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30/maio/2022

O risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral) pode ser muito maior em pessoas com insônia em comparação com aqueles que não têm problemas para dormir, de acordo com uma pesquisa publicada na revista Stroke, da American Heart Association.

O risco também parece ser muito maior quando a insônia ocorre em pessoas com menos de 40 anos do que os que já passaram dessa idade, disseram os pesquisadores. Eles descobriram que:

A insônia aumentou a probabilidade de internação por AVC em 54% ao longo de quatro anos. A incidência de acidente vascular cerebral foi oito vezes maior entre aqueles diagnosticados com insônia entre 18-34 anos de idade. Após os 35 anos, o risco diminuiu continuamente.

O estudo foi baseado nos registros de saúde selecionados aleatoriamente de mais de 21.000 pessoas com insônia e 64.000 não insones. Os pesquisadores dividiram os participantes – nenhum dos quais tinha um diagnóstico prévio de apoplexia ou apneia do sono – em diferentes tipos de insônia.

Em geral, a insônia incluiu a dificuldade em iniciar ou manter o sono; insônia crônica ou persistente durou de um a seis meses; insônia de recaída foi um retorno de insônia após ser diagnosticado livre de doença por mais de seis meses em qualquer ponto de avaliação durante o estudo de quatro anos; e remissão foi uma mudança de um diagnóstico de insônia para não-insônia no momento posterior.

A insônia pode afetar a saúde cardiovascular por meio de inflamação, aumento da pressão arterial

O mecanismo que liga a insônia ao AVC ainda não é totalmente compreendido, mas evidências mostram que a insônia pode alterar a saúde cardiovascular por meio de inflamação sistêmica, intolerância à glicose, aumento da pressão arterial ou hiperatividade. Alguns fatores comportamentais (por exemplo, atividade física, dieta, uso de álcool e tabagismo) e fatores psicológicos, como o estresse, podem afetar a relação observada.

Como reduzir as chances de sofrer um AVC

1 – Estabeleça horário para dormir e acordar: Ter um horário predeterminado para deitar e acordar é essencial para o funcionamento do ritmo circadiano (relógio biológico) do organismo. É dessa maneira que o corpo começa a ter uma regularidade, reconhecendo o comprimento do dia e, consequentemente, a hora de dormir.

2 – Transforme seu quarto em um santuário do sono: Pessoas insones têm um estado de hiperalerta. Isso significa que dormir do lado de uma rua barulhenta ou em um quarto cheio de estímulos pode prejudicar ainda mais o hábito de dormir. O ideal é fazer do quarto o lugar ideal para o momento de descanso. Vale desde lençóis e cama confortáveis a cortinas blackout ou isolantes de barulho.

3 – Alimente-se corretamente: Ingerir alimentos com cafeína e álcool poucas horas antes de dormir prejudicam a qualidade do sono. É ideal ainda que se evite alimentos de difícil digestão ou em grandes quantidades, porque o processo digestivo pode causar pequenas interrupções no sono. Mas dormir em jejum também é proibido. O hábito pode levar à hipoglicemia no meio da noite, o que interfere na manutenção do sono.

4 – Deixe os ambientes bem iluminados com luz natural: Abrir janelas, iluminar a casa com a luz do dia ou sair à rua ajuda a estimular o centro de alerta do cérebro. Assim, o corpo consegue diferenciar dia e noite – horário de ficar acordado do de dormir. É importante lembrar que apenas uma luz chamada bright light pode ser usada como substituta. A luz artificial, de luminárias e lâmpadas tradicionais, não tem o mesmo efeito.

5 – Medicamentos, só com orientação médica: O uso eventual de remédios para dormir é indicado, mas deve ser feito apenas sob acompanhamento médico. Existe hoje no mercado drogas que são direcionadas para esse uso e que não criam dependência


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19/maio/2022

Cientistas brasileiros conseguiram identificar possíveis causas do autismo e trabalham em um tratamento que poderá eliminar seus sintomas.

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que aparece nos primeiros anos de vida da criança, e que pode se manifestar em vários tipos de graus (mais leve ou mais severo).  Como consequência, traz dificuldade de comunicação e interação social.

Apesar de se saber que o autismo está ligado a uma alteração genética, não se sabe ao certo a sua causa. O autismo tem sido objeto de estudo há muitos anos e, no Brasil, não tem sido diferente. Tanto que um grupo de cientistas brasileiros ligados à USP conseguiu dar mais um passo importante no tratamento do autismo.

Ao realizar pesquisas com dentes de leite de crianças (com e sem autismo) doados para uma ONG que tem um projeto chamado A Fada do Dente, do qual os pacientes fazem parte, conseguiram gerar em laboratório uma espécie de ‘minicérebros’.

E são nestes ‘minicérebros’ que são realizados estudos sobre o autismo, bem como os remédios que podem ajudar a melhorar a função das células dos cérebros autistas.

No meio de tantos estudos, os cientistas descobriram que no cérebro dos autistas, uma célula chamada astrócitos (que existe em grande número em nosso cérebro) são inflamadas e produzem uma certa substância em excesso, o que causa danos aos neurônios.

Logo surgiu a hipótese de que, ao encontrar uma droga que fosse capaz de bloquear essa substância e recuperar a forma e a função dos neurônios, seria possível melhorar as condições celulares e alguns sintomas do autismo.

E foi o que os cientistas brasileiros fizeram nos ‘minicérebros’ criados em laboratório, obtendo sucesso em seus testes preliminares.

Com este avanço nas pesquisas fica evidenciado que, no futuro, será possível tratar o autismo em si, e não apenas os seus sintomas.

Os testes ainda estão sendo feitos apenas em laboratórios, já que continuam estudando os efeitos colaterais que este tratamento poderá causar, mas agora há a esperança para que, em poucos anos, seja possível realizar testes em humanos.

O sucesso dos testes e o avanço do tratamento não significa, necessariamente, a cura para o autismo. Mas poderá amenizar ou até eliminar alguns sintomas, como irritabilidade e dificuldade de interação social. O tratamento, nesse caso, deverá ser feito por toda a vida.


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11/maio/2022

Na escola, toda criança se agita em seu assento e olha pela janela de vez em quando. Às vezes, os alunos saem de seus lugares e perambulam pela sala por alguns minutos. E alguns têm problemas para entender uma determinada lição. Esses são comportamentos normais. A maioria de nós fez essas coisas na escola quando éramos crianças. Geralmente, as crianças precisam apenas de um empurrãozinho para deslanchar.

Mas com as crianças que possuem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), os professores precisam entender como essa deficiência interfere em sua capacidade de aprender, permanecer concentrado e se relacionar com outras crianças.

Por isso, separamos a seguir algumas estratégias que podem ajudar os educadores a obterem melhores resultados tanto no aprendizado quanto na inclusão social.

Estabeleça regras e rotinas para alunos com TDAH

Estipule regras para alunos com TDAH na sala de aula. Com a contribuição dos alunos, estabeleça regras curtas e simples. Explique tudo em termos positivos que transmitam o que você quer que eles façam.

Por exemplo, em vez de dizer: “Não fale alto quando você vem para a aula”, diga: “Quando chegar na escola, preste atenção na lição e comece a estudar em silêncio.” Ou “Sente-se primeiro e depois converse calmamente com o seu colega até a aula começar.”

Crie rotinas na sala de aula. Isso ajudará os alunos com TDAH a manterem o foco nas tarefas. As rotinas para todos os alunos podem incluir a verificação das lições de casa sempre no início das aulas, selecionando alguns alunos como auxiliares para essas tarefas.

Os alunos hiperativos podem conversar com os auxiliares no final da aula para se certificarem de que entendem a tarefa de casa e o que é esperado deles.

Dê supervisão adequada para alunos com TDAH. As crianças hiperativas requerem mais supervisão do que seus colegas por causa de sua falta de maturidade, esquecimento, distração e desorganização. Ajude esses alunos juntando-os a colegas que podem lembrá-los de lições de casa e aulas e usando parceiros para se juntar a um projeto.

Ofereça condições especiais para o aluno hiperativo

Alguns alunos com TDAH podem precisar de condições especiais. Algumas dessas condições podem ser simples como monitorar o trabalho do aluno e desenvolver um plano para ajudá-lo a não ficar para trás, além de ser mais tolerante com atrasos ocasionais – isso estimula a confiança no aluno e o mantém motivado.

Outras condições incluem: tempo prolongado em provas, tarefas mais curtas, instrução em anotações e atribuições segmentadas para projetos mais longos (com prazos e notas separadas).

Reduza possíveis distrações.

Posicione os alunos que têm problema com foco perto da fonte de instrução e/ou de um aluno que possa ajudar com as lições, reduzindo barreiras e distrações entre ele e a tarefa. Coloque este aluno em um local de baixa distração na sala de aula.

Use modelos de pares positivos.

Incentive o aluno a sentar-se perto de modelos positivos para aliviar as distrações de outros alunos com comportamentos desafiadores ou divergentes.

Prepare-os para as transições.

Lembre o aluno sobre o que está por vir (próxima aula, recreio, hora de um livro diferente, etc.). Para eventos especiais, como passeios escolares ou outras atividades, lembre-se de avisar com bastante antecedência e usar lembretes. Ajude o aluno a se preparar para o final da aula e ir para casa, verificando se ele tem os itens necessários para a lição de casa.

Permita o movimento.

Permita que o aluno se movimente. Ofereça oportunidades de atividades físicas: apague a lousa, beba água, vá ao banheiro, etc. Se isso não for prático, permita que o aluno brinque (silenciosamente) com pequenos objetos como uma bola macia ou um squeeze, desde que não atrapalhe os outros alunos.

Deixe as crianças brincarem.

O recreio pode, na verdade, permitir um melhor foco em crianças com TDAH. Portanto, não o use como um momento para “maquiar” tarefas escolares e nem o proíba como forma de punição.

Concentre-se em relacionamentos positivos

Estabeleça uma relação positiva com os alunos com TDAH. Cumprimente-os pelo nome ao entrarem na sala de aula. Crie um mural para postar os interesses escolares e extracurriculares, fotografias, trabalhos de arte ou conquistas dos alunos.

Forneça feedback positivo e frequente.

Alunos com TDAH respondem melhor ao feedback imediato. Use elogios positivos, como “Você está fazendo um ótimo trabalho” ou “Agora você conseguiu”. Se a resposta de um aluno estiver incorreta, diga “Vamos falar sobre isso” ou “Isso parece certo para você?”

Faça perguntas em vez de repreender.

Se o aluno se comportar mal, em sala de aula, pergunte: “Essa é uma atitude boa ou má?” O aluno receberá a mensagem de que seu comportamento é inadequado.

Faça uma parceria com os pais

Para obter melhores resultados, os professores devem fazer parceria com os pais para garantir que seus filhos estejam prontos para aprender na sala de aula. Aqui estão algumas diretrizes que os professores podem sugerir aos pais de seus alunos com TDAH:

  1. Comunique regularmente ao professor sobre eventuais problemas.
  2. Veja se a medicação do seu filho está funcionando de forma eficaz na escola e durante o tempo da lição de casa.
  3. Ajude seu filho a organizar os trabalhos para a lição de casa e preparar-se para o próximo dia na escola.
  4. Monitore de perto a conclusão das lições nas matérias em que ele não vai muito bem.
  5. Guarde todas as lições de casa concluídas até o final do semestre.
  6. Converse com o professor sobre o uso de um relatório diário ou semanal, se necessário.

Os professores têm um papel fundamental na criação de um ambiente onde alunos hiperativos possam aprender com mais eficiência e se relacionar melhor com as outras crianças.


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03/maio/2022

A asma pode ser agravada pelo sedentarismo, a obesidade, a depressão e a ansiedade. Por outro lado, exercícios aeróbicos frequentes, como caminhadas de intensidade moderada ao menos cinco vezes por semana, ajudam a reduzir as crises da doença, principalmente em pacientes moderados e graves.

Essas são as conclusões de estudos conduzidos na Universidade de São Paulo (USP) e recentemente publicados em dois artigos – um no European Respiratory Journal e outro no Chest Journal.

No primeiro estudo, com 296 pacientes brasileiros e australianos, foram apontadas quatro características extrapulmonares importantes a serem consideradas no tratamento da asma: atividade física, obesidade, depressão e ansiedade.

O trabalho mostrou que os pacientes formavam grupos com características distintas:

1 – participantes com asma controlada e fisicamente ativos;

2 – com asma não controlada, fisicamente inativos e mais sedentários;

3 – com asma não controlada, baixa atividade física, obesos e que sentiam ansiedade e ou sintomas de depressão;

4 – com asma muito descontrolada, fisicamente inativos, mais sedentários, obesos e com sintomas de ansiedade e ou depressão.

A maioria deles (64%) apresentou alguma complicação no ano anterior.

Nos grupos foram detectadas 15 comorbidades, entre as mais prevalentes estavam o refluxo gastroesofágico, obesidade, hipertensão, distúrbio psicológico, sinusite e distúrbios do sono.

Os pesquisadores fizeram então uma análise de agrupamento hierárquico para identificar fenótipos clínicos de asma com base em traços extrapulmonares e fatores comportamentais de risco, visando a descrever as características clínicas associadas a esses fenótipos. O trabalho mostrou ainda que o sedentarismo era o fator com maior associação a hospitalização e crises de asma.

No outro trabalho, que avaliou 51 voluntários com idade entre 18 e 60 anos, atendidos pelo Ambulatório de Pneumologia do Hospital das Clínicas, a conclusão foi que a atividade física frequente melhorou o controle da doença, a qualidade do sono e sintomas de ansiedade.

Nesse caso, os voluntários foram divididos em um grupo de intervenção, submetido a uma mudança de comportamento para aumentar a atividade física durante oito semanas, e um de controle, somente com os cuidados habituais.

Foram coletadas informações sobre o controle clínico da asma, atividade física/sedentarismo, comportamento, qualidade de vida, sintomas de ansiedade e depressão, qualidade do sono e dados antropométricos.

O controle clínico da asma foi medido por meio de uma ferramenta, chamada ACQ, que compreende sete questões relacionadas a sintomas da doença, medicação e função pulmonar. Os participantes fizeram um diário para relatar exacerbações do quadro durante o período de intervenção. Também foram medidos os níveis de atividade física e sedentarismo, por meio de equipamentos.

Os pesquisadores compararam os dados dos grupos, em ensaio randomizado e controlado, analisando as avaliações antes e após o período de intervenção.

Os resultados sugerem que uma abordagem multidisciplinar para mudança de comportamento pode potencialmente ser uma estratégia complementar ou alternativa que melhora o controle clínico em adultos com asma.

Pratique exercícios regularmente. Mas antes consulte seu médico.


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25/abr/2022

O corpo humano trabalha na sua própria manutenção e desempenho, podendo se proteger de invasores patológicos, entretanto, existem alguns contribuintes externos que auxiliam neste processo, sendo um deles a alimentação.

As frutas cítricas tais como, laranja, acerola, morango, kiwi, limão e abacaxi são ricas em vitamina C e fortificam o sistema imunológico. A combinação de vitamina C e ferro ajudam o organismo a absorver os nutrientes.

O alho e a cebola são alimentos maravilhosos para proteção contra doenças e infecções no geral, além dessas propriedades, são temperos saudáveis e práticos.

Vegetais verdes escuros como, couve, brócolis, espinafre e agrião são ricos em ácido fólico, nutrientes que participam da formação dos nossos leucócitos.

Optando por frutas, vegetais e legumes você pode ter refeições variadas e ricas em vitaminas.

É importante aproveitar integralmente os nutrientes encontrados nos alimentos e alinhar com um estilo de vida saudável, para fortalecer e manter o bom desempenho do nosso sistema imunológico, além de prevenir doenças.


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18/abr/2022

Com a nova realidade devido a chegada do COVID-19 na vida da população mundial, a OMS lançou novas diretrizes sobre atividade física e comportamento sedentário, que enfatizam que todas as pessoas, de todas as idades, podem ser fisicamente ativas e que todo tipo de movimento conta.

Os novos parâmetros recomendam pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa por semana para todos os adultos, incluindo quem vive com doenças crônicas ou incapacidade, e uma média de 60 minutos por dia para crianças e adolescentes.

Estatísticas da OMS mostram que um em cada quatro adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física suficiente. Estima-se que isso custe US$ 54 bilhões em assistência médica direta e outros US$ 14 bilhões em perda de produtividade.

A atividade física regular é fundamental para prevenir e controlar doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e câncer, bem como para reduzir os sintomas de depressão e ansiedade, reduzir o declínio cognitivo, melhorar a memória e exercitar a saúde do cérebro. 

As diretrizes incentivam mulheres a manter atividades físicas regulares durante a gravidez e após o parto. Também destacam os valiosos benefícios à saúde da atividade física para pessoas que vivem com incapacidades. 

Pessoas idosas (com 65 anos ou mais) são aconselhadas a adicionar atividades que foquem no equilíbrio e coordenação, bem como no fortalecimento muscular para ajudar a prevenir quedas e melhorar a saúde.

Ser fisicamente ativo é fundamental para a saúde e o bem-estar e pode adicionar anos à vida e vida aos anos.

Toda atividade física é benéfica e pode ser realizada como parte do trabalho, esporte e lazer ou transporte (caminhada, roda e bicicleta), mas também por meio da dança, brincadeiras e tarefas domésticas cotidianas, como jardinagem e limpeza.

Qualquer tipo de atividade física, de qualquer duração, pode melhorar a saúde e o bem-estar, mas quanto mais exercício melhor.

Se você precisa passar muito tempo sentado, quieto, seja no trabalho ou na escola, deve praticar mais atividade física para combater os efeitos prejudiciais do comportamento sedentário.

Essas novas diretrizes destacam a importância de sermos ativos para nossos corações, corpos e mentes, e como resultados favoráveis beneficiam a todos, de todas as idades.

A OMS incentiva os países a adotarem as diretrizes globais para desenvolver políticas nacionais de saúde em apoio ao plano de ação global da OMS sobre atividade física.


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11/abr/2022

Comportamentos compulsivos que buscam recompensas, incluindo consumo de alimentos saborosos, são sustentados pela ativação dos neuro-circuitos de dopamina mesocorticolímbica, resultando na liberação extracelular de dopamina no cérebro e, consequentemente, causando uma sensação de bem-estar e satisfação.

Cientistas descobriram que a ativação de neurônios específicos no cérebro induz à compulsão alimentar. O estudo foi conduzido para investigar os mecanismos por trás dos comportamentos de compulsão alimentar que podem se tornar comuns na doença de Parkinson. Os cientistas criaram um grupo de vírus e os injetaram em uma parte do cérebro de ratos – um processo chamado optogenética. A ativação dos neurônios causou compulsão alimentar quase que imediatamente.

O transtorno da compulsão alimentar periódica só recentemente foi reconhecido como um distúrbio alimentar. Outros distúrbios como anorexia e bulimia ganham mais atenção por causa de sua gravidade. No entanto, o transtorno da compulsão alimentar tornou-se um problema generalizado, assumindo o lugar de principal distúrbio alimentar recorrente e muito comum entre pacientes do sexo masculino.

Compreender a maneira como o cérebro reage e responde aos alimentos é essencial para o desenvolvimento de novos métodos de tratamento para transtornos alimentares. Parte comportamental, parte compulsiva e parte habitual, os transtornos alimentares mudam a maneira como o cérebro responde à comida, ao peso e à imagem corporal. O estímulo cerebral é, muitas vezes, a razão pela qual a compulsão alimentar existe, e o mesmo estímulo cerebral pode ser utilizado como combate a esse distúrbio.

Pessoas que vivem com transtorno da compulsão alimentar periódica não são capazes de autocontrole quando começam  a comer. Apesar dos sentimentos de estarem cheios e quererem parar, sentem-se psicologicamente como se não pudessem parar de comer.

Tratamento por estímulos cerebrais contra distúrbios alimentares

Cirurgias bariátricas costumam ter um ótimo resultado na redução de peso e os pacientes procuram seguir uma nova dieta, mais saudável, para manterem sua qualidade de vida. Entretanto, alguns casos não podem ser resolvidos simplesmente por meio de cirurgias gástricas, uma vez que a compulsão é um distúrbio que ocorre no cérebro.

Alguns pacientes acabam ganhando peso e retomam sua compulsão por comer mesmo após as cirurgias. Nesses casos, é necessário uma medida mais extrema. Assim, médicos e psiquiatras acabam optando por uma decisão drástica, que consiste no implante de um dispositivo elétrico no cérebro do paciente – uma terapia conhecida como estimulação cerebral. É um tratamento frequentemente utilizado para aliviar os sintomas do mal de Parkinson e da epilepsia.

O dispositivo envia estímulos para determinadas áreas do cérebro, interrompendo a ‘programação original’ da compulsão por comer e eliminando o desejo insaciável. Esse tratamento não apenas ajuda a combater a depressão, ansiedade e compulsão por comer, como tem mostrado ótimos resultados na redução de peso.

O estímulo cerebral profundo permanece controverso, mas não é um tratamento novo. Ele remonta aos anos 1930, quando os neurocirurgiões não eram tão cautelosos quanto são hoje. Foi o neurocirurgião Wilder Penfield quem primeiro desenvolveu uma técnica ousada para tratar a epilepsia. Ele estimularia diferentes partes do cérebro com uma sonda elétrica, mantendo os pacientes acordados durante o processo para entender o efeito. A ideia era que a área do cérebro causando um problema pudesse ser identificada e destruída.

Como outros transtornos alimentares, o transtorno da compulsão alimentar é muitas vezes uma resposta ao controle – ou a falta dele. Os transtornos alimentares são um caminho para as pessoas que se sentem terem perdido o controle em suas vidas – do controle das pessoas, dos lugares, das coisas que aconteceram com elas, das coisas que sentem ou das coisas que não sentem.

Perder o controle da comida, do peso e da imagem é uma manifestação de não ser capaz de controlar qualquer outra coisa na vida. O transtorno da compulsão alimentar pode causar problemas digestivos, problemas cardíacos e sintomas de outras condições de saúde mental, como depressão e ansiedade. Lidar com a incapacidade de controlar a comida é um desafio a ser enfrentado na vida. E, por isso, os tratamentos por meio de estímulos cerebrais podem ser a última opção para quem sofre desse mal.


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04/abr/2022

Ficar em casa sem se exercitar pode gerar diversos problemas de saúde típicos do sedentarismo. Por isso, tá na hora de começar a se mexer. 

No entanto, para que a atividade física renda os benefícios desejados, é preciso cuidado e respeito aos limites do seu corpo. Como em muitos casos não há o acompanhamento de um profissional, as chances de lesões aumentam consideravelmente.

A principal preocupação das pessoas é somente com as vantagens estéticas, esquecendo de focar no que realmente importa: a saúde! E, é nesse ponto, que aparecem as lesões de joelho e musculatura.

Lembre-se: a definição do corpo vem a médio e longo prazo e quando a rotina é feita com responsabilidade.

Listamos 5 dicas que podem te ajudar nas atividades físicas em casa.

1 – LOCAL: Para garantir mais segurança na prática, é necessário escolher um cômodo da casa que tenha estrutura para as atividades. Dê preferência a ambientes bem ventilados, com boa luminosidade e longe de móveis ou estruturas que possam causar ferimentos – como, por exemplo, escadas e fios elétricos.

2- AQUECIMENTO: Prepare o seu corpo para o que está por vir: é essencial fazer um aquecimento de 10 minutos antes de iniciar a série. Isso eleva a frequência cardíaca e auxilia o transporte e consumo de oxigênio, assim como a contração muscular. É essencial o preparo do corpo para a prática mais intensa – e, nessa hora, o polichinelo ou pular corda são ótimas escolhas.

3- POSTURA: Muito cuidado com sua postura, se não ficar atento, os riscos de fazer o exercícios na posição errada são grandes. Isso pode causar lesões na musculatura ou até na coluna. Por isso, caso você não tenha o acompanhamento de um profissional, busque fazer as atividades com os outros moradores da casa; assim um pode cuidar do outro. Outra possibilidade é escolher um ambiente onde haja um espelho disponível.

4- LIMITES DO CORPO: Principalmente para quem é iniciante ou está saindo do sedentarismo precisa começar com exercícios leves. Sobrecarregar o corpo não vai trazer resultados mais rápido, apenas dores ou até lesões. Por isso, vá sentindo até onde você consegue ir e aumente a intensidade ao longo dos dias. Outra dica é variar os músculos trabalhados – se em um dia focou nos braços, no dia seguinte priorize as pernas, por exemplo.

5- DORES NÃO SÃO NORMAIS: é claro que as atividades irão gerar uma sensibilidade na região trabalhada, mas isso não quer dizer que a dor deve ser naturalizada – provavelmente é o seu corpo pedindo um descanso. Por isso, se durante a prática você sentir um desconforto muito grande, pare e faça outro exercício.

E lembre-se, antes de iniciar seus exercícios procure um médico e realize um check-up para saber como está sua saúde.


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28/mar/2022

A saliva é muito importante não só para a saúde bucal mas também para muitas outras funções no corpo. Sendo essencial para termos uma boa saúde.

Ela está sempre ali e você quase nunca se lembra dela. Existem coisas que dão água na boca, mas além de avisar que você está com fome, a saliva te ajuda em outras três funções: na digestão, no hálito e na eliminação de bactérias. Por isso é bom cuidar bem dela!

A saliva faz mais do que simplesmente manter a boca úmida – ela ajuda a digerir o alimento, proteger os dentes das cáries, torna possível a mastigação e a deglutição e ainda previne infecções ao controlar as bactérias da boca. Porém, a saliva não consegue combater sozinha todos os males. Por isso a escovação é tão importante!

Muita gente não dá a devida importância para a saliva, porém, ela possui várias funções para a nossa saúde bucal.  Devido à sua viscosidade, a saliva envolve o alimento, lubrificando-o e facilitando sua deglutição e tem a função de proteção – além das proteínas protetoras que revestem a cavidade bucal, há diversas substâncias, como as lisozimas, que combatem bactérias. Além disso, ela possui anticorpos e dissolve o alimento, permitindo que as papilas gustativas identifiquem o sabor.

Além de sua ação antimicrobiana e de auto-limpeza da boca, a saliva tem uma função tão importante quanto essas citadas e que talvez você nem faça ideia. Ela é fundamental para que a gente consiga falar. 

Com ação de lubrificação, a saliva umedece o interior da boca para facilitar a fala. Ela tem um efeito articulador das palavras ao facilitar o movimento da língua sobre a mucosa da boca e dentes.

E quem faz essa função específica é aquela saliva que é produzida em repouso, sem necessidade de estímulos como a mastigação, por exemplo. São as glândulas submandibulares e sublinguais que têm essa função de lubrificação das mucosas e dos dentes através da produção da mucina, substância facilmente encontrado nesses grupos de glândulas.

Mantenha sua saúde em dia. Realize seus exames periodicamente.


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21/mar/2022

O que você ingere durante as refeições, e até mesmo fora delas, está diretamente ligado a como será sua saúde na velhice.

A dieta é uma grande aliada para retardar o envelhecimento e ponto final. Não tem como fugir disso: se você chegar na melhor idade esbanjando saúde, precisa comer bem.

A Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), afirma que, se homens e mulheres souberem se alimentar corretamente, podem atingir até 100 anos com disposição e saúde. O envelhecimento é um processo contínuo de queda das capacidades físicas e mentais, porém, os hábitos saudáveis que forem incluídos na alimentação podem beneficiar a saúde do coração, o bom funcionamento cerebral e as funções vitais do organismo.

O sistema cardiovascular, por exemplo, pode ser beneficiado com azeite de oliva extra-virgem e casca de uva, pois ajudam a manter as artérias jovens. Fique atento também na escolha do azeite: o comum, é o que traz menos benéfico à saúde. O virgem fica no meio do ranking enquanto o melhor é o extravirgem, pois ele oferece melhor sabor e mais benefícios à saúde, já que possui menos acidez e mais antioxidantes

A aveia, previne o envelhecimento dos tecidos do coração e a castanha-do-pára controla a produção de radicais livres, descelera o envelhecimento e reduz o risco de doenças cardíacas.

Ingerir salmão pelo menos três vezes por semana, contribui para um bom desempenho da memória, pois são alimentos ricos em componentes do Ômega-3. Os grãos integrais também ajudam a envelhecer bem.

Se você comer fígado de boi, bife de soja e, eventualmente, gema de ovo é possível otimizar as funções cerebrais. Na maçã são encontrados flavonóides, tipo de fitonutrientes que garantem a proteção contra danos nas células.

O organismo humano renova-se constantemente e gera cerca de 300 milhões de novas células a cada dia. Por isso, é preciso manter uma boa dieta para que sejam consumidos todos os nutrientes necessários para uma vida saudável e um envelhecimento saudável.