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16/Maio/2019

Entenda os riscos para sua saúde ao procurar remédios e tratamentos milagrosos e aprenda a reconhecer fraudes para evitar problemas.

Todos nós já vimos propagandas de remédios ou tratamentos de saúde milagrosos em revistas e banners na web. E se você estiver sofrendo de uma dessas doenças ou sintomas, é difícil não se sentir atraído a experimentar. E, assim, você acaba se perguntando: será que isso é verdade?

A resposta é: não. Anúncios com alegações de promessas milagrosas de saúde como essas são quase sempre falsos. No entanto, eles são habilmente criados para atrair as pessoas, desperdiçando seu dinheiro em curas que não funcionam e, muitas vezes, impedindo-as de procurar o verdadeiro cuidado de que precisam.

Para evitar cair nessas alegações de “cura milagrosa”, você precisa aprender a reconhecer os sinais reveladores de uma fraude e saber onde procurar informações de saúde reais e úteis.

Como os tratamentos milagrosos desperdiçam seu dinheiro

A única coisa na qual os chamados tratamentos milagrosos são realmente bons é em desperdiçar seu dinheiro. Veja como eles fazem isso:

  • Eles não funcionam. Somente nos EUA, por exemplo, os americanos pagam bilhões de dólares a cada ano em produtos e tratamentos de saúde que não funcionam. Em 2013, quase US$ 6 milhões foram gastos em reembolsos para clientes que compraram produtos falsos para perda de peso e prevenção do câncer. As empresas que vendem esses produtos atraem clientes com alegações enganosas e falsos depoimentos de supostos ‘clientes’.
  • Eles são caros. Ao entrar em contato para saber mais informações sobre o produto ou tratamento, a pessoa descobre que, além do preço alto, será necessário comprar produtos adicionais ou em grande quantidade, o que eleva muito o custo. Ou seja, você ainda paga caro por algo que não funciona.
  • Eles prejudicam sua saúde. Os clientes geralmente acham que os tratamentos de saúde falsos são seguros porque os anúncios os descrevem como produtos “naturais”. No entanto, “natural” claramente não significa inofensivo. Muitos dos venenos mais mortais do mundo vêm de plantas, e alguns deles – como o cianureto – são encontrados em remédios falsos.
  • Eles interagem com outras drogas. Até mesmo produtos que não são prejudiciais por si só podem interagir de maneira perigosa com outros medicamentos que você está tomando. Como esses remédios falsos não são prescritos por um médico de verdade que conhece seu histórico de saúde, não há como detectar esses problemas até que eles causem alguma reação, o que pode levar a uma internação de emergência no hospital.
  • Eles tomam o lugar do tratamento real. Se você depositar sua fé nesses ‘remédios milagrosos’, é improvável que você vá a um médico de verdade e receba o tratamento adequado de que precisa. Muitas pessoas perdem anos tentando se tratar com produtos que não tem qualquer efeito, enquanto seus problemas de saúde pioram e pioram. Quando finalmente aceitam consultar um médico de verdade, suas condições de saúde pioraram, o que torna o tratamento mais difícil e caro.

Tipos de golpes de saúde

Se você tivesse um problema de saúde que fosse fácil de tratar, como acnes, provavelmente procuraria um médico ou compraria algum remédio na farmácia. No entanto, se você já tivesse ido a vários médicos e nenhum tratamento tivesse funcionado, você poderia começar a se sentir um pouco desesperado. E provavelmente ficaria tentado a testar qualquer coisa que oferecesse alívio para seus sintomas.

É por isso que golpes de tratamentos milagrosos miram pessoas com problemas de saúde difíceis de tratar. Muitas destas são doenças para as quais a ciência médica atualmente não tem cura, como HIV, diabetes, esclerose múltipla e doença de Alzheimer. Outros são problemas para os quais os tratamentos reais são difíceis, dolorosos ou nem sempre eficazes, como o câncer.

Os remédios do charlatão oferecem às pessoas portadoras dessas doenças a esperança de que possam finalmente se libertar de uma vez por todas. Infelizmente, isso é um problema que eles não conseguem resolver.

Qual tratamento realmente funciona?

A verdade é que não existe uma cura para o câncer, por exemplo, que funcione para todos. Cada caso individual de câncer é diferente, e o melhor curso de tratamento varia com base no tipo de câncer e no indivíduo. Muitas vezes, duas pessoas com exatamente o mesmo câncer ainda precisam de tratamentos diferentes. Consultar um médico – ou, muitas vezes, uma equipe de médicos – é a única maneira de encontrar o curso de tratamento que tem a melhor chance de trabalhar para você.

Vale a pena arriscar um tratamento revolucionário?

Apesar das fraudes em tratamentos de saúde, existe muita pesquisa científica séria e profissionais dedicados que se dedicam constantemente à busca de novos tratamentos e alternativas que possam curar ou reduzir os sintomas de diversas doenças.

Esses tratamentos percorrem um longo caminho até poderem ser oficialmente aplicados nos pacientes. São realizados inúmeros testes em laboratórios e há incontáveis processos pelos quais eles devem ser submetidos até que possam ser aplicados ou comercializados, com o aval da FDA (Food and Drug Administration). O processo pode levar anos.

Em condições muito especiais, alguns desses tratamentos são abertos a candidatos que se dispõem a testá-los. Geralmente são portadores de doenças graves, cujos tratamentos convencionais já não surtem mais efeito. Mas, em geral, um tratamento ou remédio revolucionário só está disponível após a certeza de que sua eficácia tenha sido comprovada.

Se você viu algum desses tratamentos na TV ou na internet e gostaria de saber mais a respeito, a melhor forma de obter informações concretas e reais sobre ele é buscar a opinião de um médico especialista na área.

A consulta com um especialista, de preferência um médico de renome em sua área, pode esclarecer muitas dúvidas e lançar uma nova luz na condição de saúde do paciente.

Às vezes o resultado pode vir não de um tratamento milagroso ou revolucionário, mas de um tratamento correto que só um especialista é capaz de diagnosticar.

Lembre-se sempre de que é a sua saúde e o seu dinheiro que estão em jogo. Em vez de gastar com tratamentos duvidosos que não surtirão efeito ou podem até piorar sua saúde, invista na consulta com médicos especialistas na sua doença. O resultado pode fazer toda a diferença na sua vida.

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24/nov/2018

Cientistas brasileiros conseguiram identificar possíveis causas do autismo e trabalham em um tratamento que poderá eliminar seus sintomas.

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que aparece nos primeiros anos de vida da criança, e que pode se manifestar em vários tipos de graus (mais leve ou mais severo).  Como consequência, traz dificuldade de comunicação e interação social.

Apesar de se saber que o autismo está ligado a uma alteração genética, não se sabe ao certo a sua causa. O autismo tem sido objeto de estudo há muitos anos e, no Brasil, não tem sido diferente. Tanto que um grupo de cientistas brasileiros ligados à USP conseguiu dar mais um passo importante no tratamento do autismo.

Ao realizar pesquisas com dentes de leite de crianças (com e sem autismo) doados para uma ONG que tem um projeto chamado A Fada do Dente, do qual os pacientes fazem parte, conseguiram gerar em laboratório uma espécie de ‘minicérebros’.

E são nestes ‘minicérebros’ que são realizados estudos sobre o autismo, bem como os remédios que podem ajudar a melhorar a função das células dos cérebros autistas.

No meio de tantos estudos, os cientistas descobriram que no cérebro dos autistas, uma célula chamada astrócitos (que existe em grande número em nosso cérebro) são inflamadas e produzem uma certa substância em excesso, o que causa danos aos neurônios.

Logo surgiu a hipótese de que, ao encontrar uma droga que fosse capaz de bloquear essa substância e recuperar a forma e a função dos neurônios, seria possível melhorar as condições celulares e alguns sintomas do autismo.

E foi o que os cientistas brasileiros fizeram nos ‘minicérebros’ criados em laboratório, obtendo sucesso em seus testes preliminares.

Com este avanço nas pesquisas fica evidenciado que, no futuro, será possível tratar o autismo em si, e não apenas os seus sintomas.

Os testes ainda estão sendo feitos apenas em laboratórios, já que continuam estudando os efeitos colaterais que este tratamento poderá causar, mas agora há a esperança para que, em poucos anos, seja possível realizar testes em humanos.

O sucesso dos testes e o avanço do tratamento não significa, necessariamente, a cura para o autismo. Mas poderá amenizar ou até eliminar alguns sintomas, como irritabilidade e dificuldade de interação social. O tratamento, nesse caso, deverá ser feito por toda a vida.