz) podem ser prevenidos e tratados com medidas simples como o uso cuidadoso e repouso da voz, boa hidratação e medicamentos.

Já nas situações mais graves, a estratégia terapêutica inclui terapia vocal e até cirurgia. Apesar disso, o conselho médico é não ignorar o sintoma. Isso porque ele pode ser o primeiro e único sinal do tumor de laringe, e o diagnóstico precoce aumenta a chance de cura.

A rouquidão pode acometer igualmente todas as pessoas, inclusive crianças, e algumas de suas causas são mais frequentes entre as mulheres por motivos anatômicos, como os nódulos (as pregas vocais femininas são menores).

Nos últimos anos, porém, o sintoma tem sido cada vez mais comum entre professores, idosos e indivíduos que fazem uso mais intenso da voz.

Muitos episódios de rouquidão passam sozinhos sem causar prejuízo algum. Mas os especialistas advertem que toda alteração da voz deve ser avaliada por um médico, especialmente quando ela dura por 14 dias ou mais, e tal mudança não esteja associada a gripe ou resfriado.

Os médicos alertam que observar esse sintoma e ignorá-lo é preocupante porque o câncer de laringe, na sua fase inicial, pode ter como único sintoma essa alteração vocal.

Mantenha-se hidratado com bebidas frescas ou em temperatura ambiente, evite o tabaco (inclusive o fumo passivo), use microfones ou megafones para não forçar a voz, caso tenha de falar em público e mantenha uma boa rotina de sono.


21/jul/2021

Um novo composto pode acelerar em até seis vezes a regressão do câncer de mama. Ao menos é o que garante um estudo recentemente publicado na Science Signaling, revista científica distribuída pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS). O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e da Universidade de São Paulo.

.O tratamento tem início antes da utilização da Quimioterapia. O objetivo é enfraquecer as células tumorais.

Foram levantados 192 compostos, que estavam em uma biblioteca do laboratório de Harvard. Os compostos foram testados para verificar qual deles atingiria a célula especificamente do triplo-negativo(Triplo-negativo é como se chama o tipo mais severo de câncer de mama).

Já era sabido que agiriam no metabolismo das células.

De acordo com os pesquisadores, ao deixar o tratamento contra o tumor mais eficiente, reduz-se o tempo que o paciente estará sujeito aos efeitos colaterais dos medicamentos tóxicos utilizados na quimioterapia.

Os testes duraram 21 dias e os resultados foram muito positivos.

Com a quimioterapia houve regressão de 10% do tumor.

No tratamento combinado, o tumor diminuiu 60%. Ou seja, a terapia foi 500% mais eficaz e bem menos agressiva.

O câncer de mama é um tipo de câncer que cresce mais rápido, tendo opções de tratamento limitado. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o país deve ter cerca de 66 mil novos casos de câncer de mama por ano entre 2020 e 2022.


20/jul/2021

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país que apresenta maior prevalência de depressão na América Latina. É também o país mais ansioso do mundo. E, para profissionais da psiquiatria, a solidão é reconhecida como um gatilho – um impulsor – de transtornos de humor. 

Frente a um cenário de pandemia, a comunidade médica se preocupa que uma epidemia paralela afete a saúde mental da população brasileira. O aumento do sofrimento psicológico, dos sintomas psíquicos e dos transtornos mentais já dão indícios nesse período que foi marcado como o primeiro pico dos casos. 

Para suprir uma demanda alta e ajudar os brasileiros na compreensão desse momento tão intenso, diversos profissionais de psicologia estão realizando orientações e atendimentos  virtuais.

Além dos cuidados profissionais, existem pequenas ações no cotidiano que podem ajudar no processo de lidar com a pandemia e com o distanciamento social. Confira algumas dicas para iniciar uma rotina mais leve e de autocuidado:

  • Lembre-se que você não está sozinho. Todos estão na mesma situação. E, apesar disso, cada um encontra uma melhor forma de lidar com este momento. Não se compare com outras pessoas e tente encontrar o que mais funciona para você.
  • Este é um momento intenso e fora do comum. É completamente normal se sentir triste, assustado e/ou menos produtivo que o habitual. Uma pandemia e o distanciamento social geram diversas emoções que são difíceis de lidar. Novos sentimentos são esperados. Não se cobre para estar bem 100% do tempo.
  • Observe suas demandas internas. Abafar e ignorar sentimentos não é saudável. Tente colocar tudo o que está acontecendo no mundo em perspectiva e relacione ao que você está sentindo – estão interligados? Se colocar como parte do todo vai trazer autoconhecimento e facilitará encontrar o equilíbrio da situação.
  • Limite o tempo ligado nas notícias.  É importante estar informado, mas são muitos processos acontecendo ao mesmo tempo – e todos eles bastante intensos. Mudanças na rotina de trabalho, no relacionamento com amigos e família, dilemas políticos e financeiros em todo o mundo. Estipule quanto tempo do seu dia você pode se dedicar ao consumo de notícias e, se necessário, reduza. Não se esqueça de buscar fontes oficiais para evitar notícias falsas.

 

Ainda é preciso se manter o máximo possível dentro de casa, evitando aglomerações e tomando os devidos cuidados de higiene e distanciamento social. Durante a continuação da quarentena, comece a cuidar da sua saúde mental a partir de algumas práticas:

  • Descanse. O sono regular interfere diretamente no equilíbrio emocional. Portanto, tente dormir 8 horas por dia. Busque atividades que auxiliem no sono profundo e de qualidade.
  • Alimente-se bem. Ter atenção ao que se come e priorizar uma dieta balanceada permite a ingestão de todos os nutrientes necessários ao organismo. Isso ajuda no bom funcionamento dos processos químicos do cérebro. Cuidar do corpo também é cuidar da mente.
  • Evite drogas como escape do estresse. Álcool e tabaco se tornam vícios e, a longo prazo, causam muito malefícios à saúde física e mental.
  • Fortaleça seus contatos, ainda que à distância. Uma conversa com amigos ou com a família por mensagens, ligações telefônicas ou videochamadas pode aliviar sensações ruins. Também faz relembrar que existe uma rede de apoio com a qual você pode contar.
  • Tire um tempo para você. Não preencha seus dias apenas com atividades obrigatórias – libere um espaço na sua agenda para ler um livro, assistir a um filme, aprender uma habilidade nova, fazer exercícios físicos, ouvir uma música, cozinhar com tranquilidade. A escolha é sua: por você e para você.

Esses são apenas alguns dos principais aspectos que fazem a diferença para uma rotina saudável, que priorize o bem-estar e a saúde mental durante a pandemia. Leve em consideração aquilo que faz sentido de acordo com o seu estilo de vida e preferências – e coloque em prática o que funciona para você. 


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05/jul/2021

Durante o período após o parto, que dura cerca de 40 dias, é muito comum que as mulheres fiquem ansiosas para que o corpo volte a ser o que era antes da gravidez.

Mas algumas ficam bastante ansiosas com a questão do peso, ou melhor, o excesso dele, no pós-parto. Na tentativa de resolver isso, tentam comer menos ou restringir o consumo de alimentos para acelerar a perda desses quilos a mais. O problema é que isso não é recomendado e pode trazer consequências negativas para a saúde tanto dela como do bebê.

Até o sexto mês de vida do bebê, o recomendado é que ele seja alimentado apenas com leite materno. E um dos fatores que influencia diretamente na capacidade da mulher de produzir ou não esse leite é justamente a ingestão de nutrientes. Isso porque a mulher gasta, em média, 500 a 700 calorias por dia com a amamentação. Se ela restringir demais sua alimentação, o corpo não vai ter combustível para continuar produzindo o alimento e, em casos extremos, pode encerrar a produção para não comprometer outras funções. Outro problema de seguir dietas restritivas nesse período é que a mãe pode apresentar uma falta de nutrientes importantes para a própria saúde, criando problemas para si mesma.

As proteínas, por exemplo, são parte do leite materno, por isso, se não forem consumidas em quantidade suficiente, podem provocar uma perda de massa magra no organismo da mãe. A deficiência de ferro e a falta de vitaminas também são problemas que podem ocorrer caso a alimentação se mantenha restrita. Por isso, é importante que a mulher busque ter uma alimentação variada, com um bom aporte de todos os nutrientes (incluindo gorduras e carboidratos, erroneamente considerados “vilões” pelas dietas restritivas) para conseguir ter energia suficiente para alimentar o bebê

Os especialistas orientam que a mulher deve manter uma dieta saudável, priorizando alimentos frescos e comida caseira, evitando os ultraprocessados e o excesso de gorduras e sódio.


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11/jun/2021

A pandemia nos trouxe novas preocupações. Além das preocupações com a saúde física, a Covid-19 também é impulsionadora do sofrimento psicológico. 

 

Essa sobrecarga emocional, frente a um cenário instável e imprevisível, tem causado um aumento decasos de ansiedade, depressãosolidão e síndrome do pânico, segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP). 

 

A perda de amigos e familiares também fez com que os casos de transtornos por luto aumentassemconsideravelmente. 

 

Alterações nos ciclos de sono e no apetite, assim como mudanças comportamentais, são sinais comuns que o corpo emite quando ultrapassando oslimites de tristeza e desconforto.

 

Por isso é tão importante entender e cuidar da imunidade psicológica. Diferente da imunidade do organismo – alimentada por fatores externos – a imunidade psicológica é ativada de forma interna,com ações preventivas capazes de proteger pensamentos, emoções e sentimentos. 

 

Esse cuidado pessoal se torna possível quando a estrutura psicológica de um indivíduo é preparada para lidar com estresse, medo, angústia, ansiedade, mudanças de humor, entre outras emoções.

 

Existem práticas simples que ajudam a lidar com a rotina durante a pandemia de uma forma mais tranquila:

– Restringir o tempo de uso das redes sociais;

– Manter uma rotina pessoal;

– Fazer um bom aproveitamento das horas vagas com ações que agreguem no bem-estar, como ouvir música, fazer exercícios, meditar;

 

Lembrando que essas ações NÃO SUBSTITUEM a ação de um especialista quando as coisas não vão bem. Visite nosso site para conhecer melhor nosso plantão psicológico de orientação online!


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07/jun/2021

Uma pesquisa da SBU, de New York, descobriu uma nova maneira de detectar a presença de casos novos ou recorrentes de câncer na bexiga. A metodologia envolve um teste com a a proteína chamada de queratina 17 (K17), como biomarcador de câncer.
A pesquisa foi liderada por Kenneth Shroyer.

Em média, 81 mil casos de câncer de bexiga são diagnosticados nos Estados Unidos, a cada ano, segundo a American Cancer Society. A detecção precisa do câncer de bexiga costuma ser difícil e envolve testes invasivos. Assim, o novo método, baseado na detecção de K17 em amostras de urina, pode ajudar a orientar o tratamento, além de melhorar a precisão do diagnóstico, uma vez que os métodos padrão usados na maioria dos laboratórios de citologia são baseados principalmente em detalhes microscópicos que nem sempre distinguem claramente o câncer das células benignas.

O teste K17 pode ser feito em amostras de urina, o que o torna extremamente menos invasivo e muito mais assertivo.

Através de vários conjuntos de amostras de urina, a equipe de Stony Brook descobriu que o teste de urina K17 detectou UC em 97% dos casos que foram confirmados por biópsia de câncer, incluindo 100% dos casos com UC de alto grau.

Os dados concluíram que o teste K17 é um teste diagnóstico altamente sensível e específico para a triagem inicial e para a detecção de recorrência em todos os graus de UC.


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25/Maio/2021

Você está bem protegido contra o vírus do COVID-19 com o tipo de máscara que está usando?

As máscaras que usamos no dia a dia oferecem níveis de proteção contra a covid-19 bastante diferentes entre si: enquanto algumas chegam a filtrar quase 100% de partículas que podem conter o coronavírus, outras barram só 15%.

As conclusões são de uma pesquisa realizada pela USP e publicada recentemente no periódico Aerosol Science and Technology, testando a eficiência de 227 modelos encontrados em lojas e farmácias do Brasil – desde a PFF2, a mais segura, até as de tecido comum, cuja capacidade de proteção varia muito.

O Laboratório onde foram desenvolvidas as pesquisas tem equipamentos capazes de medir minúsculas partículas em suspensão na atmosfera, que podem carregar nelas o coronavírus.

Os pesquisadores produziram, a partir de uma solução de cloreto de sódio (sal), partículas de aerossol de tamanho semelhante às que carregam o coronavírus no ar (60 a 120 nanômetros) e testaram a capacidade das máscaras em reter, ou deixar passar, essas micropartículas.

Os estudos trazem lições importantes sobre como cada um de nós pode melhorar a proteção individual, essencial num momento de redução no isolamento social e de circulação de novas variantes mais contagiosas (e potencialmente mais graves) do coronavírus.

Não é surpresa que a maior proteção venha da máscara PFF2 (equivalente à N95), modelo profissional que já está se tornando mais popular no país e retém em torno de 98% de partículas que caem sobre ela, segundo a medição do Instituto de Física da USP.

Por isso, crescem os esforços para popularizar o uso dessa máscara e para ensinar o público a reutiliza-la com segurança, sem a necessidade de descarte imediato.

Em segundo lugar, diz o estudo, ficaram as máscaras cirúrgicas, que filtraram 89% das partículas. Além de ter boa filtragem, a máscara cirúrgica tem o poder de não dificultar a respiração e por ter aquele arame em cima do nariz.

Isso nos leva a um fator crucial para essa ou qualquer outra máscara: ela precisa de fato estar bem ajustada ao rosto, tanto na área do nariz quanto nas laterais, ou não vai ser capaz de impedir a entrada do ar não filtrado.

Máscaras de TNT (feitas de polipropileno, um tipo de plástico) também oferecem, segundo o estudo da USP, uma boa proteção geral – entre 78% e 87%.

Por fim temos as máscaras de tecido, as mais comuns e mais facilmente fabricadas. Se essa alta disponibilidade é uma vantagem, o ponto fraco principal é que muitas delas são bem pouco eficientes em reter o vírus.

No experimento, a filtragem média das máscaras de algodão foi de 40%, o que significa que elas deixaram passar, em média, 60% das partículas que caíram sobre elas.

Portanto fique atento ao tipo de máscara que está usando.

E, a qualquer sintoma que possa estar relacionado ao Covid-19, procure um médico.


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18/Maio/2021

Houve uma época em que o termo “tratamento precoce” era corriqueiro na medicina. Podia se referir à intervenção depressa em um caso de câncer, por exemplo, ou à medicação para um transtorno mental após uma pronta identificação.

Durante a pandemia de covid-19 no Brasil, no entanto, a expressão foi politizada. Virou outra coisa. E também se tornou um elemento central na CPI da Covid, com dois ex-ministros da Saúde relatando terem sofrido pressão do presidente Jair Bolsonaro para que o Ministério da Saúde defendesse o “tratamento precoce”.

Alguns médicos e o próprio presidente adotaram o termo para definir um protocolo com medicamentos ineficazes ou sem eficácia comprovada para a covid-19, fazendo crer que existe um tratamento farmacológico para casos leves da doença. Se usados antes mesmo da doença ou no seu início, dizem seus defensores, esses medicamentos poderiam impedir o contágio ou formas graves da covid-19.

Mas médicos, cientistas e entidades sanitárias como a Organização Mundial da Saúde, amparados em estudos robustos, esclarecem que não há opções para tratamentos profiláticos ou que, se aplicados no início dos sintomas, possam impedir o desenvolvimento de formas graves da covid-19.

Ou seja, não há “tratamento precoce” para a covid-19, embora o termo continue a ser utilizado.

Atendimento precoce

Por enquanto, nenhum tratamento farmacológico se mostrou eficaz em casos leves de coronavírus. Não existe tratamento precoce, nem tratamento preventivo. O que existe é o acompanhamento ou o atendimento precoce.

“O termo ‘tratamento precoce’ foi estigmatizado”.

Mas então, o que um paciente com suspeita de covid-19 deve fazer?

Em primeiro lugar, dizem os especialistas, é preciso fazer o diagnóstico. Teve sintomas? Procure o posto de saúde mais próximo para receber um diagnóstico e confirmar que se trata de covid-19. É preciso sempre usar máscara e manter distância de outras pessoas. Adotar o isolamento, mesmo enquanto não sai o diagnóstico, é importante para não contaminar outras pessoas.

Sintomas comuns da covid-19 são: febre, tosse, dor de garganta e/ou coriza, perda de olfato ou paladar, dor de cabeça, cansaço e falta de ar.

A partir do diagnóstico precoce, o paciente poderá ter também uma avaliação e acompanhamento precoces.

Esse monitoramento desde o início dos sintomas é importante para ter um acompanhamento especializado da evolução dos sintomas, com consultas e exames.

Além disso, a avaliação logo no diagnóstico permitirá que o profissional de saúde avalie se o paciente tem fatores de risco, se não precisa de alguma intervenção médica farmacológica por conta de alguma comorbidade, por exemplo.

Por fim, o acompanhamento médico é fundamental até mesmo para casos mais leves porque o paciente pode evoluir com gravidade. O profissional da saúde vai avaliar a evolução dos sintomas e dar orientações adequadas.

O profissional de saúde acompanhando o caso pode verificar, por exemplo, se há febre persistente ou mudança no padrão de febre, dor no peito, dificuldade para respirar, capacidade física afetada, sintomas como tontura ou pré-desmaio, entre outros. Também pode monitorar, em alguns casos, se houve queda no nível de oxigênio no sangue por meio do uso de um oxímetro. São sinais de que a doença está progredindo e que pode ficar mais grave, então é importante ter uma avaliação médica.

A covid-19 evolui distintamente em cada pessoa, 80% dos infectados terão evolução benigna, sem complicações. 20% precisarão de auxílio hospitalar principalmente por comprometimento de pulmão.

Medicamentos, como aqueles do chamado “kit covid”, não devem ser usados por conta própria.

Nada disso tem efeito comprovado contra a doença.

Os medicamentos que podem ser tomados em casa são dados para tratar sintomas – aqueles a que estamos acostumados quando estamos em casa com náusea, dor de cabeça, febre etc. Aliviam os sintomas, mas não interferem na evolução da doença. Boa hidratação e boa alimentação também são recomendadas.


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05/Maio/2021

A asma pode ser agravada pelo sedentarismo, a obesidade, a depressão e a ansiedade. Por outro lado, exercícios aeróbicos frequentes, como caminhadas de intensidade moderada ao menos cinco vezes por semana, ajudam a reduzir as crises da doença, principalmente em pacientes moderados e graves.

Essas são as conclusões de estudos conduzidos na Universidade de São Paulo (USP) e recentemente publicados em dois artigos – um no European Respiratory Journal e outro no Chest Journal.

No primeiro estudo, com 296 pacientes brasileiros e australianos, foram apontadas quatro características extrapulmonares importantes a serem consideradas no tratamento da asma: atividade física, obesidade, depressão e ansiedade.

O trabalho mostrou que os pacientes formavam grupos com características distintas:

1 – participantes com asma controlada e fisicamente ativos;

2 – com asma não controlada, fisicamente inativos e mais sedentários;

3 – com asma não controlada, baixa atividade física, obesos e que sentiam ansiedade e ou sintomas de depressão;

4 – com asma muito descontrolada, fisicamente inativos, mais sedentários, obesos e com sintomas de ansiedade e ou depressão.

A maioria deles (64%) apresentou alguma complicação no ano anterior.

Nos grupos foram detectadas 15 comorbidades, entre as mais prevalentes estavam o refluxo gastroesofágico, obesidade, hipertensão, distúrbio psicológico, sinusite e distúrbios do sono.

Os pesquisadores fizeram então uma análise de agrupamento hierárquico para identificar fenótipos clínicos de asma com base em traços extrapulmonares e fatores comportamentais de risco, visando a descrever as características clínicas associadas a esses fenótipos. O trabalho mostrou ainda que o sedentarismo era o fator com maior associação a hospitalização e crises de asma.

No outro trabalho, que avaliou 51 voluntários com idade entre 18 e 60 anos, atendidos pelo Ambulatório de Pneumologia do Hospital das Clínicas, a conclusão foi que a atividade física frequente melhorou o controle da doença, a qualidade do sono e sintomas de ansiedade.

Nesse caso, os voluntários foram divididos em um grupo de intervenção, submetido a uma mudança de comportamento para aumentar a atividade física durante oito semanas, e um de controle, somente com os cuidados habituais.

Foram coletadas informações sobre o controle clínico da asma, atividade física/sedentarismo, comportamento, qualidade de vida, sintomas de ansiedade e depressão, qualidade do sono e dados antropométricos.

O controle clínico da asma foi medido por meio de uma ferramenta, chamada ACQ, que compreende sete questões relacionadas a sintomas da doença, medicação e função pulmonar. Os participantes fizeram um diário para relatar exacerbações do quadro durante o período de intervenção. Também foram medidos os níveis de atividade física e sedentarismo, por meio de equipamentos.

Os pesquisadores compararam os dados dos grupos, em ensaio randomizado e controlado, analisando as avaliações antes e após o período de intervenção.

Os resultados sugerem que uma abordagem multidisciplinar para mudança de comportamento pode potencialmente ser uma estratégia complementar ou alternativa que melhora o controle clínico em adultos com asma.

Pratique exercícios regularmente. Mas antes consulte seu médico.


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30/abr/2021

Para a maioria dos exames de sangue, a exigência do jejum caiu. Para entender a necessidade ou não de jejum, é preciso saber que os resultados dos exames se baseiam em informações científicas que indicam parâmetros de normalidade em determinada população, sob condições específicas. Os valores apurados no exame de uma pessoa são sempre comparados com esses dados. A necessidade de jejum, tradicionalmente, sempre esteve vinculada a essas informações. Um exemplo disso é o exame de colesterol (perfil lipídico), antes , solicitava-se jejum de 12 horas, mas hoje admite-se a coleta sem jejum.

Isso ocorreu porque, com o passar do tempo, descobriu-se que as dosagens do colesterol podem ser interpretadas e contribuir para o diagnóstico, independentemente do jejum prévio. Além disso, a qualidade técnica dos exames evoluiu e se tornou menos dependente das variações das amostras.

Por outro lado, existem exames como o de glicemia cujo jejum pode alterar a interpretação porque a referência, em relação à dieta, ainda é importante. Assim, a coleta —com ou sem jejum— será determinada pelo médico de acordo com a informação que ele precisa obter. E o resultado, em geral, indicará padrões de normalidade – com e sem jejum.

O sangue é sempre colhido em sua forma total. Mas, a depender do que é preciso analisar, apenas uma parte desse material será utilizado. Por exemplo, se é preciso avaliar os componentes da célula, o sangue será observado em sua forma integral. Já quando o objetivo é analisar a glicose, interessa somente a parte do soro, que compõe o plasma. Desde o momento da coleta, a amostra sanguínea é disposta em tubos específicos, que são identificados por cor e, dali, seguem em direção às respectivas áreas de análise.

Para que serve o exame de sangue? A maioria das moléculas do seu corpo pode ser avaliada por meio de um teste sanguíneo. Ele é considerado um espelho que reflete o funcionamento do seu organismo e as condições da sua saúde no momento em que ele é realizado. Após a consulta e o exame físico, o teste sanguíneo é uma prática complementar que auxilia o médico a investigar sintomas, diagnosticar determinada doença ou monitorar fatores de risco para doenças crônicas, como o diabetes e doenças cardiovasculares (como o AVC – Acidente Vascular Cerebral). Estima-se que exames de sangue estejam envolvidos em 70% dos diagnósticos.

Realize seus exames de sangue periodicamente.